quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Mozart-Piano Concerto nº19 K459

Em 1863 a 2 de Setembro, nasceu em Pest o pianista francês Isidore PHILIPP que viria a morrer em-Paris a 20 Fevereiro de 1958. Ei-lo interpretando o piano concerto nº 19 de Mozart K459

O Concerto para Piano nº 19 em Fá maior, K. 459 de Wolfgang Amadeus Mozart foi concluído em dezembro de 1784. É uma obra que mostra Mozart já no auge da sua maturidade pianística, ao mesmo tempo em que mantém um frescor leve e brilhante típico do seu estilo

Estrutura:

  • O concerto segue o formato clássico em três movimentos:

    1. Allegro – Radiante e elegante, apresenta uma atmosfera leve, quase operística.

    2. Allegretto – Um movimento em compasso ternário, simples e lírico, com charme pastoral.

    3. Allegro assai – Um rondó cheio de vitalidade e humor, considerado um dos finais mais engenhosos de Mozart.

  • Caráter geral:
    Diferente de alguns concertos mais dramáticos (como o nº 20 em ré menor, K. 466), o nº 19 é brilhante, jovial e luminoso, frequentemente descrito como um concerto “feliz”.

  • Aspecto teatral:
    O concerto é muitas vezes apontado como tendo um espírito quase operístico, especialmente no diálogo entre piano e orquestra. O último movimento, em particular, lembra um final de ópera buffa, cheio de energia e leveza.

  • 🎶 Contexto:
    Mozart escreveu esse concerto em Viena, numa fase em que estava intensamente ativo como pianista e compositor. Ele próprio o interpretava em seus concertos públicos.

  • Curiosidade:
    Beethoven conhecia bem este concerto — ele chegou a tocá-lo em Viena antes de se firmar como compositor.

👉 Esse concerto é muitas vezes chamado de “Concerto de coroação” (apesar de essa alcunha estar mais ligada ao nº 26, K. 537), porque também carrega uma nobreza luminosa que o torna especial.



 

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Samuel Coleridge-Petite Suite of Concert

Em 1912 a 1 de Setembro, morreu o compositor inglês Samuel Coleridge-Taylor nascido em Croydon. a 15 de Agosto de 1875. AquiReynard Burns conduz a Island Symphony Orchestra 
A Petite Suite de Concert Op. 77 é um exemplo brilhante do talento de Coleridge-Taylor para criar música orquestral acessível, envolvente e bem orquestrada. Apesar de menos lembrado hoje do que a sua grande cantata Hiawatha’s Wedding Feast, este trabalho mostra sua habilidade comunicativa e melódica de forma compacta e envolvente. Um tesouro da música britânica do início do século XX que merece (re)descoberta.

Estrutura e instrumentação

  • A suíte possui quatro movimentos contrastantes:

    1. Le caprice de Nannette (Dó maior) – uma peça vivaz e brincalhona;

    2. Demande et réponse (Sol maior) – o movimento mais conhecido, de caráter lírico e gracioso;

    3. Un sonnet d’amour (Lá maior) – uma serenata amorosa introspectiva;

    4. La tarantelle frétillante (Dó maior) – um encerramento enérgico e dançante, na forma de tarantella 

      Petite Suite de Concert, Op. 77


      • A obra foi composta por Samuel Coleridge-Taylor por volta de 1910–1911, nos últimos anos de sua vida (ele faleceu em 1912)




quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Berlioz-Les nuits d été-Le spectre de la rose,

Em 1933 a 22 de Agosto  nasceu em Hatfield em Inglaterra  Janet Baker meio-soprano inglesa A sua carreira decorreu entre 1956 e 1982 do ponto de vista operístico  quando cantou  Orfeo e Euridice, em 17 de julho de 1982, em Glyndebourne, continuou contudo a realizar recitais de lieder por mais sete anos, aposentando-se em definitivo em 1989

Ei-la cantando em 1972 de Les nuits d été de Berlioz a segunda canção Le spectre de la rose

Le spectre de la rose” é a segunda canção do ciclo Les Nuits d’été (As Noites de Verão) de Hector Berlioz, composto em 1840 (primeira versão para voz e piano; depois, em 1856, orquestrado pelo próprio Berlioz). O ciclo é formado por seis mélodies (canções francesas eruditas), sobre poemas de Théophile Gautier, poeta romântico.

Contexto geral do ciclo

  • É considerado o primeiro ciclo de canções para voz e orquestra da história, antecessor de obras semelhantes de Mahler e outros.

  • Berlioz tinha grande afinidade com Gautier e sua estética romântica de sonho, nostalgia e sensualidade.

  • O título “Les nuits d’été” sugere um ambiente noturno, sonhador e melancólico, adequado ao romantismo francês.

Sobre “Le spectre de la rose”

  • Poema: Gautier escreveu este texto em que o fantasma de uma rosa fala à jovem que a usou como adorno em um baile.

  • A rosa, mesmo morta, sente-se orgulhosa de ter sido escolhida para dançar no cabelo da jovem e promete que o perfume de sua lembrança continuará a envolvê-la.

  • É um tema tipicamente romântico: a delicadeza da flor, a transitoriedade da beleza, e a fusão de morte e imortalidade pela lembrança amorosa.

Música de Berlioz

  • A atmosfera da canção é etérea, leve e flutuante, evocando tanto a leveza da flor quanto a presença sobrenatural do espectro.

  • O andamento é moderado e a orquestração transparente, com madeiras e cordas suaves criando um ambiente de perfume e sonho.

  • A linha vocal é ampla, lírica, com longas frases que exigem legato perfeito e sensibilidade ao texto.

  • Musicalmente, Berlioz evita dramatismos excessivos e aposta numa escrita etérea e graciosa, mas de grande emoção.

  • É talvez a canção mais famosa do ciclo, frequentemente executada de forma independente.

  • A fusão de poesia romântica e orquestração refinada mostra a genialidade de Berlioz em traduzir imagens poéticas em som.

  • O símbolo da rosa como algo frágil mas eterno pela memória amorosa faz da peça uma meditação sobre beleza, efemeridade e transcendência.


19 de Agosto


1820 FP of SCHUBERT: "Der Zauberharfe" Vienna (1820 - See more at: http://cdexchang.blogspot.pt/2011/08/today-in-classical-music-history-august_17.html#sthash.VesT6MaC.dpuf


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Em 1820 SCHUBERT estreia em Viena  "Der Zauberharfe". Escrita em duas semanas, em 1820, a obra foi estreada em agosto do mesmo ano, sofreu nas mãos de críticos que não acolheram bem esta tentativa do compositor

Aqui Saulius Sondeckis conduz a  Lithuanian State Symphony Orchestra


quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Bruckner-Sinfonia nº 1 em dó menor

foi estreada a 9 de Maio em Linz e dedicada por Bruckner à Universidade de Viena a sua  Sinfonia nº1.

A Sinfonia nº 1 em dó menor de Anton Bruckner (WAB 101) é uma obra fascinante, muitas vezes ofuscada pelas suas sinfonias mais maduras, mas que já revela muitos dos traços característicos do compositor. Vou partilhar algumas ideias:

✅ Composta em 1866 (com várias revisões depois), é frequentemente chamada por Bruckner de sua "primeira verdadeira sinfonia" — embora já tivesse escrito outras tentativas (como a chamada "Sinfonia de Estudo").

✅ Estilo e influências: ainda que demonstre grande reverência a Beethoven e Schubert, já podemos ouvir o “Bruckner sinfônico” emergindo: os blocos sonoros contrastantes, os crescendos monumentais (Bruckner waves), e os corais de metais solenes.

tem quatro andamentos, seguindo a estrutura clássica das sinfonias românticas. São eles:

  1. Allegro (em dó menor) – forma sonata tradicional, já com o estilo arquitetônico de Bruckner, alternando blocos sonoros poderosos e momentos mais líricos.

  2. Adagio (em mi bemol maior) – movimento lento, sereno e introspectivo, com belas harmonias e uma atmosfera quase religiosa.

  3. Scherzo: Schnell (em sol menor) – um movimento rítmico, vivo e com certo caráter rústico; o Trio contrasta com um clima mais leve e dançante.

  4. Finale: Moderato – Allegro vivace (em dó menor, terminando em dó maior) – começa de forma solene e desenvolve-se num verdadeiro drama musical até a resolução triunfante.

aqui a interpretação é da Frankfurt Radio Symphony Orchestra dirigida por∙
Paavo Järvi