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sábado, 2 de dezembro de 2023

Dvorak-Réquiem em Si menor Op. 89

Réquiem em Si menor de Antonín Dvořák, Op. 89, B. 165, é uma missa fúnebre marcada para solistas, coro e orquestra. 

Foi composta em 1890 e apresentada pela primeira vez em 9 de outubro de 1891, em Birmingham, Inglaterra, sob a regência do compositor.é uma das obras sacras mais profundas e menos superficiais do repertório coral-sinfónico do final do século XIX. 

Não é tão frequentemente executado quanto os réquiens de Mozart, Verdi ou Brahms, mas tem uma força espiritual e musical singular. Eis um panorama detalhado:

Contexto de Composição

Dvořák recebeu o convite para compor esta obra para o Festival de Música de Birmingham, no Reino Unido — um importante evento da época, que já tinha encomendado obras a Mendelssohn, Gounod e Elgar. Ele aceitou o desafio e, em vez de fazer um réquiem “de concerto” com virtuosismo operático (como Verdi), optou por uma abordagem contemplativa, espiritual e interior.

Teve sucesso, mas, curiosamente, a obra não entrou com frequência no circuito de concertos fora da Europa Central.

Estrutura da Obra

Diferente de muitos réquiens mais compactos, Dvořák dividiu a obra em duas partes, quase como dois oratórios. Dura cerca de 90 minutos:

Parte I

  1. Requiem aeternam (Coral sombrio e misterioso, com uma orquestração densa e cordas em pianíssimo)

  2. Kyrie (Fuga coral impressionante, mostrando a mestria contrapontística de Dvořák)

  3. Graduale – Requiem aeternam

  4. Dies irae (Movimento central dramático; contém subdivisões como Tuba mirum, Recordare, Confutatis, etc.)

Parte II

  1. Offertorium (Domine Jesu Christe)

  2. Sanctus

  3. Pie Jesu (momento lírico e comovente)

  4. Agnus Dei

Características Musicais

  • Orquestração riquíssima, típica de Dvořák, com uso expressivo de madeiras e trompas, e combinações tímbricas subtis que criam uma atmosfera de reverência e mistério.

  • Motivos recorrentes: Há um motivo melódico descendente que aparece logo no início (no “Requiem aeternam”), e reaparece transformado ao longo da obra, conferindo unidade cíclica.

  • Coral e solistas equilibrados: Dvořák evita o espetáculo operático — prefere a integração entre vozes solistas e coro para construir arcos espirituais.

  • Tratamento do texto litúrgico com profundidade emocional — o “Dies irae”, por exemplo, não é uma explosão teatral como em Verdi, mas um drama interior, com tensão controlada.

Curiosidade Final

Dvořák era profundamente religioso, e este Réquiem parece mais uma oração pessoal do que uma peça teatral. Ele compôs a obra num momento de introspeção (entre a sua fase americana e os grandes êxitos sinfónicos), e isso transparece: é uma música que pede atenção e entrega, mais do que aplauso imediato. 

sexta-feira, 9 de outubro de 2020

9 de Outubro

Charles-Camille Saint-Saëns nasceu em Paris a 9 de outubro de 1835 e faleceu em Argel a 16 de dezembro de 1921 foi um compositor, organista, maestro e pianista francês da Era Romântica. 

Seus trabalhos mais conhecidos incluem Introdução e Rondo Caprichoso (1863), seu Segundo Concerto para Piano (1868), seu Primeiro Concerto para Violoncelo (1872), Dança Macabra (1874), a ópera Sansão e Dalila (1877), o Terceiro Concerto para Violino (1880), sua Terceira Sinfonia (1886) e O Carnaval dos Animais (1886).

Aqui o seu Cello concerto nº1 por Camille Thomas
eem bis  : Les Larmes de Jacqueline - Offenbach

domingo, 25 de abril de 2010

25 de Abril

  • Em 1931 Prokofiev estreia na Biblioteca do Congresso em Washington DC, interpretado pelo Quarteto Brosa, o seu String Quartet No. 1 em si menor Op. 50 A estreia na Russia seria em Moscovo, em 09 de Outubro de 1931 pelo Quarteto Roth, de acordo com o compositor.
aqui a interpretação é de Quartetto Energie Nove com
Hans Liviabella & Barbara Ciannamea - violins, Ivan Vukcevic - viola, Felix Vogelsang - cello