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sexta-feira, 14 de março de 2025

Ravel-Rapsódia espanhola

.No ano de 1908 a 14 de Março foi estreada em Paris


A Rapsódia Espanhola (Rapsodie Espagnole) de Maurice Ravel é uma obra fascinante e vibrante, escrita em 1907 e que reflete o fascínio do compositor pela música espanhola, um tema que estava em voga na época. 


A obra, que se caracteriza por uma mistura de cores orquestrais, ritmos intensos e melodias expressivas, é um verdadeiro tributo à música tradicional espanhola, embora também revele o estilo único de Ravel, que vai além da simples imitação folclórica.

A peça é dividida em quatro movimentos:

  1. Prélude à la nuit (Prólogo da noite) – Este movimento é atmosférico, com uma introdução suave e misteriosa, onde Ravel explora a sonoridade da orquestra com uma harmonia rica e texturas delicadas.

  2. Malagueña – Um dos movimentos mais emblemáticos, ele é baseado em um estilo de dança espanhol do sul da Espanha, a malagueña. Aqui, a música é apaixonada, com uma melodia energética e de grande virtuosismo, especialmente nas passagens para piano.

  3. Habanera – Este movimento é influenciado pela dança cubana de mesmo nome. A habanera tem uma cadência lenta e sedutora, e Ravel utiliza de maneira brilhante a orquestração para evocar o estilo flamenco, com suas síncopas e atmosfera sensual.

  4. Feria – O movimento final é alegre e festivo, inspirado nas celebrações espanholas, como as touradas. Ravel usa ritmos rápidos e dançantes para criar uma sensação de celebração e movimento, caracterizada por intensas mudanças de dinâmica e cores orquestrais.

A Rapsódia Espanhola é uma obra que mistura o impressionismo com influências da música popular espanhola, mas também revela a habilidade de Ravel em explorar a orquestração de maneira inovadora, criando paisagens sonoras impressionantes e dramáticas. 

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2024

Scharwenka-Piano Concerto No.4 em Fá menor Op 82,

Este concerto, o melhor dos quatro de Scharwenka – e uma obra pela qual ele desejava especialmente ser lembrado – foi apresentado pela primeira vez em 31 de outubro de 1908 no Beethovensaal, em Berlim. 

 O solista foi aluno de Scharwenka e mais tarde assistente, Martha Siebold, e o próprio Scharwenka regeu. 

O correspondente do London Musical Times relatou que “a sala estava lotada por um público que pode, sem exagero, incluir quase todos os pianistas – virtuosos, professores e estudantes – de Berlim. A obra, recebida com enorme entusiasmo, tornar-se-á certamente uma das favoritas dos pianistas capazes de fazer justiça às suas grandes dificuldades, pois, ao mesmo tempo que proporciona uma parte orquestral de verdadeira importância sinfónica, a obra é um genuíno concerto virtuoso.

Scriabin-O Poema do Êxtase Op. 54

O Poema do Êxtase Op. 54, é um poema sinfônico do compositor e pianista russo Alexander Scriabin escrito entre 1905 e 1908, quando Scriabin estava ativamente envolvido com a Sociedade Teosófica.A obra de 20 minutos estreou em 10 de dezembro de 1908 data de nascimento de Olivier Messiaen Scriabin às vezes se referia ao Poema do Êxtase como sua "quarta sinfonia", embora nunca tenha sido oficialmente chamada assim e evite a divisão tradicional em movimentos separados.

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2024

Rachmaninov-Piano Sonata Nº1 em ré menor op.2

Sonata para piano nº 1 em ré menor, op. 28, é uma sonata para piano de Sergei Rachmaninoff, concluída em 1908. É a primeira de três "peças de Dresden", juntamente com a Sinfonia nº 2 e parte de uma ópera, que foram compostas na pacata cidade de Dresden, Alemanha.

 Foi originalmente inspirado na trágica peça Fausto, de Goethe; embora Rachmaninoff tenha abandonado a ideia logo após iniciar a composição, ainda podem ser encontrados vestígios dessa influência.

 Após inúmeras revisões e cortes substanciais feitos a conselho de seus colegas, ele o concluiu em 11 de abril de 1908. Konstantin Igumnov fez a estreia em Moscovo em 17 de outubro de 1908. 

Recebeu uma resposta morna lá mas continua sendo um dos menos executados. das obras de Rachmaninoff.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2021

segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

18 de Janeiro

Em 1908 Frederick Delius estreia em Liverpool, Brigg Fair. Brigg Fair é um arranjo coral composto por Percy Grainger um compositor australiano, cujas composições se inspiram em melodias folclóricas inglesas, irlandesas e de outros países, coletadas em suas viagens. Posterirmente Frederick Delius, pediu autorização para musicar em termos orquestrais, essa canção folclórica.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2020

21 de Dezembro

Em 1908 Schoenberg estreia em Viena o seu String Quartet no. 2 para cordas e soprano op. 10. Aqui a interpretação é de Ann Moss and The Hausmann Quartet

quinta-feira, 3 de dezembro de 2020

Edward Elgar-Sinfonia nº01 em lá bemol maior op.55

Em 1908 a 3 de Dezembro, Elgar estreia no Free Trade Hall em Manchester a sua 1ªSinfonia em lá bemol maior op.56. Hans Richter conduziu a Hallé Orchestra.

A Sinfonia n.º 1 em Lá bemol maior, op. 55, de Edward Elgar, é uma das obras sinfónicas mais importantes do final do século XIX / início do XX — e, para muitos, a afirmação definitiva de Elgar como sinfonista ao nível dos grandes europeus.

Contexto e criação (1907–1908)

Elgar já era reconhecido por obras como Enigma Variations e Pomp and Circumstance, mas ainda não tinha uma sinfonia — algo visto, na época, como um “símbolo de maturidade” para um compositor inglês.

Quando a Sinfonia n.º 1 estreou em dezembro de 1908, foi um sucesso estrondoso:

  • mais de 100 performances no primeiro ano

  • foi recebida como a primeira grande sinfonia inglesa desde Purcell (um exagero histórico, mas dá a ideia do impacto)

Estrutura e carácter

A sinfonia dura cerca de 50 minutos e tem quatro andamentos:

I – Andante. Nobilmente e semplice – Allegro

Começa com um dos temas mais belos e nobres da música orquestral britânica — a famosa march theme em lá bemol, luminosa, ampla, quase “hínica”.
Depois, o Allegro mergulha num mundo mais tenso e cromático, mostrando o contraste central da obra:
nobreza ideal vs. luta interior.

II – Allegro molto

Um scherzo tenso e impetuoso, quase uma fuga.
É música vibrante, de energia contida, com texturas densas e metálicas. Muitos comentadores associam este movimento à imagem da modernidade inquieta pré-Primeira Guerra Mundial.

III – Adagio

Um dos grandes adagios do repertório sinfónico.
Profundamente lírico, íntimo, de beleza quase meditativa.
É o “coração emocional” da obra, com aquele tipo de calor melódico e nostálgico que só Elgar sabia criar.

IV – Lento – Allegro

Começa sombrio, em murmúrios de cordas, mas aos poucos vai reconstruindo a nobreza inicial.
O retorno triunfal do tema do primeiro andamento é uma das coisas mais gratificantes de ouvir — parece que a sinfonia inteira caminha para esse reencontro.

Por que é tão especial?

  • Maturidade sinfónica autêntica: Elgar domina o contraponto e a forma com segurança wagneriana, mas sem perder o caráter inglês.

  • Identidade britânica: Foi a primeira sinfonia inglesa moderna que competiu com Mahler, Strauss e Tchaikovsky em grandeza.

  • Poder emotivo: A obra equilibra elegância, drama e transcendência com uma assinatura melódica forte.


 

quarta-feira, 30 de setembro de 2020

Brahms-Concerto para violino em ré maior op.77

David Fyodorovich Oistrakh David Fiodorovič Ojstrah; nnasceu em Odessa, 30 de setembro de 1908 - e faleceu em Amesterdão, 24 de outubro de 1974), 

foi um virtuoso violinista russo-ucraniano, um dos mais consagrados no século XX. 

Fez muitas gravações. A ele se dedicaram numerosas obras para violino. Filho de uma cantora de ópera, habituou-se em idade tenra à música. 

Ganhou seu primeiro violino aos 3 anos de idade. 

Ele certa vez declarou que era como um brinquedo, não havia nada mais divertido como sair com seu violino para passear na rua. Inocente criança, sonhava em ser um violinista de rua. 

Aos 5 anos de idade, com insistência, ganhou o primeiro violino de seus pais com intuito sério. Estudou com o renomado mestre musical Piotr Solomonovich Stoliarsky, seu primeiro e único professor. 

Morreu aos 24 de outubro de 1974, em Amsterdã, um dia após uma "corriqueira brilhante" apresentação no Concertgebow como maestro de sinfonias de Brahms. 

No momento da partida teve o conforto dos braços da mulher amada, sua esposa Tamara, que conhecia há 50 anos. 

Deixou também um filho, nascido em 1931, Igor, violinista exímio. 

 aqui toca o Brahms Violin Concerto in D Major, Op. 77 com a Moscow Philharmonic Orchestra, conduzida por Kirill Kondrashin

O Concerto para Violino em Ré maior, Op. 77, de Johannes Brahms, é uma das obras mais monumentais do repertório violinístico, frequentemente considerado, ao lado dos de Beethoven, Mendelssohn e Tchaikovsky, um dos "grandes concertos românticos" para violino. Algumas notas sobre ele:

  • Composição e estreia:
    Foi escrito em 1878, numa fase madura de Brahms. Dedicou-o ao violinista húngaro Joseph Joachim, grande amigo e conselheiro musical, que também colaborou em revisões da parte solista. A estreia ocorreu em Leipzig em 1879, com Joachim como solista e Brahms a reger.

  • Estrutura:
    O concerto tem três movimentos, mas de caráter bastante singular:

    1. Allegro non troppo – imenso, quase sinfônico em dimensão, com grande diálogo entre solista e orquestra. O violino não é mero protagonista, mas parte integrante de uma arquitetura orquestral complexa.

    2. Adagio – momento lírico de rara beleza, em que o oboé abre com um tema que depois é desenvolvido pelo violino solista. Muitos consideram este movimento uma das passagens mais poéticas do romantismo.

    3. Allegro giocoso, ma non troppo vivace – Poco più presto – final com espírito de dança húngara, vibrante e enérgico, refletindo também a influência de Joachim, que era húngaro.

  • Caráter e recepção:
    Na época, alguns violinistas acharam a parte solista "difícil demais" e até "anti-violínistica", porque Brahms escreveu de modo sinfônico, com grande densidade harmônica, exigindo tanto virtuosismo quanto profundidade interpretativa. Hoje, porém, essa abordagem é justamente o que faz dele um pilar do repertório.

  • Interpretação:
    O concerto exige do intérprete não só técnica refinada, mas também maturidade musical e capacidade de diálogo com a orquestra. É uma obra em que o virtuosismo está sempre subordinado à expressão musical.

Muitos críticos dizem que o concerto de Brahms é mais do que uma peça para solista com acompanhamento — é quase uma sinfonia com violino obbligato.

sexta-feira, 19 de março de 2010

18 de Março

  • Em 1882 nasceu em Veneza o compositor italiano Gian Francesco MALIPIERO.Aqui pode ouvir-se o seu Concerto para Violino e Orquestra interpretado por ANDRE GERTLER no Violino e a Prague Symphony Orchestra

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Mahler-Sinfonia nº07 em mi menor

  • Em 1908 a 19 de setembro,  estreia-se em Praga a 7ª Sinfonia em mi menor de Mahler,com orquestra conduzida pelo próprio compositor. Aqui a interpretação é da Vienna Philharmonic conduzida por Leonard Bernstein
  • A Sétima Sinfonia de Mahler (1904–1905) é uma das obras mais enigmáticas e fascinantes do compositor — e também uma das menos imediatamente acessíveis. Eis alguns pontos essenciais sobre ela:

    Estrutura e caráter

    • A obra tem cinco movimentos, num arco simétrico:

      1. Langsam — Allegro risoluto, ma non troppo
        — Introdução sombria com tenorhorn (instrumento incomum), seguida de um movimento vigoroso e complexo.

      2. Nachtmusik I (Allegro moderato)
        — Uma marcha noturna de caráter misterioso e algo grotesco.

      3. Scherzo (Schattenhaft)
        — Dança espectral, com timbres fantasmagóricos; soa como música de um baile de sombras.

      4. Nachtmusik II (Andante amoroso)
        — Uma serenata intimista, com bandolim e guitarra, de atmosfera galante e quase mozartiana.

      5. Rondo-Finale (Allegro ordinario)
        — Surpreendentemente jubiloso, quase bruscamente otimista, contrastando com os movimentos anteriores.

    Temas e atmosfera

    • É muitas vezes chamada de “Sinfonia da Noite”, pois os três movimentos centrais evocam diferentes faces da noite (mistério, sonho, amor).

    • O primeiro movimento começa em mi menor e o último termina de forma exuberante em dó maior — um percurso tonal que sugere uma travessia das trevas para a luz.

    • Essa transição abrupta e até irônica no final deixou muitos ouvintes perplexos e dividiu a crítica por décadas.

    Curiosidades

    • Mahler compôs os dois “Nachtmusiken” durante o verão de 1904 e depois escreveu os movimentos extremos em 1905.

    • A estreia foi em 1908 em Praga, regida pelo próprio Mahler.

    • Durante muito tempo foi considerada uma das sinfonias menos populares dele, mas hoje é vista como visionária pelo seu uso de timbres e contrastes.


segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

,Rachmaninov-Sinfonia nº2 em mi menor op.27


  • >Em 1908 a 8 de fevereiro estreia-se de Rachmaninov a Sinfonia nº2 em mi menor op.27, conduzida pelo autor em St. Petersburg. Aqui a interpretação é da Radio Filharmonisch Orkest dirigida por . Eivind Gullberg Jensen

Sinfonia nº 2 em mi menor, op. 27 de Sergei Rachmaninov é uma das suas obras mais grandiosas e emocionais. Composta entre 1906 e 1907, é uma obra que demonstra sua habilidade de criar melodias luxuosas e expansivas, características que definem o seu estilo. Esta sinfonia, que segue uma estrutura clássica de quatro movimentos, é especialmente conhecida pela sua profundidade emocional e pela riqueza orquestral.


Rachmaninov atravessava um período difícil de sua vida pessoal e profissional quando compôs esta sinfonia. Depois de sua primeira sinfonia, que foi um fracasso crítico, ele se sentiu desanimado e passou por uma recuperação emocional e criativa. A Sinfonia nº 2, portanto, marca sua recuperação e o retorno à confiança composicional.

A obra é uma celebração da melodia romântica, com grandes momentos de drama e de ternura. 


O primeiro movimento (Lento – Allegro moderato) é sombrio e intensamente melódico, 

enquanto o segundo (Allegro molto) é vigoroso e cheio de energia. 

O terceiro movimento (Adagio), talvez o mais comovente de todos, tem uma melodia longamente desenvolvida que é frequentemente vista como um dos exemplos mais belos da escrita orquestral de Rachmaninov. 

O último movimento (Allegro vivace) encerra a sinfonia com uma sensação triunfante, trazendo um final grandioso.

Em resumo, a Sinfonia nº 2 é uma das obras mais queridas do repertório orquestral, muito apreciada tanto pelo público quanto pelos músicos, e continua a ser uma das sinfonias mais interpretadas e admiradas do século XX.