Mostrar mensagens com a etiqueta z08-15 de Agosto. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta z08-15 de Agosto. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 15 de agosto de 2025

Jacques Ibert-Flauta concerto

Em 1890 nasceu em Paris o compositor francês Jacques Ibert que viria a morrer também em Paris a 5 de Fevereiro de 1962


Aqui apresenta-se o seu Flauta Concerto interpreatado por Adriana Ferreira 

O Concerto para Flauta e Orquestra de Jacques Ibert (1932–1934) é uma das obras mais icônicas do repertório de flauta do século XX, tanto pela sua exigência técnica quanto pelo seu caráter espirituoso.

Aqui está um panorama:


1. Contexto

  • Foi encomendado pela flautista Marcel Moyse, um dos maiores nomes da flauta na França.

  • Estreou em 1934, em Paris, com Moyse como solista.

  • Reflete o espírito francês da época: leveza, clareza e virtuosismo, herança de Debussy e Ravel, mas com um toque mais irônico e brincalhão característico de Ibert.


2. Estrutura
O concerto tem três movimentos bem contrastantes:

  1. Allegro – Muito brilhante, rítmico, com saltos, escalas rápidas e articulação clara; exige precisão e resistência do flautista.

  2. Andante – Lírico, mais introspectivo; a flauta canta com longas frases e riqueza tímbrica, mas ainda há sutis desafios de controle de afinação e dinâmica.

  3. Allegro Scherzando – Vivíssimo e cheio de humor; combina passagens rápidas, mudanças abruptas de caráter e virtuosismo quase acrobático.


3. Estilo e Características

  • Uso de escalas modais e cromáticas, mas dentro de um vocabulário tonal expandido.

  • Humor musical: mudanças súbitas de andamento, dinâmicas e caráter.

  • Escrita “transparente” da orquestra: a flauta nunca é encoberta, mas precisa brilhar acima da textura.

  • É uma obra que tanto exige técnica apurada (articulação, saltos, registro agudo) quanto expressão refinada.


4. Desafios para o flautista

  • Respiração: frases longas no Andante e passagens contínuas no 1º movimento.

  • Mudança rápida de registros: agudo e grave alternando sem aviso.

  • Clareza de articulação: especialmente no Scherzando.

  • Interpretação: equilibrar o virtuosismo com o charme e o humor francês.

..

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Samuel Coleridge-Petite Suite of Concert

Em 1912 a 1 de Setembro, morreu o compositor inglês Samuel Coleridge-Taylor nascido em Croydon. a 15 de Agosto de 1875. AquiReynard Burns conduz a Island Symphony Orchestra 
A Petite Suite de Concert Op. 77 é um exemplo brilhante do talento de Coleridge-Taylor para criar música orquestral acessível, envolvente e bem orquestrada. Apesar de menos lembrado hoje do que a sua grande cantata Hiawatha’s Wedding Feast, este trabalho mostra sua habilidade comunicativa e melódica de forma compacta e envolvente. Um tesouro da música britânica do início do século XX que merece (re)descoberta.

Estrutura e instrumentação

  • A suíte possui quatro movimentos contrastantes:

    1. Le caprice de Nannette (Dó maior) – uma peça vivaz e brincalhona;

    2. Demande et réponse (Sol maior) – o movimento mais conhecido, de caráter lírico e gracioso;

    3. Un sonnet d’amour (Lá maior) – uma serenata amorosa introspectiva;

    4. La tarantelle frétillante (Dó maior) – um encerramento enérgico e dançante, na forma de tarantella 

      Petite Suite de Concert, Op. 77


      • A obra foi composta por Samuel Coleridge-Taylor por volta de 1910–1911, nos últimos anos de sua vida (ele faleceu em 1912)