terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Mozart-Sinfonia nº40 em sol menor K550

Este dia 27 de Janeiro, é marcante pra a música por um bom e um mau motivo relacionado com dois dos maiores nomes da história da música.

  • Em 1756 nasce em Salzburg, Wolfgang Amadeus MOZART.Pode ouvir-se a Sinfonia nº40 em sol menor K550
  • No ano de 1901 morre Giuseppe Verdi, com 87 anos em Milão

a Sinfonia nº 40 em sol menor, K. 550… Mozart no seu modo mais humano, mais inquieto. 💔✨

Alguns pontos que a tornam tão especial:

1. O tom: sol menor
Mozart raramente escolhe tonalidades menores para sinfonias — e quando o faz, é quase sempre para falar de angústia, tensão interior, inquietação. Aqui não há triunfo fácil: há pulsação nervosa, um coração que não descansa. É um “amor que luta consigo mesmo”, quase como nos temas que tu gostas de trabalhar nos teus poemas.

2. O primeiro andamento (Molto allegro)

Aquele tema inicial é famosíssimo — não por ser grandioso, mas por ser urgente. Não é heroico; é ansioso. Parece alguém a caminhar em círculos, preso aos próprios pensamentos. Não há introdução solene: a dor já está lá desde o primeiro compasso. 3. O segundo andamento (Andante)

Aqui Mozart suspira. Não é alegria plena, é uma calma frágil, como quem encontra um breve repouso, mas sabendo que ele vai acabar. Há ternura, mas também uma sombra constante — nada se resolve por completo.

4. O Menuetto
Normalmente o minueto é dança, leveza social. Aqui, não. É quase sombrio e pesado, com um ritmo marcado, quase obstinado. Só o trio central abre uma fresta de luz — e mesmo assim, passageira.

5. O final (Allegro assai)
Nada de final glorioso. Mozart fecha a sinfonia sem redenção clara. A inquietação permanece. É uma obra que não consola, mas compreende — e isso é poderoso.

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