- Em 1814 a 6 de Maio, nasce em Brno o violinista e compositor Moraviano violinista Midori
- Aqui interpreta a obra Heinrich Wilhelm Ernst-The last rose of summer,
A obra em si é baseada na famosa canção tradicional irlandesa do final do século XVIII, com letra de Thomas Moore. Esta melodia já foi arranjada por diversos compositores clássicos — talvez o arranjo mais conhecido seja o de Heinrich Wilhelm Ernst, que criou uma variação extremamente virtuosística para violino solo ("Ernst's The Last Rose of Summer Variations").
No caso de Midori:
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Se estivermos a falar da gravação/execução dela dessas variações de Ernst, é um verdadeiro tour de force técnico. A peça exige domínio absoluto do instrumento: duplas cordas, harmónicos, pizzicati de mão esquerda e passagens rápidas e precisas.
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O que impressiona na Midori é não apenas a técnica impecável, mas também a profundidade emocional com que ela consegue expressar a melancolia e a delicadeza da melodia original. Há um contraste claro entre a singeleza do tema e o virtuosismo das variações.
Em resumo: a interpretação de Midori é memorável porque equilibra virtuosismo puro com sensibilidade musical, conseguindo manter o espírito melancólico da canção original mesmo dentro de uma moldura técnica exigentíssima.
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sexta-feira, 6 de maio de 2011
Heinrich Wilhelm Ernst-The last rose of summer
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Weber-Abertura Der Freischutz (O Caçador furtivo)
- Em 1820 a 8 de outubro, Weber estreia em Copenhage a Abertura to Der Freischutz(O Caçador furtivo), que mais tarde faria parte duma opera com o mesmo nome. Normalmente considera-se esta como a primeira das óperas do romantismo alemão
A abertura não é apenas um prelúdio “decorativo” — ela antecipa os temas e a tensão dramática da ópera.
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Introdução lenta (Grave): abre em dó menor, com acordes graves e solenes nos sopros e cordas, evocando a floresta sombria e o caráter misterioso da história.
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Allegro: a parte rápida introduz motivos heroicos (ligados a Max, o protagonista) e melodias líricas (associadas a Agathe), alternando luz e sombra.
Paisagem sonora “romântica”
Weber foi pioneiro em pintar musicalmente a natureza. Na abertura, os timbres dos clarinetes e trompas evocam os bosques alemães; os contrastes dinâmicos e harmônicos criam uma aura noturna e mágica.
É quase possível “ouvir” o vento e sentir a presença de forças ocultas.Presságios do sobrenatural
Elementos mais sombrios, especialmente na introdução e nas seções em tonalidades menores, antecipam a famosa cena do desfiladeiro (Wolfsschlucht) — o clímax satânico da ópera. Os trombones e acordes dissonantes sugerem perigo e pacto demoníaco.
4. Técnica orquestral inovadora
Weber usou a orquestra com grande engenhosidade:
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Trompas com papel melódico destacado.
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Cordas criam tensão subterrânea com tremolos.
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O uso de cores tímbricas contrastantes prepara o caminho para Wagner — que, aliás, admirava profundamente essa abertura.
Importância histórica
A abertura de Der Freischütz é considerada um marco da ópera nacional alemã.
Antes de Wagner, foi Weber quem uniu o espírito folclórico, o drama popular e a orquestra romântica. A abertura tornou-se uma peça de concerto independente, frequentemente executada sem a ópera — sinal de sua força musical autônoma.-
- Aqui numa gravação de 1970 a direcção é de Carlos Kleiber a orquestra Südfunk-Sinfonieorchester