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terça-feira, 12 de setembro de 2023

Bruckner-Missa nº 1 e ré menor wab 26

A Missa nº 1 em Ré menor, WAB 26 de Anton Bruckner, é um cenário da Missa ordinária para solistas, coro misto e orquestra e órgão. 

 Depois de terminar seu período de estudo de oito anos com Sechter e Kitzler e de ter composto algumas obras menores, como a Cantata Festiva (1862) e o Salmo 112 (1863), 

Bruckner compôs sua primeira grande missa, a Missa em Ré menor. . Ele concluiu a obra em 29 de setembro de 1864.

 A estreia da missa na antiga Catedral de Linz, em 20 de novembro de 1864, foi um sucesso. 

Uma crítica elogiosa no Linzer Zeitung descreveu o potencial de Bruckner como compositor sinfônico e classificou a Missa em Ré menor no mais alto escalão da música sacra.

segunda-feira, 11 de setembro de 2023

Robert Volkmann-Sinfonia n º02 em Si bemol maior op 53

Friedrich Robert Volkmann (6 de abril de 1815 - 30 de outubro de 1883) foi um compositor alemão. 

 Robert Volkmann nasceu em Lommatzsch, perto de Meißen, no Reino da Saxônia. Seu pai, diretor musical de uma igreja, treinou-o na música para prepará-lo como sucessor. 

Assim, Volkmann aprendeu a tocar órgão e piano com seu pai, estudou violino e violoncelo com Friebel, e aos 12 anos já tocava violoncelo em quartetos de cordas de Haydn, Mozart e Beethoven.

 Em 1832, ingressou no Ginásio de Freiberg com o objetivo de se tornar professor. Lá ele estudou música com August Ferdinand Anacker, que o encorajou a se dedicar mais plenamente à música. 

 Em Leipzig conheceu Robert Schumann que o incentivou nos estudos. Eles se encontraram novamente várias vezes depois disso. 

 Ao visitar Viena em 1864, Volkmann conheceu Johannes Brahms e  se tornaram amigos íntimos. Em cartas, eles se dirigiam como "lieber Freund" ("querido amigo"). 

 A partir da década de 1870, Volkmann desacelerou e compôs muito pouco. De 1875 até sua morte, foi professor de harmonia e contraponto na Academia Nacional de Música de Budapeste, onde Liszt era o diretor. 

 Volkmann morreu em Budapeste aos 68 anos.

sábado, 9 de setembro de 2023

Tchaikovsky- Tempestade em Mi menor op.76

A Tempestade, Op. 76, é uma abertura em Mi menor composta por Pyotr Ilyich Tchaikovsky por volta de junho e agosto de 1864. A obra é inspirada na peça A Tempestade do dramaturgo russo Alexander Ostrovsky. A mesma peça também inspirou a ópera Káťa Kabanová de Leoš Janáček.

sexta-feira, 11 de junho de 2021

Richard Strauss-Uma Sinfonia Alpina Op. 64

Richard Georg Strauss nasceu em Munique a 11 de Junho de 1864 e viria morrer em Garmisch-Partenkirchen a 8 de Setembro de 1949, foi um compositor e maestro alemão.

 É considerado um dos mais destacados representantes da música entre o final da Era Romântica e o início da Idade Moderna. 

 Uma Sinfonia Alpina, Op. 64, é um grande poema sinfónico composto por Richard Strauss entre 1911 e 1915. 

 O programa ilustra uma excursão de um dia subindo os Alpes Bávaros, recordando na magistral orquestração a experiência duma escalada realizada pelo próprio compositor quando ele tinha catorze anos.

  • Não é uma sinfonia tradicional em quatro movimentos. Em vez disso, trata-se de um único movimento dividido em 22 seções contínuas, cada uma com um título que narra uma jornada pela montanha: desde a partida antes do amanhecer, passando por florestas, pastagens, glaciares, o ápice da subida, a tempestade, e por fim, o retorno ao entardecer.

  • É escrita para uma orquestra colossal: inclui órgão, harpa dupla, percussão abundante (incluindo máquina de vento e trovão), instrumentos fora do palco e efeitos sonoros naturalistas.

  • Strauss explora todos os recursos da orquestra moderna, com combinações timbrísticas ricas e detalhadas

  • Embora seja literalmente uma jornada alpina, a obra também pode ser lida como uma metáfora filosófica para a ascensão, o desafio humano frente à natureza, e até mesmo um comentário sobre o ciclo da vida e da morte.

  • Influências de Nietzsche, especialmente do texto “Além do Bem e do Mal” e “Assim Falava Zaratustra”, são sugeridas, embora Strauss não tenha afirmado um programa metafísico explícito.

  • Musicalmente, está entre o tardo-romantismo e o modernismo: tonalidade expandida, cromatismo ousado, mas ainda sem abandonar completamente o sistema tonal


  • A obra foi composta durante os primeiros anos da Primeira Guerra Mundial, embora não trate diretamente do conflito.

 

terça-feira, 12 de janeiro de 2021

Brahms-Variações sobre um tema de Schumann Op. 23

Em 1864 a 12 de Janeiro,  Brahms estreia em Viena a obra Variações sobre um tema de Schumann Op. 23, para piano a quatro mãos

O que o Brahms faz aqui é quase um ato de intimidade. O tema vem do Álbum para a Juventude, Op. 68, nº 11, do Schumann — uma melodia simples, quase doméstica. Mas o contexto muda tudo: Brahms escreve estas variações em 1854, quando Schumann já estava à beira do colapso mental e Clara se tornava o centro emocional da vida dele. Ou seja, não é só música: é memória, lealdade e contenção afetiva.

Musicalmente, acho fascinante como Brahms evita o virtuosismo ostensivo.
Nada de pirotecnia gratuita. As variações são:

  • densas, mas nunca pesadas

  • contidas, quase pudicas

  • profundamente contrapontísticas, como quem pensa mais do que confessa

Há ali um diálogo constante entre forma clássica e emoção romântica reprimida. Algumas variações parecem sussurrar — outras caminham com uma solenidade grave, quase fúnebre, sem nunca cair no desespero explícito Tema

É de uma simplicidade quase desarmante. Ingénuo à superfície, mas já com aquela melancolia schumanniana de fundo. Brahms não o “embelezou”: ele respeitou-o. Isso é importante — tudo o que vem depois nasce dessa fidelidade.

Variação I
Brahms começa com cuidado extremo. O tema ainda está ali, reconhecível, mas envolto num leve véu harmónico. É como se dissesse: “não vou tocar no que é frágil sem pedir licença.”

Variação II

Mais movimento interior, mas ainda contido. A mão esquerda ganha voz — algo muito brahmsiano. Já não é só melodia: é pensamento. Aqui começa a reflexão.    Variação III

Uma certa doçura melancólica. Nada de brilho. Parece uma lembrança vista à distância, com ternura, mas sem nostalgia excessiva. Clara está muito presente neste clima.

Variação IV
Mais densidade rítmica. O discurso fica mais sério, quase severo. Brahms mostra o lado estruturador, clássico, como quem se agarra à forma para não se perder na emoção.

Variação V
Aqui o contraponto respira melhor. As vozes conversam entre si — não há protagonista absoluto. Isto soa quase como um diálogo interior, ou uma conversa que nunca aconteceu.

Variação VIUma das mais sombrias. Harmonia mais fechada, peso emocional maior. Não é desespero — é gravidade. A dor aqui é pensada, não chorada.

Variação VII
Mais fluida, quase um alívio momentâneo. Como um raio de luz tímido, mas passageiro. Brahms permite-se respirar… por instantes.

Variação VIII
Volta a introspeção. O tema está fragmentado, como memória que se recompõe aos pedaços. Muito humana esta variação.

Variação IX
Talvez a mais “brahmsiana” no sentido pleno: textura espessa, vozes entrelaçadas, tempo suspenso. Aqui já não é Schumann — é Brahms falando através de Schumann.

Variação XClareza e recolhimento. Parece preparar algo, mas sem dramatizar. É uma transição emocional, não técnica.

Variação XI
Uma serenidade madura. Não há tensão, não há luta. Apenas permanência. Isto soa a aceitação — talvez a mais bela forma de fidelidade.

Final (Andante)

Nada de triunfo, nada de encerramento grandioso. É um despedir-se em voz baixa. O tema regressa como quem se senta ao lado de alguém em silêncio. A música não conclui — permanece.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

6 de Julho

  • Em 1864 nasceu em Fortaleza o compositor Alberto Nepomuceno que viria a morrer no Rio de Janeiro a 16 de Outubro de 1920.
Aqui se pode ouvir a sua Serenata interpretada pela Orquestra Esproarte dirigida por Arnol Allum