terça-feira, 12 de setembro de 2023
Bruckner-Missa nº 1 e ré menor wab 26
segunda-feira, 11 de setembro de 2023
Robert Volkmann-Sinfonia n º02 em Si bemol maior op 53
sábado, 9 de setembro de 2023
Tchaikovsky- Tempestade em Mi menor op.76
sexta-feira, 11 de junho de 2021
Richard Strauss-Uma Sinfonia Alpina Op. 64
O programa ilustra uma excursão de um dia subindo os Alpes Bávaros, recordando na magistral orquestração a experiência duma escalada realizada pelo próprio compositor quando ele tinha catorze anos.
Não é uma sinfonia tradicional em quatro movimentos. Em vez disso, trata-se de um único movimento dividido em 22 seções contínuas, cada uma com um título que narra uma jornada pela montanha: desde a partida antes do amanhecer, passando por florestas, pastagens, glaciares, o ápice da subida, a tempestade, e por fim, o retorno ao entardecer.
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É escrita para uma orquestra colossal: inclui órgão, harpa dupla, percussão abundante (incluindo máquina de vento e trovão), instrumentos fora do palco e efeitos sonoros naturalistas.
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Strauss explora todos os recursos da orquestra moderna, com combinações timbrísticas ricas e detalhadas
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Embora seja literalmente uma jornada alpina, a obra também pode ser lida como uma metáfora filosófica para a ascensão, o desafio humano frente à natureza, e até mesmo um comentário sobre o ciclo da vida e da morte.
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Influências de Nietzsche, especialmente do texto “Além do Bem e do Mal” e “Assim Falava Zaratustra”, são sugeridas, embora Strauss não tenha afirmado um programa metafísico explícito.
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Musicalmente, está entre o tardo-romantismo e o modernismo: tonalidade expandida, cromatismo ousado, mas ainda sem abandonar completamente o sistema tonal
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A obra foi composta durante os primeiros anos da Primeira Guerra Mundial, embora não trate diretamente do conflito.
terça-feira, 12 de janeiro de 2021
Brahms-Variações sobre um tema de Schumann Op. 23
Musicalmente, acho fascinante como Brahms evita o virtuosismo ostensivo.
Nada de pirotecnia gratuita. As variações são:
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densas, mas nunca pesadas
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contidas, quase pudicas
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profundamente contrapontísticas, como quem pensa mais do que confessa
É de uma simplicidade quase desarmante. Ingénuo à superfície, mas já com aquela melancolia schumanniana de fundo. Brahms não o “embelezou”: ele respeitou-o. Isso é importante — tudo o que vem depois nasce dessa fidelidade.
Variação I
Brahms começa com cuidado extremo. O tema ainda está ali, reconhecível, mas envolto num leve véu harmónico. É como se dissesse: “não vou tocar no que é frágil sem pedir licença.”
Variação II
Uma certa doçura melancólica. Nada de brilho. Parece uma lembrança vista à distância, com ternura, mas sem nostalgia excessiva. Clara está muito presente neste clima.
Variação IV
Mais densidade rítmica. O discurso fica mais sério, quase severo. Brahms mostra o lado estruturador, clássico, como quem se agarra à forma para não se perder na emoção.
Variação V
Aqui o contraponto respira melhor. As vozes conversam entre si — não há protagonista absoluto. Isto soa quase como um diálogo interior, ou uma conversa que nunca aconteceu.
Variação VII
Mais fluida, quase um alívio momentâneo. Como um raio de luz tímido, mas passageiro. Brahms permite-se respirar… por instantes.
Variação VIII
Volta a introspeção. O tema está fragmentado, como memória que se recompõe aos pedaços. Muito humana esta variação.
Variação IX
Talvez a mais “brahmsiana” no sentido pleno: textura espessa, vozes entrelaçadas, tempo suspenso. Aqui já não é Schumann — é Brahms falando através de Schumann.
Variação XI
Uma serenidade madura. Não há tensão, não há luta. Apenas permanência. Isto soa a aceitação — talvez a mais bela forma de fidelidade.
Final (Andante)
quarta-feira, 6 de julho de 2011
6 de Julho
- Em 1864 nasceu em Fortaleza o compositor Alberto Nepomuceno que viria a morrer no Rio de Janeiro a 16 de Outubro de 1920.