sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

30 de Janeiro

  • Em 1724, Johannes Brahms estreia a Fantasies para piano Nos. 1-3, Op. 117 e Intermezzo No. 2, Op. 117, em Viena.
    . Aqui é o pianista Júlio Garcia Casa que interpreta
  1. 1ª Parte.-Andante moderato
  2. 2ªParte.-Andante non troppo e con molto espressione
  3. 3ªParte.-Andante con moto

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

28 de Janeiro

  • Em 1927 Aaron Copland estreou o seu Piano Concerto com Boston Symphony dirigida por Serge Koussevitzky e Coplan como solista. Aqui pode ouvir-se este piano concerto Noël Lee, pianoforte --- Orchestre National de France diretta da Aaron Copland (

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

ERNST von DOHNÁNYI-Violino Concerto nº2 em dó menor op.43,


  • Em 1952 a 26 de Janeiro , estreia de Ernst von Dohnányi o seu Violin Concerto No. 2, em dó menor op.43.

O Violin Concerto No. 2 de Ernst von Dohnányi, composto em 1935, é uma obra fascinante, repleta de virtuosismo e beleza. Dohnányi, que era um compositor, pianista e maestro húngaro, traz uma fusão interessante de influências, combinando elementos do romantismo tardio com uma sonoridade mais moderna.


 Este concerto é frequentemente menos conhecido em comparação com o Violin Concerto No. 1 de Dohnányi, mas é igualmente impressionante.

A obra é tecnicamente exigente, tanto para o violinista quanto para a orquestra, com passagens que desafiam o instrumentista em termos de precisão e expressividade. A orquestra tem um papel importante, com grandes momentos de brilho e complexidade, e há uma riqueza de cores orquestrais que complementam a performance do violino.

A estrutura do concerto é clássica, com três movimentos:

  1. Allegro - O primeiro movimento é dinâmico e apresenta um diálogo interessante entre o violino e a orquestra, com bastante virtuosismo.
  2. Adagio - O segundo movimento é mais lírico e introspectivo, com um desenvolvimento emocional e melódico muito profundo.
  3. Allegro - O último movimento é enérgico e cheio de contrastes, com uma forte sensação de conclusão.




quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Brahms-Piano concerto nº1 em ré menor op.15


  • Em 1859 a 22  de Janeiro-Estreia em Henover o Piano Concerto nº 1 em Ré menor op.15 de Brahms, com o compositor como solista. Aqui o solista é Rubinstein e a Orquestra de Amsterdam sob a direcção de Bernard Haitink.
  • O Concerto para Piano nº 1 em Ré Menor, Op. 15 de Johannes Brahms é uma das peças mais emblemáticas e poderosas do repertório romântico. Composto entre 1854 e 1858, o concerto reflete a complexidade emocional e a profundidade técnica que caracterizam a música de Brahms. A obra foi inicialmente muito criticada, mas com o tempo conquistou um lugar de destaque no concerto para piano devido à sua maturidade e grandiosidade.

    O concerto é dividido em três movimentos:

    1. Primeiro movimento: Maestoso
      Este movimento é imponente e dramático, iniciando com uma introdução orquestral forte antes de o piano fazer sua entrada. Brahms cria um contraste impressionante entre a força orquestral e as passagens líricas do piano. A escrita do piano é desafiadora, exigindo grande virtuosismo e expressividade do intérprete. O tema principal, que surge de forma impressionante, se desenvolve ao longo do movimento.

    2. Segundo movimento: Adagio
      O segundo movimento é mais introspectivo e lírico, apresentando uma melodia suave e comovente, que se desenvolve com grande delicadeza. Aqui, a interação entre piano e orquestra é mais intimista, destacando a beleza melódica e a profundidade emocional da obra. Brahms cria uma atmosfera de introspecção e nostalgia, utilizando a orquestra e o piano de forma sutil e harmoniosa.

    3. Terceiro movimento: Rondo: Allegro
      O movimento final traz uma energia renovada, com um tema alegre e animado que retorna em diferentes variações. Este rondó é dinâmico e celebra a virtuosidade do pianista, mas também oferece momentos de beleza melódica. O diálogo entre o piano e a orquestra é cheio de vivacidade e energia, com Brahms fazendo uso de contrastes dinâmicos para criar uma sensação de intensidade crescente.

    O Concerto para Piano nº 1 é notável por sua combinação de profundidade emocional, complexidade técnica e estrutura formal. A obra não é apenas uma exibição de virtuosismo, mas também uma meditação profunda sobre a tensão entre o poder e a suavidade, o dramático e o lírico. Além disso, o concerto é uma demonstração da habilidade de Brahms em escrever para piano e orquestra de maneira igualmente complexa e equilibrada.

    Essa obra é muito admirada por pianistas e orquestras, sendo um verdadeiro desafio e uma experiência intensa tanto para o intérprete quanto para o ouvinte.



 

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Shostakovitch-Sinfonia nº03 em mi bemol maior op20(1ºMaio

  • Em 1930 a 21 de janeiro, estreia Shostakovich a Sinfonia No. 3 em mi bemol maior-1º de Maio op.20, em Leninegrado.

A Sinfonia No. 3 em mi bemol maior, Op. 20, de Dmitri Shostakovich, é uma obra fascinante e cheia de contrastes, frequentemente associada ao momento histórico em que foi composta.


 A obra foi escrita em 1939 e estreou em 1940, uma época de crescente tensão política na União Soviética, com a ascensão de Stalin e o clima de repressão social.

 Esta sinfonia, embora marcada pela exuberância e celebração de elementos populares, também carrega um fundo de complexidade e ambiguidade que se tornaria uma característica recorrente nas obras de Shostakovich.

O primeiro movimento, Allegro, tem um caráter energético e um tanto festivo, sendo frequentemente interpretado como uma expressão de vigor nacionalista e patriótico.

 Já o segundo movimento, Moderato, é mais introspectivo e melancólico, algo mais típico de Shostakovich em suas obras, que muitas vezes equilibram o otimismo com uma sensação de angústia.

O terceiro movimento, com seu caráter rítmico e dançante, é notável por sua beleza e pela complexidade de suas texturas. 


A sinfonia encerra com uma coda brilhante, que pode ser vista como uma afirmação do poder e da resistência do povo, mas também com um tom que transmite a ambiguidade que muitas vezes permeia a obra de Shostakovich.

Em termos de estilo, esta sinfonia reflete a transição do compositor de um idealismo "formalista" para algo mais alinhado com as exigências do regime soviético, mas sempre com uma camada de sofisticação e profundidade. Ela possui momentos de grandiosidade e celebração, mas também, como muitas das suas composições, há uma tensão que pode ser lida como uma crítica subjacente.

Em resumo, a Sinfonia No. 3 é uma obra de grande interesse histórico e musical, com uma riqueza de significados que transcendem a época em que foi escrita. Ela representa bem as ambiguidade e as complexas relações de Shostakovich com o regime soviético, ao mesmo tempo em que revela sua habilidade em criar músicas profundamente emocionais e multifacetadas.