terça-feira, 26 de janeiro de 2021
26 de Janeiro
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Prokofiev-Abertura baseada em temas Hebreus op.34.
- Em 1920 a 26 de Janeiro, Prokofiev estreia em Nova Iorque a sua Abertura baseada em termo hebreus op 34, interpretado pelo Zimro Ensemble com o compositor ao piano. Aqui a interpretação é de Yefim Bronfman ao piano o Juilliard String Quartet e Giora Feidman no clarinete
A Abertura sobre Temas Hebraicos, Op. 34 tem algo de intimista e ritual, quase como se fosse música de câmara vestida de solenidade. Mesmo sendo chamada de “abertura”, ela não tem aquele caráter grandioso e teatral tradicional; é mais contemplativa, com um lirismo contido que vai crescendo aos poucos.
Alguns pontos que a tornam especial:
-
Os temas hebraicos não são tratados como exotismo folclórico barato. Prokofiev respeita a melancolia e a dignidade dessas melodias, mantendo aquele sabor modal, quase ancestral.
-
A escrita (originalmente para clarinete, quarteto de cordas e piano) dá um destaque lindíssimo ao clarinete, que soa como uma voz humana — ora lamento, ora dança.
-
Há uma alternância muito bonita entre nostalgia e ironia suave: momentos de recolhimento profundo seguidos por passagens mais vivas, quase dançantes, mas sempre com uma sombra por trás.
Em vez de drama explícito, a peça sugere uma memória coletiva, algo entre saudade, identidade e resistência silenciosa.
Para mim, é Prokofiev a mostrar que também sabia escutar o silêncio e a tradição, não só provocar o ouvinte.
-
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
ERNST von DOHNÁNYI-Violino Concerto nº2 em dó menor op.43,
- Em 1952 a 26 de Janeiro , estreia de Ernst von Dohnányi o seu Violin Concerto No. 2, em dó menor op.43.
O Violin Concerto No. 2 de Ernst von Dohnányi, composto em 1935, é uma obra fascinante, repleta de virtuosismo e beleza. Dohnányi, que era um compositor, pianista e maestro húngaro, traz uma fusão interessante de influências, combinando elementos do romantismo tardio com uma sonoridade mais moderna.
Este concerto é frequentemente menos conhecido em comparação com o Violin Concerto No. 1 de Dohnányi, mas é igualmente impressionante.
A obra é tecnicamente exigente, tanto para o violinista quanto para a orquestra, com passagens que desafiam o instrumentista em termos de precisão e expressividade. A orquestra tem um papel importante, com grandes momentos de brilho e complexidade, e há uma riqueza de cores orquestrais que complementam a performance do violino.
A estrutura do concerto é clássica, com três movimentos:
- Allegro - O primeiro movimento é dinâmico e apresenta um diálogo interessante entre o violino e a orquestra, com bastante virtuosismo.
- Adagio - O segundo movimento é mais lírico e introspectivo, com um desenvolvimento emocional e melódico muito profundo.
- Allegro - O último movimento é enérgico e cheio de contrastes, com uma forte sensação de conclusão.