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domingo, 21 de janeiro de 2024

Cherubini-Requiem em dó menor para coro misto

1816 a 21 de Janeiro, Luigi Cherubini estreia o seu Requiem em dó menor para coro misto. Escrito em memória de Luis XVI da França .

Em 1834 a obra foi proibida pelo arcebispo de Paris por causa do uso de vozes de mulheres,levando o compositor em 1836 a escrever um segundo Requiem agora em ré menor para coro masculino

.Escrito em 1816, para coro misto e orquestra, este Requiem foge totalmente do dramatismo operático que se esperaria da época. Cherubini opta por um espírito litúrgico rigoroso, contido, quase severo. Nada de solistas a brilhar: o coro é o protagonista absoluto, como se a voz individual se dissolvesse numa oração coletiva.

Alguns pontos que o tornam especial:

  • Clima grave e recolhido: o dó menor dá à obra uma densidade emocional constante, sem explosões fáceis.

  • Escrita coral extraordinária: o equilíbrio entre as vozes é refinado, com uma polifonia clara, mas nunca excessiva.

  • Espiritualidade sem teatralidade: é música de fé pensada, não de espetáculo.

  • Carga simbólica forte: foi executado no funeral de Luís XVI e, curiosamente, Beethoven admirava-o profundamente — tanto que pediu que fosse tocado no seu próprio funeral.O Dies Irae, por exemplo, não grita o terror do juízo final — ele impõe respeito. Já o Agnus Dei encerra a obra com uma paz quase fria, mas profundamente humana.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

21 de Janeiro

  • Em 1725 Bach estreia em Leipzig a sua Cantata No. 111 Was mein Gott will, das g'scheh allzeit (Que aconteça sempre o que Deus quiser) . Aqui a interpretação é da Bach-Collegium Stuttgart e da Gächinger Kantorei Matthias Manasi, condução de Stiftskirche

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Shostakovitch-Sinfonia nº03 em mi bemol maior op20(1ºMaio

  • Em 1930 a 21 de janeiro, estreia Shostakovich a Sinfonia No. 3 em mi bemol maior-1º de Maio op.20, em Leninegrado.

A Sinfonia No. 3 em mi bemol maior, Op. 20, de Dmitri Shostakovich, é uma obra fascinante e cheia de contrastes, frequentemente associada ao momento histórico em que foi composta.


 A obra foi escrita em 1939 e estreou em 1940, uma época de crescente tensão política na União Soviética, com a ascensão de Stalin e o clima de repressão social.

 Esta sinfonia, embora marcada pela exuberância e celebração de elementos populares, também carrega um fundo de complexidade e ambiguidade que se tornaria uma característica recorrente nas obras de Shostakovich.

O primeiro movimento, Allegro, tem um caráter energético e um tanto festivo, sendo frequentemente interpretado como uma expressão de vigor nacionalista e patriótico.

 Já o segundo movimento, Moderato, é mais introspectivo e melancólico, algo mais típico de Shostakovich em suas obras, que muitas vezes equilibram o otimismo com uma sensação de angústia.

O terceiro movimento, com seu caráter rítmico e dançante, é notável por sua beleza e pela complexidade de suas texturas. 


A sinfonia encerra com uma coda brilhante, que pode ser vista como uma afirmação do poder e da resistência do povo, mas também com um tom que transmite a ambiguidade que muitas vezes permeia a obra de Shostakovich.

Em termos de estilo, esta sinfonia reflete a transição do compositor de um idealismo "formalista" para algo mais alinhado com as exigências do regime soviético, mas sempre com uma camada de sofisticação e profundidade. Ela possui momentos de grandiosidade e celebração, mas também, como muitas das suas composições, há uma tensão que pode ser lida como uma crítica subjacente.

Em resumo, a Sinfonia No. 3 é uma obra de grande interesse histórico e musical, com uma riqueza de significados que transcendem a época em que foi escrita. Ela representa bem as ambiguidade e as complexas relações de Shostakovich com o regime soviético, ao mesmo tempo em que revela sua habilidade em criar músicas profundamente emocionais e multifacetadas.