quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

J. Haydn - Symphony No. 82 in C major „L'ours"

Estreada em Paris em 1787 embora não saiba em que dia é uma das chamadas Sinfonias de Paris onde esteve uma temporada a convite de Maria Antonieta Jerzy Maksymiuk - dirige a The Podlasie Opera and Philharmonic Orchestra.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

16 de Março

Thaïs é uma ópera em três atos de Jules Massenet para um libreto em francês de Louis Gallet, com base no romance homônimo de Anatole France. Foi apresentada pela primeira vez no teatro da Ópera de Paris em 16 de março de 1894, com a soprano norte-americana Sybil Sanderson, para quem Massenet escreveu o papel-título. Ambientada no Egito durante a época romana, conta a história de Athanaël, um monge cenobita que tenta converter Thaïs, uma cortesã de Alexandria e devota de Vênus, à Cristandade, embora sem muito êxito. A meditação, passagem mais famosa da ópera, é executada como interlúdio entre duas cenas do segundo ato, e faz parte do repertório clássico tradicional, sendo executada normalmente como peça de concerto.
 

sábado, 11 de outubro de 2014

Bruckner-Missa nº 2

Em 1896 morte em Viena de Anton Bruckner com 72.anos nascera em Ansfelden a 4 Setembro de 1824.

 Aqui a sua missa nº 2  estreada a 29/09/1869 em Linz


Missa em 8 partes, coro misto e instrumentos de sopro (2 oboés , 2 clarinetes , 2 fagotes , 4 trompas , 2 trompetes e três trombones).

Encomendada pelo bispo de Linz, Franz-Josef Rudigier, em 1866, para a celebração da fundação da construção da Capela Votiva de Dom. Devido ao atraso nas obras estreou somente 3 anos mais tarde.

A Missa nº 2 em mi menor, WAB 27, de Anton Bruckner (composta em 1866 e revista em 1882) é uma das obras corais mais marcantes do compositor austríaco, tanto pela ousadia quanto pela espiritualidade. Eis alguns pontos de destaque:

  • Formação inusitada: foi escrita para coro misto a capella com sopros de harmonia (flautas, oboés, clarinetes, fagotes, trompas e trompetes, sem cordas). Esse colorido dá-lhe uma sonoridade muito particular, que mistura transparência e densidade.

  • Origem prática: a obra foi encomendada para a consagração da capela votiva em Linz. Bruckner, organista e profundo devoto, quis respeitar as restrições litúrgicas da época, mas ao mesmo tempo expandiu a dimensão musical.

  • Estilo: ela combina contraponto severo herdado de Palestrina (que Bruckner estudava com devoção) com a harmonia romântica e expansiva típica dele. É austera, mas cheia de misticismo e intensidade.

  • Movimentos: segue o ordinário da missa católica – Kyrie, Gloria, Credo, Sanctus, Benedictus, Agnus Dei. Cada seção é tratada de modo contrastante, ora em grande complexidade polifônica, ora em momentos de recolhimento quase ascético.

  • Atmosfera: não é uma missa “teatral” como as de Mozart ou Beethoven, mas também não é apenas funcional; ela cria um espaço de contemplação e espiritualidade, que reflete a religiosidade muito pessoal de Bruckner.

  • Receção: durante muito tempo foi considerada uma obra “difícil” para coros, mas hoje é reconhecida como uma das missas corais mais originais do século XIX.

👉 Em suma: a Missa nº 2 é um ponto de equilíbrio entre a tradição polifônica antiga e a visão romântica bruckneriana, onde a fé e a arquitetura sonora se entrelaçam.




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quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Francisco Mignone-Sinfonia Tropical

Em 1897a 3 de Setembro nasceu em Sâo Paulo o compositor  Francisco MIGNONE ique viria a morrer no  Rio de Janeiro a 20 Fevereiro de  1986.

Aqui a sua Sinfonia tropical intrepretada pela  Orquestra Sinfônica Brasileira dirigida pelo próprio 

A Sinfonia Tropical de Francisco Mignone é uma das obras sinfônicas mais representativas do período em que ele buscava integrar a linguagem do modernismo musical brasileiro com formas eruditas tradicionais.


  • Composição: Foi escrita em 1940 e estreada no Rio de Janeiro em 1944.

  • Caráter nacionalista: Como o próprio título sugere, Mignone explora cores, ritmos e atmosferas que evocam o clima tropical brasileiro, aproximando a orquestra sinfônica da sonoridade da música popular e folclórica.

  • Ritmos: Há presença de influências do choro, do samba e de outros elementos rítmicos brasileiros, mas reelaborados dentro de uma estética sinfônica.

  • Orquestração: Rica em cores, com destaque para as madeiras e percussões, criando ambientes de calor, vitalidade e, por vezes, sensualidade — um retrato musical da paisagem e da energia tropical.

  • Estrutura: É uma obra em quatro movimentos, seguindo o molde clássico da sinfonia, mas cada parte traz imagens evocativas ligadas ao Brasil.

  • Estilo: Insere-se no período "nacionalista" de Mignone (anos 1930-40), quando ele se dedicava a fundir elementos populares à escrita sinfónica refinada.

Muitos a consideram uma das grandes sinfonias brasileiras do século XX, ao lado das de Cláudio Santoro e Camargo Guarnieri.





Mozart-Piano Concerto nº19 K459

Em 1863 a 2 de Setembro, nasceu em Pest o pianista francês Isidore PHILIPP que viria a morrer em-Paris a 20 Fevereiro de 1958. Ei-lo interpretando o piano concerto nº 19 de Mozart K459

O Concerto para Piano nº 19 em Fá maior, K. 459 de Wolfgang Amadeus Mozart foi concluído em dezembro de 1784. É uma obra que mostra Mozart já no auge da sua maturidade pianística, ao mesmo tempo em que mantém um frescor leve e brilhante típico do seu estilo

Estrutura:

  • O concerto segue o formato clássico em três movimentos:

    1. Allegro – Radiante e elegante, apresenta uma atmosfera leve, quase operística.

    2. Allegretto – Um movimento em compasso ternário, simples e lírico, com charme pastoral.

    3. Allegro assai – Um rondó cheio de vitalidade e humor, considerado um dos finais mais engenhosos de Mozart.

  • Caráter geral:
    Diferente de alguns concertos mais dramáticos (como o nº 20 em ré menor, K. 466), o nº 19 é brilhante, jovial e luminoso, frequentemente descrito como um concerto “feliz”.

  • Aspecto teatral:
    O concerto é muitas vezes apontado como tendo um espírito quase operístico, especialmente no diálogo entre piano e orquestra. O último movimento, em particular, lembra um final de ópera buffa, cheio de energia e leveza.

  • 🎶 Contexto:
    Mozart escreveu esse concerto em Viena, numa fase em que estava intensamente ativo como pianista e compositor. Ele próprio o interpretava em seus concertos públicos.

  • Curiosidade:
    Beethoven conhecia bem este concerto — ele chegou a tocá-lo em Viena antes de se firmar como compositor.

👉 Esse concerto é muitas vezes chamado de “Concerto de coroação” (apesar de essa alcunha estar mais ligada ao nº 26, K. 537), porque também carrega uma nobreza luminosa que o torna especial.