quinta-feira, 28 de janeiro de 2016
J. Haydn - Symphony No. 82 in C major „L'ours"
segunda-feira, 18 de janeiro de 2016
16 de Março
sábado, 11 de outubro de 2014
Bruckner-Missa nº 2
Aqui a sua missa nº 2 estreada a 29/09/1869 em Linz
A Missa nº 2 em mi menor, WAB 27, de Anton Bruckner (composta em 1866 e revista em 1882) é uma das obras corais mais marcantes do compositor austríaco, tanto pela ousadia quanto pela espiritualidade. Eis alguns pontos de destaque:
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Formação inusitada: foi escrita para coro misto a capella com sopros de harmonia (flautas, oboés, clarinetes, fagotes, trompas e trompetes, sem cordas). Esse colorido dá-lhe uma sonoridade muito particular, que mistura transparência e densidade.
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Origem prática: a obra foi encomendada para a consagração da capela votiva em Linz. Bruckner, organista e profundo devoto, quis respeitar as restrições litúrgicas da época, mas ao mesmo tempo expandiu a dimensão musical.
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Estilo: ela combina contraponto severo herdado de Palestrina (que Bruckner estudava com devoção) com a harmonia romântica e expansiva típica dele. É austera, mas cheia de misticismo e intensidade.
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Movimentos: segue o ordinário da missa católica – Kyrie, Gloria, Credo, Sanctus, Benedictus, Agnus Dei. Cada seção é tratada de modo contrastante, ora em grande complexidade polifônica, ora em momentos de recolhimento quase ascético.
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Atmosfera: não é uma missa “teatral” como as de Mozart ou Beethoven, mas também não é apenas funcional; ela cria um espaço de contemplação e espiritualidade, que reflete a religiosidade muito pessoal de Bruckner.
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Receção: durante muito tempo foi considerada uma obra “difícil” para coros, mas hoje é reconhecida como uma das missas corais mais originais do século XIX.
👉 Em suma: a Missa nº 2 é um ponto de equilíbrio entre a tradição polifônica antiga e a visão romântica bruckneriana, onde a fé e a arquitetura sonora se entrelaçam.
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quarta-feira, 3 de setembro de 2014
Francisco Mignone-Sinfonia Tropical
Aqui a sua Sinfonia tropical intrepretada pela Orquestra Sinfônica Brasileira dirigida pelo próprio
A Sinfonia Tropical de Francisco Mignone é uma das obras sinfônicas mais representativas do período em que ele buscava integrar a linguagem do modernismo musical brasileiro com formas eruditas tradicionais.
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Composição: Foi escrita em 1940 e estreada no Rio de Janeiro em 1944.
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Caráter nacionalista: Como o próprio título sugere, Mignone explora cores, ritmos e atmosferas que evocam o clima tropical brasileiro, aproximando a orquestra sinfônica da sonoridade da música popular e folclórica.
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Ritmos: Há presença de influências do choro, do samba e de outros elementos rítmicos brasileiros, mas reelaborados dentro de uma estética sinfônica.
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Orquestração: Rica em cores, com destaque para as madeiras e percussões, criando ambientes de calor, vitalidade e, por vezes, sensualidade — um retrato musical da paisagem e da energia tropical.
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Estrutura: É uma obra em quatro movimentos, seguindo o molde clássico da sinfonia, mas cada parte traz imagens evocativas ligadas ao Brasil.
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Estilo: Insere-se no período "nacionalista" de Mignone (anos 1930-40), quando ele se dedicava a fundir elementos populares à escrita sinfónica refinada.
Muitos a consideram uma das grandes sinfonias brasileiras do século XX, ao lado das de Cláudio Santoro e Camargo Guarnieri.
Mozart-Piano Concerto nº19 K459
O Concerto para Piano nº 19 em Fá maior, K. 459 de Wolfgang Amadeus Mozart foi concluído em dezembro de 1784. É uma obra que mostra Mozart já no auge da sua maturidade pianística, ao mesmo tempo em que mantém um frescor leve e brilhante típico do seu estilo
Estrutura:
O concerto segue o formato clássico em três movimentos:
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Allegro – Radiante e elegante, apresenta uma atmosfera leve, quase operística.
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Allegretto – Um movimento em compasso ternário, simples e lírico, com charme pastoral.
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Allegro assai – Um rondó cheio de vitalidade e humor, considerado um dos finais mais engenhosos de Mozart.
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Caráter geral:
Diferente de alguns concertos mais dramáticos (como o nº 20 em ré menor, K. 466), o nº 19 é brilhante, jovial e luminoso, frequentemente descrito como um concerto “feliz”. -
Aspecto teatral:
O concerto é muitas vezes apontado como tendo um espírito quase operístico, especialmente no diálogo entre piano e orquestra. O último movimento, em particular, lembra um final de ópera buffa, cheio de energia e leveza. -
🎶 Contexto:
Mozart escreveu esse concerto em Viena, numa fase em que estava intensamente ativo como pianista e compositor. Ele próprio o interpretava em seus concertos públicos. -
Curiosidade:
Beethoven conhecia bem este concerto — ele chegou a tocá-lo em Viena antes de se firmar como compositor.
👉 Esse concerto é muitas vezes chamado de “Concerto de coroação” (apesar de essa alcunha estar mais ligada ao nº 26, K. 537), porque também carrega uma nobreza luminosa que o torna especial.