domingo, 7 de junho de 2020

Schumann-1ª Sinfonia em si bemol maior op.38 "Primavera"


Em 1810 a 8 de Junho nasceu em Zwickau Robert Schumann

Schumann não foi devidamente reconhecido em vida. Só depois da morte, perto de Bona em 29 de Julho de 1856 se tornou um dos compositores mais queridos do público. Schumann não exerceu grande influência na música alemã, mas muito mais no estrangeiro: Franck, Borodin, Dvorak e Grieg são testemunhos disso.

A Sinfonia nº1 em si bemol maior op.38, foi composta em 1841. Diz-se que foi esboçada em quatro dias, e é a expressão da felicidade do compositor que acabara de casar com a sua amada Clara.

O início desta , com a chamada das trompas e trompetes, foi inspirado num poema de Adolf Böttger, que evoca o despertar da primavera no vale

A 1ª Sinfonia em Si bemol maior, Op. 38, de Robert Schumann, também conhecida como a "Sinfonia da Primavera", é uma obra vibrante, esperançosa e cheia de frescor, composta em 1841 — ano decisivo em que Schumann mergulha definitivamente na música orquestral, após anos voltado majoritariamente ao piano.

  • A orquestração foi completada em fevereiro, com a ajuda e conselhos de Felix Mendelssohn, que também regeu a estreia.

  • O título “Sinfonia da Primavera” evoca o despertar da primavera após o rigor do inverno. Schumann chegou a escrever títulos programáticos para os movimentos, mas depois os retirou, preferindo que a música falasse por si.

A sinfonia segue a estrutura clássica em quatro movimentos:

  1. Andante un poco maestoso – Allegro molto vivace
    – Abre com um chamamento de trompas (muitas vezes associado ao “sopro da primavera”). O movimento é alegre e expansivo, com um espírito quase heroico.

  2. Larghetto
    – Melancólico e doce, com linhas melódicas líricas e um clima contemplativo.

  3. Scherzo: Molto vivace – Trio I – Trio II
    – Ágil e dançante, apresenta contrastes rítmicos interessantes. Os dois trios criam variedade, e o movimento tem grande leveza.

  4. Allegro animato e grazioso
    – Encerramento luminoso, com clima de celebração. Traz de volta o entusiasmo inicial.

  • Fortemente melódica, com gestos líricos que remetem à linguagem pianística de Schumann.

  • Uso expressivo da orquestra, especialmente madeiras e metais.

  • Atmosfera otimista, em contraste com sinfonias posteriores de Schumann, mais sombrias ou introspectivas.

  • Influência clara de Beethoven e Mendelssohn, mas com voz própria: há algo de mais íntimo e emocional no desenvolvimento dos temas.

A 1ª Sinfonia de Schumann é como um retrato musical da esperança e da renovação — é menos “grandeza trágica” e mais “alegria interior”. Se comparada às sinfonias posteriores (sobretudo a 4ª, mais densa e cíclica), esta é uma celebração da juventude, do amor e da natureza.


Foi Director Musical na cidade de Düsseldorf mas foi forçado a renunciar o cargo em 1854, devido ao seu estado avançado de doença mental,( estaria escutando a nota lá em todos os lugares, o que o perturbou profundamente) causado por uma séria inflamação do ouvido, que o afligia desde pequeno.






sexta-feira, 5 de junho de 2020

Mahler-Sinfonia nº10 em fá menor



Em 1924 a 6 de junho estreou-se em Praga a 10ª Sinfonia de Mahler.

Gustav Mahler escreveu nove sinfonias completas. Esta é a 10ª. Não concluída, apenas esboçada. Durante anos permaneceu a dúvida. Será que alguém se atreveria a preencher os espaços em branco da partitura de Mahler.

Mahler era um homem de paixões. Um ano antes de morrer ficou arrasado quando soube que a mulher, Alma Mahler, tinha tido um caso amoroso com o arquitecto alemão Walter Gropius. Com a partitura da 10ª sinfonia entre mãos, Mahler reflectiu na música o desconcerto mental. A meio do 1º andamento a orquestra parece gritar, num acorde prolongado e dissonante.

Um dos andamentos da sinfonia chama-se Purgatório. A designação escolhida por Mahler refere-se a um poema sobre a Traição, escrito por Siegfried Lipiner, amigo do compositor. A ideia de redenção é transmitida pelo tom optimista da música.

O 4º andamento é uma valsa. Na partitura há uma anotação de Mahler: “é como se o diabo dançasse comigo” .

O esboço do último andamento foi concluído poucos meses antes de Mahler morrer. Nessa altura parecia já reconciliado no casamento. Á margem da pauta o compositor escreveu uma frase dedicada à mulher: “Viver por ti, morrer por ti”.

Nunca saberemos o que seria esta 10ª sinfonia no seu aspecto final, se fosse Mahler a concluí-la. Mas a partir do esboço, é desde logo detectável a marca do compositor.


Esta versão é composta pelos seguintes andamentos

1. Andante - Adagio
2. Scherzo
3. Purgatorio
4. Scherzo. Nicht zu Schnell
5. Finale. Langsam,




terça-feira, 2 de junho de 2020

Johann Strauss II-Valsa do Imperador op.437


Em 1899 no dia 3 de Junho morre em Viena o compositor Austriaco Johann Strauss, Jr., com 73 anos, havia nascido também em Viena em 25 de Outubro de 1825

A interpretação da Valsa do Imperador é pela Berliner Philharmoniker 
"

Valsa do Imperador", Op. 437 (original: Kaiser-Walzer) de Johann Strauss II, composta em 1889, é uma das valsas mais grandiosas e simbólicas do repertório vienense. 
  • Composta para celebrar a aproximação diplomática entre o Império Austro-Húngaro e o Império Alemão.

  • Originalmente, teria o título "Handschlag-Walzer" (Valsa do Aperto de Mãos), mas o nome foi alterado para "Kaiser-Walzer" para enfatizar o prestígio e a solenidade do momento — um tributo aos dois imperadores: Francisco José I da Áustria e Guilherme II da Alemanha.

  • Introdução solene e majestosa, quase uma marcha lenta, evocando cerimônia e respeito.

  • Desenvolve-se depois em uma sequência de valsas elegantes e dançantes, mas sempre com um caráter mais nobre e imponente do que outras valsas mais leves de Strauss.

  • Uso de crescendos orquestrais e textura rica que exalam grandiosidade imperial.

  • Alternância entre a leveza típica vienense e passagens mais pomposas, como se o compositor equilibrasse o baile da corte com a diplomacia política






segunda-feira, 1 de junho de 2020

2 de Junho



No ano de 1896 Camille Saint-Seans estreia na Sala Pleyel em Paris o seu Piano Concerto No 5 em fá maior op.103, comemorando o 50º aniversário de carreira. Aqui os interpretes são 

The Buchmann-Mehta School of Music Symphony Orchestra
Conductor - Zubin Mehta
Piano - Shai Sluzki




quarta-feira, 20 de maio de 2020

Suppé-Cavalaria ligeiira Abertura


Em 21 de Maio de 1895 morreu em Viena o compositor austriaco Franz von Suppé com 76,nasceu em Split, Croacia a 18 de Abril 1819.


Apresento a sua abertura Cavalaria ligeira pela Orquestra Petrobas Sinfónica

  • A peça começa com um tema dramático e solene, seguido rapidamente por uma secção animada com caráter marcial, evocando o movimento da cavalaria — o trote, o galope — quase como se pudéssemos ver os cavaleiros avançando.

  • O trecho mais conhecido é o que se ouve após a introdução lenta — um tema vibrante e triunfante, frequentemente utilizado em desenhos animados, filmes e comerciais por seu caráter dinâmico e humorado.

  • Embora seja uma abertura orquestral, carrega as marcas do estilo operetístico do século XIX — leveza, teatralidade e melodia acessível. Suppé foi um contemporâneo de Johann Strauss II e ajudou a consolidar o gênero da opereta vienense.

  • Tornou-se uma peça de referência na cultura popular ocidental, ao lado de outras aberturas como a de "Guillherme Tell" de Rossini, por exemplo. Em muitos contextos, é usada de forma cômica ou caricatural para ilustrar cenas de ação rápida ou cavalarias absurdas.