segunda-feira, 12 de julho de 2010

12 de Julho


  • Em 1861 nasceu em Novgorod Anton Stepanovich Arensky vindo a morrer em Perkijarvi em 25 de Fevereiro de 1906, foi um compositor russo de música clássica e professor de música.
Aqui apresento o seu Piano Trio N º 1 em ré menor, Op.32 que foi dedicado à memória do violoncelista russo Karl Davidoff, diretor do Conservatório de São Petersburgo.
A interpretação é de Anne Akiko Meyers, Bion Tsang e Anton Nel

sábado, 10 de julho de 2010

Domenico Gabrielli-Sonata em sol menor para violoncelo e orgão


  • Em 1690 a 10 de Julho, faleceu em Bolonha Domenico Gabrielli um compositor do barroco italiano
Aqui apresento a sua Sonata em sol menor para violoncelo e orgão

A Sonata em Sol menor para violoncelo e órgão de Domenico Gabrielli é uma joia do barroco italiano — elegante, sóbria e expressiva. Gabrielli (1651–1690), violoncelista virtuoso e compositor da Escola de Bolonha, foi um dos primeiros a escrever música solo significativa para violoncelo, numa época em que o instrumento ainda era mais usado como suporte do contínuo.


Título original (aproximado): Sonata per violoncello e basso continuo in sol minore

Instrumentação original: Violoncelo e baixo contínuo, que pode ser realizado por cravo, órgão ou até teorba e violone — mas hoje é comum usá-la com órgão ou cravo + violoncelo.

Estrutura típica (pode variar conforme a edição)

A sonata segue o padrão da sonata da chiesa (sonata de igreja), comum no barroco italiano:

  1. Grave / Adagio – Introdução lenta e expressiva.

  2. Allegro – Movimento mais ritmado, com imitações e virtuosismo.

  3. Lento – Um momento mais lírico e meditativo.

  4. Allegro / Presto – Final rápido e enérgico, com passagens que exigem destreza técnica.




sexta-feira, 9 de julho de 2010

Ottorino Respigh-Festivais Romanos



Em 1879 nasceu em Bolonha, Ottorino Respighi um compositor italiano que viria a falecer em Roma em 1936 a 18 de Abril


O ano de 2009 comemora o 80 º aniversário da estreia de Festivais Romanos, com Arturo Toscanini conduzindo a New York Philharmonic em 21 de fevereiro de 1929. T"Epiphany"

Feste Romane" (Festivais Romanos) de Ottorino Respighi é a mais grandiosa e explosiva das três obras orquestrais que compõem a célebre trilogia romana do compositor (juntamente com Fontane di Roma e Pini di Roma). Composta em 1928, é uma verdadeira celebração da cor orquestral, da exuberância histórica e do dramatismo italiano.


🎭 Sobre a obra

  • Feste Romane é um poema sinfônico em quatro movimentos, cada um retratando uma cena festiva da Roma antiga ou barroca.

  • Respighi vai ao limite do que uma orquestra pode fazer — é uma das partituras mais difíceis e exigentes do repertório sinfônico moderno.

  • Mais do que descritiva, a peça é cinematográfica, quase operática em intensidade.


📜 Os quatro movimentos (com breves descrições)

  1. Circenses (Os Jogos Circenses)

    • Evoca os gladiadores no Coliseu, com multidões aclamando.

    • Um clima selvagem, brutal, quase pagão.

    • Uso de metais em profusão, percussão implacável, dissonâncias violentas.

  2. Giubileo (Jubileu)

    • Atmosfera contemplativa e religiosa.

    • Um peregrino chega a Roma, ouvimos sinos ao longe, cânticos, e uma sensação de redenção.

    • Belíssimo uso de cordas e harpas, com intervenções de órgão e metais evocando espiritualidade.

  3. L’Ottobrata (Outubro)

    • Um cenário bucólico e pastoral, com caçadas e danças de outono.

    • Tema mais leve e galante, com solos encantadores de clarinete e cordas dançantes.

    • Celebra a beleza do campo romano com vivacidade e elegância.

  4. La Befana (A Epifania)

    • Uma festa popular na Piazza Navona, com frenesi carnavalesco.

    • Mistura de sons grotescos e alegres, como se estivéssemos no meio de uma multidão em êxtase.

    • Respighi cita canções folclóricas italianas e constrói um final avassalador, quase caótico.






quinta-feira, 8 de julho de 2010

Percy Aldridge Grainger-Colonial Song


  • Em 1882 a 8 de Julhom  nasceu em Brighton.Melburn Percy Aldridge Grainger pianista e compositor australiano naturalizado norte-americano.Em 1895, passa a estudar no Conservatório Hoch
  • Em 1901 muda-se para Londres Conhece o compositor norueguês Grieg, de quem torna-se amigo. Em 1914, passa a morar nos Estados Unidos, vindo a adquir a nacionalidade norte-americana em 1918. Na Austrália, criou o Museu Grainger. É autor de cerca de 90 obras para piano,incluindo várias transcrições de música de outros compositores. Grande parte de sua produção existe em versões para orquestra e várias formações instrumentais. A improvisação,a politonalidade e a métrica irregular juntam-se ao humor e jovialidade que, constantemente, Grainger emprega em suas singulares criações.
    Viria a morrer em 1961 em White Plains a 20 Fevereiro

    aqui se apresenta a colonial song, interpretada pela Quad City Wind Ensemble, conduzida por  Brian Hughes.

  • A Colonial Song de Percy Aldridge Grainger é uma peça marcante e comovente, composta em 1911, com uma história e intenção muito pessoal por parte do compositor. Aqui vão algumas observações centrais sobre a obra:

    Contexto e Intenção

    Grainger escreveu Colonial Song com o intuito de criar uma melodia que evocasse sentimentos profundos sobre a terra natal australiana — uma espécie de canção sentimental e nostálgica sem usar melodias folclóricas existentes, algo que o diferencia de outras obras nacionalistas do período.

    Ele desejava, nas suas palavras, “escrever uma música que uma avó australiana pudesse amar”.

    Características Musicais

    • Estilo lírico e sentimental: A melodia principal é suave, expansiva, com harmonia rica e densa, que lembra o estilo romântico tardio.

    • Orquestrações múltiplas: Originalmente escrita para piano, a obra foi depois arranjada para diversas formações, incluindo banda sinfônica, o que ajudou sua popularização.

    • Texturas envolventes: Grainger era fascinado por cores instrumentais, e isso aparece claramente nas versões orquestrais e para banda, com uso detalhado de timbres e efeitos.


    • Inicialmente, Colonial Song foi mal recebida na Inglaterra — considerada sentimental demais e "colonial" em excesso para os padrões europeus.

    • Contudo, nos Estados Unidos, especialmente em arranjos para banda sinfónica, ganhou grande popularidade, tornando-se uma peça de repertório clássico no mundo das bandas escolares e militares.

    Emoção e Expressividade

    É uma música que transborda ternura, saudade e carinho, sem ser excessivamente melosa. Consegue evocar uma sensação de “lar” e “recordação” — até mesmo para quem não é australiano.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Mahler-Sinfonia nº04 em sol maior


  • Em 1860 a 7 de Julho nasce em Kalischt na Boémia Gustav Mahler que virá a morrer em 18 de Maio de 1911

Aqui trago a sua 4ª sinfonia em sol maior a mais doce de Mahler, interpretada pela  Lucerne Festival Orchesta  com Claudio Abbado na condução

A Sinfonia nº 4 em Sol maior de Gustav Mahler, composta entre 1899 e 1900, é talvez a mais acessível, lírica e transparente das suas sinfonias — uma obra de transição entre a leveza do romantismo tardio e a profundidade existencial das suas sinfonias mais densas.

Estrutura e Instrumentação

  • É dividida em quatro movimentos, com duração total de cerca de 55 minutos.

  • A orquestração é mais contida do que o habitual em Mahler, sem trombones ou tuba, o que lhe dá um som mais cintilante e arejado.

  • O último movimento é um lied para soprano, baseado em um poema do ciclo “Des Knaben Wunderhorn” (O cornetim mágico do rapaz).

  1. Bedächtig. Nicht eilen (Comedido, sem pressa)
    Um primeiro movimento leve, quase como uma pastoral, com toques irônicos e espirituosos. O uso do sino de trenó confere um brilho inocente, quase infantil.

  2. In gemächlicher Bewegung. Ohne Hast (Em movimento descontraído. Sem pressa)
    Uma dança macabra peculiar: Mahler imaginou aqui a Morte tocando violino (o que se reflete no uso de um violino afinado um tom acima do normal). Tem um tom misterioso e lúdico.

  3. Ruhevoll (poco adagio)
    O coração da sinfonia: um movimento sublime, calmo, profundamente contemplativo — muitos o veem como uma antevisão do paraíso.

  4. Sehr behaglich (Muito agradável)
    Uma canção doce, quase infantil, com texto que descreve a visão de uma criança sobre o céu. Aqui, Mahler une inocência e ironia, num tom ambíguo entre a simplicidade e a transcendência.


Mahler costumava dizer que "uma sinfonia deve conter o mundo". Mas nesta, ele parece concentrar-se num mundo idealizado, quase celestial — embora com ecos de ambiguidade, já que por trás da ingenuidade há sempre uma sombra filosófica.

A ideia de céu aqui não é gloriosa e triunfante, mas simples, doméstica, quase rústica: o paraíso é feito de comida boa, música, alegria, descanso. E a morte não aparece como terror, mas como uma figura serena.