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domingo, 18 de abril de 2021

Rachmaninov-The isle ot the dead

No ano de 1909 a 18 de Abril,  Rachmaninoff estreia The Isle of the Dead 


he Isle of the Dead, Op. 29 é uma obra orquestral poderosa, sombria e profundamente evocativa — composta em 1908, depois de o compositor ter visto uma reprodução da pintura homônima de Arnold Böcklin.

Logo de início, o compasso 5/8 dá uma sensação de balanço irregular, como se fosse o movimento de um barco a remar silenciosamente em direção à ilha — uma travessia fúnebre, inevitável. A peça inteira tem esse ar de mistério pesado, quase hipnótico. E o modo como Rachmaninoff insere o Dies Irae (o tema medieval da morte) em meio ao tecido orquestral... é simplesmente genial.

Dá para sentir o peso existencial da música — uma meditação sobre a morte, sim, mas também sobre o destino, o tempo e o silêncio do fim. Há momentos em que a música cresce numa angústia quase insuportável, mas nunca se entrega ao desespero — é como se resignasse, com um tipo de beleza trágica. 

Estrutura geral da obra:

A peça dura cerca de 20 minutos e pode ser dividida em três grandes seções (alguns estudiosos propõem cinco, dependendo do nível de detalhe), com um crescendo dramático no meio e um retorno à quietude no fim.

I. Introdução – a travessia (Adagio, 5/8)

  • A música começa quase como se viesse de muito longe, com um ostinato em 5/8 que imita o som dos remos na água.

  • A ambiência é enevoada, espectral, lenta.

  • Essa seção estabelece o clima da travessia, o som do rio Estige, talvez — como se a alma fosse conduzida à ilha dos mortos.

II. Desenvolvimento – conflito e clímax (Allegro molto, 4/4)

  • A tensão cresce aos poucos.

  • O tema do Dies Irae aparece e começa a dominar — primeiro de forma sutil, depois mais clara.

  • É como se estivéssemos testemunhando uma batalha interna da alma, uma resistência à morte, um confronto entre forças de vida e morte.

  • O clímax é poderoso, denso e sombrio — com todos os metais em peso e as cordas agitadas.

III. Conclusão – resignação e silêncio (Adagio, 5/8)

  • A música retorna ao ritmo inicial dos remos.

  • Mas agora o ambiente é mais calmo, resignado.

  • O Dies Irae retorna mais suavemente, quase como uma lembrança.

  • Aos poucos, a música se desfaz em silêncio — como se a barca tivesse chegado à ilha, e tudo terminasse numa aceitação do destino.

   

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Ravel-Menuet Antique

  • Em 1898 Ravel estreia em Paris na Salle Erad o seu Memuel Antique
Aqui a interpretação é da Orchestra Ensemble Forza - dirigida por  Masanori Kiku

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Ottorino Respigh-Festivais Romanos



Em 1879 nasceu em Bolonha, Ottorino Respighi um compositor italiano que viria a falecer em Roma em 1936 a 18 de Abril


O ano de 2009 comemora o 80 º aniversário da estreia de Festivais Romanos, com Arturo Toscanini conduzindo a New York Philharmonic em 21 de fevereiro de 1929. T"Epiphany"

Feste Romane" (Festivais Romanos) de Ottorino Respighi é a mais grandiosa e explosiva das três obras orquestrais que compõem a célebre trilogia romana do compositor (juntamente com Fontane di Roma e Pini di Roma). Composta em 1928, é uma verdadeira celebração da cor orquestral, da exuberância histórica e do dramatismo italiano.


🎭 Sobre a obra

  • Feste Romane é um poema sinfônico em quatro movimentos, cada um retratando uma cena festiva da Roma antiga ou barroca.

  • Respighi vai ao limite do que uma orquestra pode fazer — é uma das partituras mais difíceis e exigentes do repertório sinfônico moderno.

  • Mais do que descritiva, a peça é cinematográfica, quase operática em intensidade.


📜 Os quatro movimentos (com breves descrições)

  1. Circenses (Os Jogos Circenses)

    • Evoca os gladiadores no Coliseu, com multidões aclamando.

    • Um clima selvagem, brutal, quase pagão.

    • Uso de metais em profusão, percussão implacável, dissonâncias violentas.

  2. Giubileo (Jubileu)

    • Atmosfera contemplativa e religiosa.

    • Um peregrino chega a Roma, ouvimos sinos ao longe, cânticos, e uma sensação de redenção.

    • Belíssimo uso de cordas e harpas, com intervenções de órgão e metais evocando espiritualidade.

  3. L’Ottobrata (Outubro)

    • Um cenário bucólico e pastoral, com caçadas e danças de outono.

    • Tema mais leve e galante, com solos encantadores de clarinete e cordas dançantes.

    • Celebra a beleza do campo romano com vivacidade e elegância.

  4. La Befana (A Epifania)

    • Uma festa popular na Piazza Navona, com frenesi carnavalesco.

    • Mistura de sons grotescos e alegres, como se estivéssemos no meio de uma multidão em êxtase.

    • Respighi cita canções folclóricas italianas e constrói um final avassalador, quase caótico.






segunda-feira, 19 de abril de 2010

18 de Abril

  • Em 1800 Beethoven estreia em Viena a sua Horn Sonata em Fá maior, op. 17 interpretada por Wenzel Punto e o compositor ao piano
Beethoven compôs sua Horn Sonata em Fá maior, op. 17 para o virtuoso tocador de trompa Giovanni Punto . Beethoven ainda não era conhecido na época dessa composição, e após a estréia desta peça de Beethoven e Punto, um crítico escreveu, "Quem é esse Beethoven?

Seu nome não é conhecido para nós. Claro, Punto é muito bem conhecido. . Esta peça foi composta por uma rara combinação de metais e piano.

Aqui a interpretação é de Alexander Galouza, french horn
Teresa Ksieska-Falger, piano
E constituida po 3 movimentos

1. Allegro moderato
2. Poco adagio
3. Rondo: Allegro molto