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quarta-feira, 9 de julho de 2025

Liszt-Sonata em ré menor S.178

No ano de 1924 a 9 de Julho, nasceu em Bufalo o pianista americano Leonard Pennario

Em sua homenagem é interpetrada a A Sonata em Si Menor, S.178 por    Seong-jin Cho


A Sonata em Si Menor, S.178 de Franz Liszt é uma das obras mais monumentais do repertório pianístico — intensa, inovadora e emocionalmente devastadora. Composta em 1853 e dedicada a Robert Schumann, esta sonata rompe deliberadamente com as convenções formais da época e oferece um retrato profundamente pessoal e simbólico.

Aqui vão alguns pontos marcantes sobre ela:

Forma e Estrutura

  • Embora seja chamada de “sonata”, ela não segue a forma sonata tradicional em múltiplos movimentos.

  • É escrita em movimento único contínuo, mas internamente articula-se como se fossem quatro movimentos fundidos (sonata-allegro, andante, scherzo, finale).

  • Liszt usa a técnica de transformação temática, onde os mesmos temas se metamorfoseiam ao longo da peça — o que cria uma unidade impressionante e emocionalmente coesa.

Conteúdo Expressivo

  • A obra é intensamente dramática, contrastando seções brutais e demoníacas com passagens de beleza etérea.

  • Muitos interpretam a sonata como uma narrativa simbólica — por vezes vista como uma luta entre o bem e o mal, entre corpo e alma, ou mesmo um retrato da alma humana em conflito.

  • Alguns estudiosos veem paralelos com o Fausto de Goethe ou até uma metáfora sobre Cristo e o pecado.

Desafio Técnico e Interpretativo

  • Extremamente difícil do ponto de vista técnico e ainda mais do ponto de vista emocional e estrutural.

  • O pianista precisa ter visão de conjunto: é fácil perder-se na riqueza dos detalhes sem captar a narrativa total.

  • Dominar os contrastes extremos e sustentar a tensão durante os cerca de 30 minutos da obra é uma tarefa hercúlea.

Impacto e Legado

  • Inicialmente, a sonata foi mal compreendida. Clara Schumann a chamou de “abominável”.

  • Hoje, é reconhecida como uma das maiores sonatas para piano da história da música — ao lado de Beethoven, Chopin e Schubert.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Ottorino Respigh-Festivais Romanos



Em 1879 nasceu em Bolonha, Ottorino Respighi um compositor italiano que viria a falecer em Roma em 1936 a 18 de Abril


O ano de 2009 comemora o 80 º aniversário da estreia de Festivais Romanos, com Arturo Toscanini conduzindo a New York Philharmonic em 21 de fevereiro de 1929. T"Epiphany"

Feste Romane" (Festivais Romanos) de Ottorino Respighi é a mais grandiosa e explosiva das três obras orquestrais que compõem a célebre trilogia romana do compositor (juntamente com Fontane di Roma e Pini di Roma). Composta em 1928, é uma verdadeira celebração da cor orquestral, da exuberância histórica e do dramatismo italiano.


🎭 Sobre a obra

  • Feste Romane é um poema sinfônico em quatro movimentos, cada um retratando uma cena festiva da Roma antiga ou barroca.

  • Respighi vai ao limite do que uma orquestra pode fazer — é uma das partituras mais difíceis e exigentes do repertório sinfônico moderno.

  • Mais do que descritiva, a peça é cinematográfica, quase operática em intensidade.


📜 Os quatro movimentos (com breves descrições)

  1. Circenses (Os Jogos Circenses)

    • Evoca os gladiadores no Coliseu, com multidões aclamando.

    • Um clima selvagem, brutal, quase pagão.

    • Uso de metais em profusão, percussão implacável, dissonâncias violentas.

  2. Giubileo (Jubileu)

    • Atmosfera contemplativa e religiosa.

    • Um peregrino chega a Roma, ouvimos sinos ao longe, cânticos, e uma sensação de redenção.

    • Belíssimo uso de cordas e harpas, com intervenções de órgão e metais evocando espiritualidade.

  3. L’Ottobrata (Outubro)

    • Um cenário bucólico e pastoral, com caçadas e danças de outono.

    • Tema mais leve e galante, com solos encantadores de clarinete e cordas dançantes.

    • Celebra a beleza do campo romano com vivacidade e elegância.

  4. La Befana (A Epifania)

    • Uma festa popular na Piazza Navona, com frenesi carnavalesco.

    • Mistura de sons grotescos e alegres, como se estivéssemos no meio de uma multidão em êxtase.

    • Respighi cita canções folclóricas italianas e constrói um final avassalador, quase caótico.






quinta-feira, 9 de julho de 2009

9 de Julho

  • No ano de 1924 nasceu em Bufalo o pianista americano Leonard Pennario. Aqui interpretando de Liszt a Sonata em ré menor S.178,
  1. 1ªParte-
  2. 2ºParte-
  3. 3ªParte-