Composta em 1930, foi o resultado da encomenda que lhe havia feito Sergei Koussevitzky para celebrar o 50º aniversario da Orquestra Sinfônica de Boston. Para evitar as conotações ligadas à tradição romântica, utilizou meios alheios ao gênero: coro infantil e masculino a quatro vozes e uma peculiar orquestra que incluia metal, madeira, dois pianos, percussão e uma secção de cordas reduzida, pois eliminou violinos e violas.
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
Stravinsky-Sinfonia dos Salmos
Stravinsky
Em nome da música, ele contrariou a vontade da família, que desejava vê-lo advogado. Igor Fiodorovitch Stravinsky nunca dera mesmo muita atenção à faculdade de Direito, dedicando a maior parte de seu tempo a compor e estudar partituras. O pai, Fiodor Stravinsky, cantor da ópera imperial, nem poderia se queixar muito. Afinal, foi ele quem passou ao filho o gosto pela arte. Mas não poderia imaginar que ele viria a se transformar em um dos maiores compositores do século XX.
Stravinsky nasceu em Oraniembaum, uma pequena cidade russa localizada perto de São Petersburgo, em 17 de junho de 1882. Enquanto se preparava para a carreira da advocacia, conheceu o compositor Rimsky-Korsakov, que o incentivou a seguir sua vocação artística. Korsakov percebeu estar diante de uma promessa e passou a dar aulas particulares de piano e harmonia a Stravinsky.
Como a maioria dos músicos no início do século 20, Stravinsky decide viver na França, onde conquista amigos importantes como Claude Debussy e Sergei Diaghilev. Este último o convida a compor obras especiais para sua companhia, os Ballets Russes.
Em 1906, Stravinsky casa-se com Catherine Nossenko. O casal tem quatro filhos, Theodore, Ludmila, Soulima e Milena.
Em 1910, o compositor conclui a música para o balé O Pássaro de Fogo. Encenado pela primeira vez em Paris, o espetáculo oferecia uma orquestração rica em imagens e sons. Obteve sucesso absoluto, proporcionando a Stravinsky o início da fama.
A partir daí, outras obras para balé lhe seriam solicitadas. Em menos de um ano, mais uma vitória. Dessa vez, com Petrouchka, interpretada por Nijinsky. Mas foi com a célebre A sagração da primavera (1913) que seu nome entraria mesmo para a história da música universal.
Quando a Primeira Guerra Mundial estoura, Stravinsky teme pela sorte da família e muda-se para a Suíça. Nesta fase, compõe obras que seguem a tradição clássica e aproveita para mostrar suas aptidões como regente e pianista nos eventos sociais dos Alpes.
Ao final dos combates, a família Stravinsky tenta retornar à terra natal. Mas, a essa altura, com a eclosão da Revolução Russa, haviam se tornado exilados políticos. Decidem então voltar à França, centro das atividades artísticas européias. Em busca de uma renovação espiritual, Stravinsky é estimulado a escrever obras sacras e litúrgicas, como a conhecida Sinfonia dos salmos.
Na década de 30, em menos de dois anos, Stravinsky perde a filha mais nova e a esposa, ambas vítimas de tuberculose. Pouco tempo depois, a mãe também morre. Desgostoso com tantas perdas, busca novos ares. O início da Segunda Grande Guerra será a gota d´água. Stravinsky deixa a Europa para trás e vai morar nos Estados Unidos.
Nesta época, casa-se com Vera Sudeikina, sua amante há vários anos. Desembarca na América em setembro de 1939, conquistando rapidamente um lugar ao sol. Compra uma casa em Hollywood e se torna o compositor favorito de algumas influentes personalidades norte-americanas, a exemplo de Walt Disney, que usou A sagração da primavera no filme Fantasia.
Stravinsky recebeu a cidadania americana em 1945. Em 1963, resolveu visitar sua pátria, quase meio século após sua última estada por lá. Foi recebido com carinho pelos fãs e homenageado pelo governo soviético. Apesar da saúde já bastante debilitada, continuou trabalhando até os 80 anos, vindo a falecer no dia 6 de abril de 1971, em Nova York.
Stravinsky nasceu em Oraniembaum, uma pequena cidade russa localizada perto de São Petersburgo, em 17 de junho de 1882. Enquanto se preparava para a carreira da advocacia, conheceu o compositor Rimsky-Korsakov, que o incentivou a seguir sua vocação artística. Korsakov percebeu estar diante de uma promessa e passou a dar aulas particulares de piano e harmonia a Stravinsky.
Como a maioria dos músicos no início do século 20, Stravinsky decide viver na França, onde conquista amigos importantes como Claude Debussy e Sergei Diaghilev. Este último o convida a compor obras especiais para sua companhia, os Ballets Russes.
Em 1906, Stravinsky casa-se com Catherine Nossenko. O casal tem quatro filhos, Theodore, Ludmila, Soulima e Milena.
Em 1910, o compositor conclui a música para o balé O Pássaro de Fogo. Encenado pela primeira vez em Paris, o espetáculo oferecia uma orquestração rica em imagens e sons. Obteve sucesso absoluto, proporcionando a Stravinsky o início da fama.
A partir daí, outras obras para balé lhe seriam solicitadas. Em menos de um ano, mais uma vitória. Dessa vez, com Petrouchka, interpretada por Nijinsky. Mas foi com a célebre A sagração da primavera (1913) que seu nome entraria mesmo para a história da música universal.
Quando a Primeira Guerra Mundial estoura, Stravinsky teme pela sorte da família e muda-se para a Suíça. Nesta fase, compõe obras que seguem a tradição clássica e aproveita para mostrar suas aptidões como regente e pianista nos eventos sociais dos Alpes.
Ao final dos combates, a família Stravinsky tenta retornar à terra natal. Mas, a essa altura, com a eclosão da Revolução Russa, haviam se tornado exilados políticos. Decidem então voltar à França, centro das atividades artísticas européias. Em busca de uma renovação espiritual, Stravinsky é estimulado a escrever obras sacras e litúrgicas, como a conhecida Sinfonia dos salmos.
Na década de 30, em menos de dois anos, Stravinsky perde a filha mais nova e a esposa, ambas vítimas de tuberculose. Pouco tempo depois, a mãe também morre. Desgostoso com tantas perdas, busca novos ares. O início da Segunda Grande Guerra será a gota d´água. Stravinsky deixa a Europa para trás e vai morar nos Estados Unidos.
Nesta época, casa-se com Vera Sudeikina, sua amante há vários anos. Desembarca na América em setembro de 1939, conquistando rapidamente um lugar ao sol. Compra uma casa em Hollywood e se torna o compositor favorito de algumas influentes personalidades norte-americanas, a exemplo de Walt Disney, que usou A sagração da primavera no filme Fantasia.
Stravinsky recebeu a cidadania americana em 1945. Em 1963, resolveu visitar sua pátria, quase meio século após sua última estada por lá. Foi recebido com carinho pelos fãs e homenageado pelo governo soviético. Apesar da saúde já bastante debilitada, continuou trabalhando até os 80 anos, vindo a falecer no dia 6 de abril de 1971, em Nova York.
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
5 de abril
O Piano Concerto No. 3 em dó menor op. 37, foi composta por Beethoven em 1800 e foi estreado em 5 de Abril de 1803, com o compositor como solista. Durante esse mesmo desempenho, a 2ªSinfonia e o oratório Cristo no Monte das Oliveiras , também estrearam.
A composição foi dedicada ao príncipe Luís Fernando da Prússia
Na estreia do concerto, a partitura estava incompleta. Ignaz von Seyfried, amigo de Beethoven, que virou as páginas da partitura para ele na noite de estreia, escreveu mais tarde:
"Não vi nada senão algumas páginas em branco. No máximo, em uma página ou outra alguns hieróglifos egípcios totalmente incompreensíveis para mim, mas ele havia anotado para servir de pontos de referência. Ele tocou quase todo o concerto de memória, já que, como então aconteceu, não teve tempo de colocar tudo no papel
Aqui a interpretação é de
ANNIE FISCHER
terça-feira, 11 de novembro de 2008
Berlioz
Louis Hector Berlioz nasceu em La Côte-Saint-André, perto de Grenoble (França) a 11 de dezembro de 1803. Embora muito cedo revelasse talento musical, aos dezoito anos a família enviou-o para Paris, a fim de fazer um curso de medicina. Atraído pelo Teatro da Ópera e pelo movimento artístico da metrópole, não tardou em trocar a universidade pelo conservatório: a desaprovação dos pais lhe custaria quase dez anos de aborrecimentos.
Depois de várias tentativas infrutíferas, Berlioz conquistou em 1830 o prêmio de Roma. Escreveu a cantata A última noite de Sardanapalo (1830), trabalho inacabado e não publicado. Mas ficaria apenas um ano e meio na Itália. Foi na mesma época que compôs a Sinfonia Fantástica - Episódio da vida de um artista (1830), expressão retumbante de seu amor pela atriz inglesa Harriet Smithson. Três anos depois estariam casados, mas profundamente infelizes.
Berlioz não conseguia fazer aceitar sua arte: a miséria material o perseguiria até os últimos dias. O ambiente de Paris lhe era em tudo adverso: a música sinfônica e instrumental era inteiramente desprezada, em benefício de uma voga de óperas medíocres, de Auber, Halévy e outros.
Escritor espirituoso, Berlioz colaborou no Jornal dos debates como crítico de música para sobreviver, trabalho que odiava. Em 1839 foi nomeado conservador da biblioteca do conservatório, único posto oficial que ocupou em vida.
De 1840 em diante, viajou como regente de orquestra. Recebeu, contudo, o estímulo de um reconhecimento entusiástico por parte de Paganini. Foi dessa época a sua paixão por Marie Recio, cantora sem sucesso e que não lhe traria menos infelicidades do que a primeira mulher. Em 1852, Liszt organizou em Weimar uma ‘Semana Berlioz’, cujo êxito não chegou a equilibrar a situação material do compositor. Foi eleito membro do Instituto (1856), mas sua obra não continuava não sendo muito apreciada na França.
Os últimos anos foram os mais amargos do sofrido Berlioz, salvando-o do naufrágio total apenas a viagem à Rússia, em 1867: deu uma série de concertos em Moscou, conheceu a música do grupo dos ‘Cinco’, descobriu o gênio de Mussorgsky. Berlioz acabou por morrer na solidão, em Paris, no dia 8 de março de 1869.
Berlioz foi um romântico autêntico, com todas as qualidades e defeitos do movimento de que, na França de seu tempo, foram Victor Hugo e Delacroix os protagonistas. O fascínio pelo monumental, pelo desmedido, embora prejudicando sensivelmente os resultados estéticos de seu trabalho, acabou por levá-lo a uma das suas principais realizações: a revolução da técnica orquestral. A riqueza, o colorido das combinações instrumentais já se fazem sentir na Sinfonia Fantástica.
A grandeza de Berlioz como compositor não é, até hoje, unanimemente reconhecida. Sua contribuição historicamente mais importante para a música do século XIX foi a da invenção da música de programa, fruto de sua sensibilidade principalmente literária. Substituiu o desenvolvimento de idéias musicais, conforme a lógica interna à maneira de Haydn e Beethoven, pela submissão da música a um programa literário, chegando até a imitação de ruídos característicos.
Esses programas são, em Berlioz, os do Romantismo francês a que se misturam elementos fantásticos e grotescos. Para tanto, usa orquestra muito maiores e mais diversificadas que as do Classicismo vienense. Seu Grande tratado de instrumentação e de orquestração modernas (1844) é obra básica, de forte influência sobre Liszt, Wagner, Richard Strauss e Smetana.
A riqueza e o colorido das combinações instrumentais se fazem sentir na Sinfonia Fantástica (1830), obra vigorosa, cativante pela magia do movimento lento e pelo naturalismo macabro da Marcha do tormento.
Mas a admirável orquestração de Berlioz, que faz de seu requiem Missa dos mortos (1837) a mais aparatosa música fúnebre já composta, chega ao ponto mais alto em Romeu e Julieta (1839), sinfonia dramática dedicada a Paganini, que lhe encomendara alguns anos antes a sinfonia Haroldo na Itália (1834), pitoresca viagem musical pela paisagem italiana e até hoje uma das obras mais executadas do compositor.
No talento inquieto e generoso de seu criador, a prática salvou a teoria, sendo a melodramaticidade dos programas por uma indiscutível inventividade melódica. Essa qualidade faz de A danação de Fausto (1846), cantata cênica baseada - muito livremente - na obra de Goethe, uma de suas melhores criações, e daria ao oratório A infância de Cristo (1850-1854) uma beleza serena e surpreendentemente sóbria.
Em suas últimas composições, Berlioz superou os transbordamentos românticos peculiares às outras fases, conseguindo dar à ópera Os troianos (1856-1859) um sabor virgilianamente clássico e momentos de verdadeira grandiosidade, sobretudo em sua segunda parte, Os troianos em Cartago.
Além das mencionadas, Berlioz deixou as aberturas O rei Lear (1831) e O carnaval romano (1844), a Sinfonia fúnebre e triunfal (1840), a ópera Benvenuto Cellini (1834-1838). De sua produção literária, são importantes: Grande tratado de instrumentação e de orquestração modernas (1844), As noites de orquestra (1852), Os grotescos da música (1859).
Depois de várias tentativas infrutíferas, Berlioz conquistou em 1830 o prêmio de Roma. Escreveu a cantata A última noite de Sardanapalo (1830), trabalho inacabado e não publicado. Mas ficaria apenas um ano e meio na Itália. Foi na mesma época que compôs a Sinfonia Fantástica - Episódio da vida de um artista (1830), expressão retumbante de seu amor pela atriz inglesa Harriet Smithson. Três anos depois estariam casados, mas profundamente infelizes.
Berlioz não conseguia fazer aceitar sua arte: a miséria material o perseguiria até os últimos dias. O ambiente de Paris lhe era em tudo adverso: a música sinfônica e instrumental era inteiramente desprezada, em benefício de uma voga de óperas medíocres, de Auber, Halévy e outros.
Escritor espirituoso, Berlioz colaborou no Jornal dos debates como crítico de música para sobreviver, trabalho que odiava. Em 1839 foi nomeado conservador da biblioteca do conservatório, único posto oficial que ocupou em vida.
De 1840 em diante, viajou como regente de orquestra. Recebeu, contudo, o estímulo de um reconhecimento entusiástico por parte de Paganini. Foi dessa época a sua paixão por Marie Recio, cantora sem sucesso e que não lhe traria menos infelicidades do que a primeira mulher. Em 1852, Liszt organizou em Weimar uma ‘Semana Berlioz’, cujo êxito não chegou a equilibrar a situação material do compositor. Foi eleito membro do Instituto (1856), mas sua obra não continuava não sendo muito apreciada na França.
Os últimos anos foram os mais amargos do sofrido Berlioz, salvando-o do naufrágio total apenas a viagem à Rússia, em 1867: deu uma série de concertos em Moscou, conheceu a música do grupo dos ‘Cinco’, descobriu o gênio de Mussorgsky. Berlioz acabou por morrer na solidão, em Paris, no dia 8 de março de 1869.
Berlioz foi um romântico autêntico, com todas as qualidades e defeitos do movimento de que, na França de seu tempo, foram Victor Hugo e Delacroix os protagonistas. O fascínio pelo monumental, pelo desmedido, embora prejudicando sensivelmente os resultados estéticos de seu trabalho, acabou por levá-lo a uma das suas principais realizações: a revolução da técnica orquestral. A riqueza, o colorido das combinações instrumentais já se fazem sentir na Sinfonia Fantástica.
A grandeza de Berlioz como compositor não é, até hoje, unanimemente reconhecida. Sua contribuição historicamente mais importante para a música do século XIX foi a da invenção da música de programa, fruto de sua sensibilidade principalmente literária. Substituiu o desenvolvimento de idéias musicais, conforme a lógica interna à maneira de Haydn e Beethoven, pela submissão da música a um programa literário, chegando até a imitação de ruídos característicos.
Esses programas são, em Berlioz, os do Romantismo francês a que se misturam elementos fantásticos e grotescos. Para tanto, usa orquestra muito maiores e mais diversificadas que as do Classicismo vienense. Seu Grande tratado de instrumentação e de orquestração modernas (1844) é obra básica, de forte influência sobre Liszt, Wagner, Richard Strauss e Smetana.
A riqueza e o colorido das combinações instrumentais se fazem sentir na Sinfonia Fantástica (1830), obra vigorosa, cativante pela magia do movimento lento e pelo naturalismo macabro da Marcha do tormento.
Mas a admirável orquestração de Berlioz, que faz de seu requiem Missa dos mortos (1837) a mais aparatosa música fúnebre já composta, chega ao ponto mais alto em Romeu e Julieta (1839), sinfonia dramática dedicada a Paganini, que lhe encomendara alguns anos antes a sinfonia Haroldo na Itália (1834), pitoresca viagem musical pela paisagem italiana e até hoje uma das obras mais executadas do compositor.
No talento inquieto e generoso de seu criador, a prática salvou a teoria, sendo a melodramaticidade dos programas por uma indiscutível inventividade melódica. Essa qualidade faz de A danação de Fausto (1846), cantata cênica baseada - muito livremente - na obra de Goethe, uma de suas melhores criações, e daria ao oratório A infância de Cristo (1850-1854) uma beleza serena e surpreendentemente sóbria.
Em suas últimas composições, Berlioz superou os transbordamentos românticos peculiares às outras fases, conseguindo dar à ópera Os troianos (1856-1859) um sabor virgilianamente clássico e momentos de verdadeira grandiosidade, sobretudo em sua segunda parte, Os troianos em Cartago.
Além das mencionadas, Berlioz deixou as aberturas O rei Lear (1831) e O carnaval romano (1844), a Sinfonia fúnebre e triunfal (1840), a ópera Benvenuto Cellini (1834-1838). De sua produção literária, são importantes: Grande tratado de instrumentação e de orquestração modernas (1844), As noites de orquestra (1852), Os grotescos da música (1859).
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
Donizetti
Gaetano Donizetti nasceu em Bérgamo (Itália), nasceu em 29 de novembro de 1797. Foi aluno do padre Mattei - o professor de Rossini - em Bolonha. Pouco depois dos seus primeiros êxitos em diferentes teatros italianos, fixou-se (1827) em Nápoles, onde se tornou professor do Real Collegio di Musica e, estreou, em média, trës novas óperas por ano.
Mas em 1838, trocou Nápoles por Paris, de onde fez várias viagens a Itália - em 1842, dirigiu, em Bolonha, a primeira audição do Stabat Mater de Rossini - e a Viena. Os últimos anos de sua vida foram ensombrados por uma paralisia geral e perturbações mentais, que obrigaram o seu internamento (1846) num hospital psiquiátrico de Ivry. No ano seguinte, foi levado para Bérgamo, onde morreu em 8 de abril de 1848.
A incrível velocidade de trabalho de Donizetti - algumas óperas, libretos e música, foram compostas em quinze dias - e a sua enorme atividade - era muitas vezes, mestre de canto e encenador dos seus espetáculos - não lhe permitiram realizar uma obra homogênea. Nela, encontram-se, lado a lado, o melhor e o pior: o atrativo de uma inesgotável veia lírica é, muitas vezes, enfraquecido pela vulgaridade da harmonia e da instrumentação. Salvo raras exceções - entre as quais se contam Elisir d'Amore e Don Pasquale, duas obras-primas da ópera bufa, dignas de Rossini -, o interesse das óperas de Donizetti está ligado ao culto do bel canto e ao fascínio da exploração vocal.
Escreveu 71 óperas, sérias e bufas, das quais as mais célebres são: Anna Bolena (Milão, 1830), Elisir d'Amore (Milão, 1832), Lucrezia Borgia (Milão, 1833), Lucia di Lammermoor (Nápoles, 1835), La favorite (Paris, 1840), Don Pasquale (Paris, 1843), 115 composições religiosas, oratórios, sinfonias, música de câmara.
Mas em 1838, trocou Nápoles por Paris, de onde fez várias viagens a Itália - em 1842, dirigiu, em Bolonha, a primeira audição do Stabat Mater de Rossini - e a Viena. Os últimos anos de sua vida foram ensombrados por uma paralisia geral e perturbações mentais, que obrigaram o seu internamento (1846) num hospital psiquiátrico de Ivry. No ano seguinte, foi levado para Bérgamo, onde morreu em 8 de abril de 1848.
A incrível velocidade de trabalho de Donizetti - algumas óperas, libretos e música, foram compostas em quinze dias - e a sua enorme atividade - era muitas vezes, mestre de canto e encenador dos seus espetáculos - não lhe permitiram realizar uma obra homogênea. Nela, encontram-se, lado a lado, o melhor e o pior: o atrativo de uma inesgotável veia lírica é, muitas vezes, enfraquecido pela vulgaridade da harmonia e da instrumentação. Salvo raras exceções - entre as quais se contam Elisir d'Amore e Don Pasquale, duas obras-primas da ópera bufa, dignas de Rossini -, o interesse das óperas de Donizetti está ligado ao culto do bel canto e ao fascínio da exploração vocal.
Escreveu 71 óperas, sérias e bufas, das quais as mais célebres são: Anna Bolena (Milão, 1830), Elisir d'Amore (Milão, 1832), Lucrezia Borgia (Milão, 1833), Lucia di Lammermoor (Nápoles, 1835), La favorite (Paris, 1840), Don Pasquale (Paris, 1843), 115 composições religiosas, oratórios, sinfonias, música de câmara.
Subscrever:
Mensagens (Atom)