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terça-feira, 27 de fevereiro de 2024

Emil von Reznicek-Sinfonía n.º 3, em re maior op.60

Emil Nikolaus von Reznicek (Viena, 4 de maio de 1860 — Berlim, 2 de agosto de 1945) foi um compositor romântico austríaco de ascendência checa. É lembrado pela abertura de sua ópera Donna Diana, composta em 1894.

segunda-feira, 13 de julho de 2020

5 de Abril

Cristo no Monte das Oliveiras (no original em alemão, Christus am Ölberge), opus 85, é um oratório composto por Ludwig van Beethoven para solistas vocais, coro e orquestra.

A composição iniciou em novembro de 1802 e terminou na primavera de 1803. Seu libreto, elaborado pelo poeta Franz Xaver Huber, narra as angústias de Jesus no Jardim das Oliveiras antes da sua prisão e crucificação. Foi estreado no Theater an der Wien em 5 de abril de 1803 e revisado para uma segunda apresentação em 27 de março de 1804

Desde o século XIX a obra tem sido associada ao chamado Testamento de Heilingenstadt, uma carta datada de 6 de outubro de 1802 e endereçada aos seus irmãos Kaspar e Nicolaus, onde o artista, aflito com a progressão da sua surdez, manifesta ter tido intenção de por um fim à própria vida, mas acaba por decidir enfrentar o desafio e superá-lo através da arte, cumprindo o seu destino.

O tema do oratório parece ter sido escolhido pela identificação de Beethoven com o Cristo sofredor.

 Segundo o relato de seu amigo e biógrafo Anton Felix Schindler, muitos anos depois Beethoven ainda se culparia por ter tratado o Cristo com excessiva teatralidade. 

O oratório nunca se tornou realmente popular e ainda suscita reações divergentes. Para alguns críticos seu nível estético não se compara ao das suas composições mais famosas. 



segunda-feira, 5 de abril de 2010

5 de Abril

  • Em 1946 Samuel Barber estreia Cello Concerto em lá menor op.22,Aqui a interpretação é de Li-Wei Qin.
Este concerto foi concluído em 22 de Novembro de 1945, foi o segundo de seus três concertos (o primeiro o Concerto para Violino , e o terceiro o Concerto para Piano ).

Barber foi contratado para escrever este concerto para Garbousova Raya , uma violoncelista russo e para Boston Symphony Orchestra.

Ao compor Barber perguntou a Garbousova se lhe podia indicar todo o seu repertório para ele para que ele pudesse compreender o seu estilo de execução.

Com este concerto ganhou Barber o prémio do New York Critics 'Circle Music em 1947 .

Continua a ser um dos melhores concertos para o instrumento e foi recentemente defendida por um conjunto de solistas jovens liderados por Wendy Warner .

aqui a interpretação é da Christine Lamprea,  no cello acompanhada pela NEC Philharmonia dirigida por Hugh Wolff

domingo, 5 de abril de 2009

5 de Abril

  • No ano de 1874 Johann Strauss estreia em Viena a sua ópera O Morcego (Die Fledermaus) . Eis a abertuta
  • Em 1902 Ravel estreia em Paris o seus Jeux d eau pelo pianista Riccardo Vines.Aqui a interprete é Martha Argerich

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

5 de abril


O Piano Concerto No. 3 em dó menor op. 37, foi composta por Beethoven em 1800 e foi estreado em 5 de Abril de 1803, com o compositor como solista. Durante esse mesmo desempenho, a 2ªSinfonia e o oratório Cristo no Monte das Oliveiras , também estrearam.

A composição foi dedicada ao príncipe Luís Fernando da Prússia

Na estreia do concerto, a partitura estava incompleta. Ignaz von Seyfried, amigo de Beethoven, que virou as páginas da partitura para ele na noite de estreia, escreveu mais tarde:
"Não vi nada senão algumas páginas em branco. No máximo, em uma página ou outra alguns hieróglifos egípcios totalmente incompreensíveis para mim, mas ele havia anotado para servir de pontos de referência. Ele tocou quase todo o concerto de memória, já que, como então aconteceu, não teve tempo de colocar tudo no papel


Aqui a interpretação é de 

ANNIE FISCHER


sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Beethoven-Sinfonia Nº2 em ré maior op.36,


A segunda sinfonia de Beethoven foi escrita entre 1801 e 1802 e foi a ultima composição do que se convencionou chamar o primeiro período. Foi dedicada ao príncipe Carl Lichnowsky tendo sido em grande parte escrita durante o verão de 1802 em Heiligenstadt perto de Viena.

Neste período, o compositor começava a experimentar os primeiros sinais de surdez, a qual julgava ser incurável, o que o levou a momentos de grande depressão. 

 A estreia deu-se em 5 de abril de 1803, no Theater an der Wien, em Viena, sob regência do próprio compositor. Juntamente foram estreados o Concerto para piano n.° 3 e o oratório Cristo no Monte das Oliveiras.

Um famoso crítico vienense escreveu para o Zeitung fuer die elegante Welt ("Jornal para o Mundo Elegante") que a sinfonia era como "um dragão ferido contorcendo-se horrivelmente, que recusa-se a morrer, mas que contorce-se até suas últimas angústias, e no quarto movimento, sangra até a morte"

Composta no início do século XIX, essa sinfonia demonstra uma surpreendente vitalidade e humor, mesmo em um período da vida de Beethoven em que ele já enfrentava desafios pessoais e o início dos problemas auditivos.

Contexto Histórico e Composição

  • Período de Transição: Escrita em uma época de transformações pessoais e musicais, a sinfonia já prenuncia as inovações que se tornariam características das obras posteriores de Beethoven.

  • Inovação na Forma: Embora mantenha a estrutura tradicional de quatro movimentos, Beethoven brinca com os contrastes de ritmo, dinâmicas e tonalidades, abrindo caminho para abordagens mais ousadas na música sinfônica.

Estrutura e Movimentos

  1. Primeiro Movimento – Adagio molto – Allegro con brio:
    Inicia com uma introdução lenta e majestosa que, repentinamente, se transforma em um movimento vigoroso e enérgico. Essa transição surpreendente é uma das marcas registradas da obra.

  2. Segundo Movimento – Larghetto:
    Um movimento mais calmo e lírico, que oferece um contraste sereno em relação à energia do primeiro movimento, permitindo uma reflexão melódica e harmoniosa.

  3. Terceiro Movimento – Scherzo: Allegro:
    Aqui, Beethoven explora um caráter quase brincalhão, repleto de ritmo e de surpresas, antecipando a abordagem inovadora que ele viria a desenvolver em obras posteriores.

  4. Quarto Movimento – Allegro molto:
    Encerrando a sinfonia com uma explosão de energia, este movimento final retoma a vitalidade e o dinamismo característicos, culminando a obra de maneira exuberante.

Características Musicais e Legado

  • Humor e Ironia: Apesar dos desafios pessoais enfrentados pelo compositor, a sinfonia é frequentemente lembrada por sua natureza quase jocosa e pela habilidade de Beethoven em transformar a adversidade em arte vibrante.

  • Inovação Orquestral: O uso criativo da orquestração e a maneira como os temas se desenvolvem demonstram o domínio de Beethoven sobre a forma sinfônica, influenciando gerações futuras de compositores.

  • Transição Estilística: Essa obra se situa entre o classicismo e o romantismo, refletindo a transição estilística que marcaria toda a carreira de Beethoven.