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segunda-feira, 24 de março de 2025

Mozart-Piano Concerto nº15 em ré maior K450

O Piano Concerto No. 15 em Ré Maior, K. 450 de Mozart é uma obra vibrante e virtuosa, composta em 1784, durante um período extremamente prolífico para os concertos para piano do compositor. Esse concerto se destaca pela sua energia luminosa, riqueza orquestral e exigências técnicas para o solista.

Estrutura e Características:

  1. Allegro – O primeiro movimento começa com um caráter majestoso e afirmativo, estabelecendo um diálogo engenhoso entre a orquestra e o piano. A escrita para o piano é altamente ornamentada, revelando a sofisticação de Mozart.

  2. Andante – O segundo movimento contrasta com o primeiro, trazendo um lirismo introspectivo e expressivo, onde o piano parece quase cantar.

  3. Allegro – O terceiro movimento é espirituoso e cheio de vivacidade, destacando a leveza e fluidez típicas de Mozart, com passagens que desafiam o intérprete com sua agilidade e brilho técnico.

Este concerto é frequentemente considerado um dos mais exigentes do conjunto mozartiano devido à complexidade da parte do piano. O próprio Mozart, que era um pianista brilhante, tocava-o nas suas apresentações em Viena.,

Estreou em Viena a 24 de Março de 1784 sendo Mozart o solista    

quarta-feira, 24 de março de 2021

Joseph Joachim-Violino Concerto nº2 em ré menor "In the Hungarian style" op.11

Em 1860 Joseph Joachim estreia em Hanover o seu Violino Concerto nº2 em ré menor "In the Hungarian style" op.11

 O autor dedicou este concerto ao seu amigo Johannes Brahms que depois lhe retribuiria dedicando seu concerto para violino Joachim.

 O crítico David Hurwitz chamou a este concerto de "o Santo Graal dos concertos para violino romântico." 

 Este é um concerto muito longo e um dos mais difíceis para o solista. 

Praticá-la tem sido comparado pela violinista Rachel Barton à formação "para correr uma maratona".

terça-feira, 24 de março de 2009

Sibelius-Sinfonia nº7 em dó maior op.105


  • No ano de 1924 a 24 de Março, Sibelius estreia em Estocolmo a sua Sinfonia Nº7 em dó maior op.105, com o próprio compositor na direcção da orquestra.Aqui a interpretação é da Wiener Philharmonia Orchestra dirigida por Leonard Bernestein

A Sinfonia nº 7 em dó maior, Op. 105 é uma daquelas obras que parece pequena no tempo… mas enorme por dentro.

O Jean Sibelius fez aqui algo quase radical: em vez das quatro partes tradicionais de uma sinfonia, ele condensou tudo num único movimento contínuo. E não é só uma “junção” — é como se o tempo respirasse de outra forma.

O que salta logo ao ouvido:

  • Forma fluida: não há cortes claros. A música evolui como paisagem — quase como nuvens a mudar de forma (bem ao gosto do teu imaginário poético, aliás).
  • Tema do trombone: aparece como uma espécie de chamado solene, quase mítico. Cada vez que regressa, parece que o mundo se reorganiza à volta dele.
  • Sensação orgânica: não há dramatismo excessivo nem virtuosismo exibicionista. Tudo cresce naturalmente, como se fosse inevitável.

Há aqui qualquer coisa de muito “nórdico” — amplo, silencioso por dentro, com uma força contida. Não é uma sinfonia de explosões; é de gravidade e destino.

Se quiseres um olhar mais sensorial:
é como estar num lago calmo ao entardecer, e de repente perceber que a água, o céu e o tempo são a mesma coisa.

Curiosidade bonita: esta foi a última sinfonia que Sibelius publicou. Depois disso, entrou num longo silêncio criativo — o que dá a esta obra um ar de despedida, mas sem amargura.