sexta-feira, 6 de agosto de 2021

Paganini-Violino concerto nº4

Ruggiero Ricci morreu em Palm Springs em 2012 foi um violinista ítalo-americano que se tornou famoso em especial por suas apresentações e gravações das obras de Niccolò Paganini. Ele nasceu em San Bruno, Califórnia. 

Morreu aos 94 anos de falência cardíaca

 Aqui interpreta de Paganini o Violin Concerto No 4 

O Concerto para Violino nº 4 em Ré menor, Op. 6 de Niccolò Paganini é uma obra menos conhecida que os seus concertos nº1 e nº2, mas não menos fascinante. Composto por volta de 1829–1830, já numa fase madura da sua carreira, este concerto combina a virtuosidade extrema característica de Paganini com uma musicalidade mais refinada e, em certo sentido, mais sombreada e dramática.

Como seria de esperar de Paganini, o concerto exige um domínio técnico assombroso:

  • uso intenso de harmônicos,

  • pizzicati da mão esquerda,

  • mudanças rápidas de posição,

  • saltos amplos,

  • passagens em terças, décimas e duplo staccato.
    É claramente escrito por um virtuose para si próprio – uma vitrine de gênio violinístico.

Estrutura

O concerto segue a forma tradicional em três movimentos:

  1. Allegro maestoso – de forte carácter dramático, com um diálogo intenso entre o solista e a orquestra. Começa com uma introdução orquestral poderosa, que abre caminho para uma parte solista cheia de contraste e cor.

  2. Adagio flebile con sentimento – o movimento lento é lírico, expressivo, quase vocal, com momentos que lembram árias italianas. O título "flebile" (lamentoso) sugere uma melancolia íntima.

  3. Rondo galante: Andantino gaio – de carácter mais leve e galante, quase dançante, oferece espaço para mais exibições técnicas, mas com espírito mais gracioso e elegante.

Estilo e Emoção

Comparado aos primeiros concertos, o nº 4 tem um tom mais sério e nobre, com maior sofisticação harmónica e orquestração mais rica. Há menos efeito gratuito e mais profundidade emocional – talvez um Paganini mais maduro, mais ciente da expressividade além da técnica.     

quinta-feira, 29 de julho de 2021

Dvorak-String quartet nº.10 em mi bemol maior op.51"Eslava

Em 1879 a 29 de Julho, Antonin Dvorák estreia em Berlim o seu String Quartet nº10 em mi bemol maior Op. 51, interpretado pelo STAMITZ QUARTET. Bohuslav Matousek, violin I. Josef Kekula, violin II. Jan Peruska, viola. Vladimir Leixner, cello.

O Quarteto de Cordas nº 10 em mi bemol maior, op. 51, conhecido como “Eslavo” (Slavonic), de Antonín Dvořák, é uma obra marcante por sua expressividade lírica e pelo colorido folclórico eslavo que permeia os seus movimentos. 

Foi composto em 1879, a pedido do violinista Jean Becker, do famoso Florentine Quartet, que solicitou a Dvořák um quarteto com um "caráter eslavo".

O que mais chama atenção nesta obra:

  • Identidade nacional:
    Dvořák integra com maestria elementos da música tradicional eslava — danças, modos, ritmos e melodias — sem recorrer diretamente a temas folclóricos. Ele os recria com originalidade dentro da estrutura clássica do quarteto.

  • Estrutura dos movimentos:

    1. Allegro ma non troppo:
      Um movimento inicial fluido e rítmico, com temas cantáveis e um caráter pastoral. O uso de síncopas e escalas modais reforça o espírito eslavo.

    2. Dumka: Andante con moto:
      Um dos pontos altos. A dumka é uma forma típica da música eslava que alterna trechos melancólicos com seções dançantes. Dvořák aqui mostra grande sensibilidade lírica e contrastes emocionais.

    3. Romanza: Andante con moto:
      Este movimento traz uma ternura íntima, quase uma canção de embalar. Há uma beleza serena, com momentos de suave tensão harmônica.

    4. Finale: Allegro assai:
      Uma dança cheia de energia, inspirada em formas como a skočná (dança saltitante tcheca). O movimento é virtuoso, leve, e cheio de vitalidade.

O Quarteto Eslavo op. 51 é uma das obras-primas do repertório de câmara do século XIX. Une técnica refinada, melodias inesquecíveis e uma profunda ligação à terra natal do compositor. É um exemplo brilhante de como Dvořák conseguiu fundir a tradição clássica vienense com a alma do povo eslavo..

domingo, 18 de julho de 2021

sexta-feira, 2 de julho de 2021

2 de Julho

Em 1900 estreia em Helsinquia da segunda versão do poema sinfónico Finlandia op.25 de Sibelius sob direcção de Robert Kajanus A primeira versão foi escrita em 1899 . A peça foi composta para as celebrações da imprensa de 1899, um protesto contra a crescente censura do Impéruo Russo como a última de sete peças, cada uma acompanhada de um folheto com episódios da história da Finlândia.