sábado, 16 de maio de 2020

sábado, 2 de maio de 2020

Faure-Requiem

1888 Estreia do Requiem de Faure em La Madeleine, em Paris 1. Introitus e Kyrie 2. Offertorium 3. Sanctus 4. Pie Jesu 5. Agnus Dei e Lux Aeterna 6. Libera me 7. In Paradisum O Requiem de Fauré não segue o formato tradicional da missa de mortos, omitindo por completo o Dies Irae (Juízo final) e centrando a música na ideia da paz e do repouso eterno. Acresce o facto de serem raros os Requiem com a inclusão do In paradisum, geralmente cantado quando se retira o corpo do falecido da igreja. Fauré afirmou que a calma e falta de sentimento doloroso da obra estava em sintonia com o que ele acreditava ser a paz eterna. A parte mais popular do Requiem de Fauré é o Pie Jesu, cuja melodia é comparada à inspiração divina de Mozart e a sua importância, dentro do género, ao Ave verum do compositor austríaco

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

J. Haydn - Symphony No. 82 in C major „L'ours"

Estreada em Paris em 1787 embora não saiba em que dia é uma das chamadas Sinfonias de Paris onde esteve uma temporada a convite de Maria Antonieta Jerzy Maksymiuk - dirige a The Podlasie Opera and Philharmonic Orchestra.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

16 de Março

Thaïs é uma ópera em três atos de Jules Massenet para um libreto em francês de Louis Gallet, com base no romance homônimo de Anatole France. Foi apresentada pela primeira vez no teatro da Ópera de Paris em 16 de março de 1894, com a soprano norte-americana Sybil Sanderson, para quem Massenet escreveu o papel-título. Ambientada no Egito durante a época romana, conta a história de Athanaël, um monge cenobita que tenta converter Thaïs, uma cortesã de Alexandria e devota de Vênus, à Cristandade, embora sem muito êxito. A meditação, passagem mais famosa da ópera, é executada como interlúdio entre duas cenas do segundo ato, e faz parte do repertório clássico tradicional, sendo executada normalmente como peça de concerto.
 

sábado, 11 de outubro de 2014

Bruckner-Missa nº 2

Em 1896 morte em Viena de Anton Bruckner com 72.anos nascera em Ansfelden a 4 Setembro de 1824.

 Aqui a sua missa nº 2  estreada a 29/09/1869 em Linz


Missa em 8 partes, coro misto e instrumentos de sopro (2 oboés , 2 clarinetes , 2 fagotes , 4 trompas , 2 trompetes e três trombones).

Encomendada pelo bispo de Linz, Franz-Josef Rudigier, em 1866, para a celebração da fundação da construção da Capela Votiva de Dom. Devido ao atraso nas obras estreou somente 3 anos mais tarde.

A Missa nº 2 em mi menor, WAB 27, de Anton Bruckner (composta em 1866 e revista em 1882) é uma das obras corais mais marcantes do compositor austríaco, tanto pela ousadia quanto pela espiritualidade. Eis alguns pontos de destaque:

  • Formação inusitada: foi escrita para coro misto a capella com sopros de harmonia (flautas, oboés, clarinetes, fagotes, trompas e trompetes, sem cordas). Esse colorido dá-lhe uma sonoridade muito particular, que mistura transparência e densidade.

  • Origem prática: a obra foi encomendada para a consagração da capela votiva em Linz. Bruckner, organista e profundo devoto, quis respeitar as restrições litúrgicas da época, mas ao mesmo tempo expandiu a dimensão musical.

  • Estilo: ela combina contraponto severo herdado de Palestrina (que Bruckner estudava com devoção) com a harmonia romântica e expansiva típica dele. É austera, mas cheia de misticismo e intensidade.

  • Movimentos: segue o ordinário da missa católica – Kyrie, Gloria, Credo, Sanctus, Benedictus, Agnus Dei. Cada seção é tratada de modo contrastante, ora em grande complexidade polifônica, ora em momentos de recolhimento quase ascético.

  • Atmosfera: não é uma missa “teatral” como as de Mozart ou Beethoven, mas também não é apenas funcional; ela cria um espaço de contemplação e espiritualidade, que reflete a religiosidade muito pessoal de Bruckner.

  • Receção: durante muito tempo foi considerada uma obra “difícil” para coros, mas hoje é reconhecida como uma das missas corais mais originais do século XIX.

👉 Em suma: a Missa nº 2 é um ponto de equilíbrio entre a tradição polifônica antiga e a visão romântica bruckneriana, onde a fé e a arquitetura sonora se entrelaçam.




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