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sexta-feira, 11 de junho de 2021

Richard Strauss-Uma Sinfonia Alpina Op. 64

Richard Georg Strauss nasceu em Munique a 11 de Junho de 1864 e viria morrer em Garmisch-Partenkirchen a 8 de Setembro de 1949, foi um compositor e maestro alemão.

 É considerado um dos mais destacados representantes da música entre o final da Era Romântica e o início da Idade Moderna. 

 Uma Sinfonia Alpina, Op. 64, é um grande poema sinfónico composto por Richard Strauss entre 1911 e 1915. 

 O programa ilustra uma excursão de um dia subindo os Alpes Bávaros, recordando na magistral orquestração a experiência duma escalada realizada pelo próprio compositor quando ele tinha catorze anos.

  • Não é uma sinfonia tradicional em quatro movimentos. Em vez disso, trata-se de um único movimento dividido em 22 seções contínuas, cada uma com um título que narra uma jornada pela montanha: desde a partida antes do amanhecer, passando por florestas, pastagens, glaciares, o ápice da subida, a tempestade, e por fim, o retorno ao entardecer.

  • É escrita para uma orquestra colossal: inclui órgão, harpa dupla, percussão abundante (incluindo máquina de vento e trovão), instrumentos fora do palco e efeitos sonoros naturalistas.

  • Strauss explora todos os recursos da orquestra moderna, com combinações timbrísticas ricas e detalhadas

  • Embora seja literalmente uma jornada alpina, a obra também pode ser lida como uma metáfora filosófica para a ascensão, o desafio humano frente à natureza, e até mesmo um comentário sobre o ciclo da vida e da morte.

  • Influências de Nietzsche, especialmente do texto “Além do Bem e do Mal” e “Assim Falava Zaratustra”, são sugeridas, embora Strauss não tenha afirmado um programa metafísico explícito.

  • Musicalmente, está entre o tardo-romantismo e o modernismo: tonalidade expandida, cromatismo ousado, mas ainda sem abandonar completamente o sistema tonal


  • A obra foi composta durante os primeiros anos da Primeira Guerra Mundial, embora não trate diretamente do conflito.

 

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Carlos Seixas-Concerto para cravo em lá maior


  • Em 1742 a 25 de Agosto  morreu em Lisboa Carlos Seixas um compositor e organista português que nascera em Coimbra em 11 de Junho de 1704

Aqui se apresenta o seu concerto para cravo em lá maior interpretado por 

Päivi Vesalainen, harpsichord
Mirva Laine, violin
Hanne Lund, violin
Kaisa Ruotsalainen, viola
Elina Mattila, violoncello

O Concerto para Cravo em Lá maior de Carlos Seixas  é uma das obras mais conhecidas do compositor português, que foi organista da Sé de Lisboa e deixou uma produção riquíssima, sobretudo para tecla.

  • 🎹 Forma e estilo: segue o modelo barroco do concerto, com três andamentos (rápido–lento–rápido), influenciado pelo concerto italiano (sobretudo Vivaldi e Scarlatti, que esteve em Lisboa e terá influenciado Seixas).

  • O cravo como protagonista: o instrumento não fica apenas a acompanhar, mas assume papel de destaque melódico, com passagens virtuosísticas, escalas e arpejos que mostram a habilidade de Seixas em escrever para tecla.

  • 🎼 O 1º andamento (Allegro): tem energia rítmica e um caráter luminoso, típico do barroco tardio. É construído sobre diálogos entre o cravo e a orquestra.

  • 🌙 O 2º andamento (Largo): mais expressivo, lírico, de caráter cantabile, explora a riqueza harmônica e o lado íntimo do instrumento.

  • 🔥 O 3º andamento (Allegro): volta ao brilho, com vitalidade dançante, bastante próximo de um concerto grosso vivaldiano, mas com colorido harmônico que denuncia a originalidade de Seixas.

  • Importância histórica: é um testemunho do que se fazia em Portugal no barroco tardio e mostra como Seixas estava em sintonia com a Europa musical do seu tempo. O concerto em Lá maior é uma das poucas obras concertantes suas que sobreviveram, pois grande parte da produção perdeu-se no terramoto de 1755.