- Em 1973 morreu em Zurique Otto Klemper um maestro e compositor alemão , um dos mais importantes do século XX, tinha nascido em Breslau a 14 de Maio de 1885
Aqui se apresenta a sua Merry waltz pela Stokowski's New Philharmonia
terça-feira, 6 de julho de 2010
6 de Julho
segunda-feira, 5 de julho de 2010
Joseph Holbrooke-TalsarnauValse de Concert Op.79
Aqui recordo o seu Talsarnau" Valse de Concert Op.79
A Valse de Concert, Op. 79 de Joseph Holbrooke é uma obra encantadora, mas pouco conhecida, que mostra a faceta mais lírica e virtuosa deste compositor britânico. Escrita para piano solo, é uma valsa de salão com ambições concertísticas, como o título indica — ou seja, mais elaborada que uma valsa típica de dança.
Aqui vão alguns pontos que a destacam:
Características Musicais
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Estilo romântico tardio: Rica em harmonia e com momentos de grande lirismo, a peça ecoa influências de compositores como Liszt e Chopin, embora com a assinatura peculiar de Holbrooke.
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Técnica pianística exigente: Há passagens de brilho virtuosístico, com rápidos arpejos, saltos, trilos e pedais bem trabalhados.
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Contrastes expressivos: Alterna momentos de delicadeza com outros de exuberância — típico de uma valse de concert, que busca mais expressão do que função dançante.
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Referência geográfica: O subtítulo “Talsarnau” possivelmente alude à vila galesa de mesmo nome, onde Holbrooke viveu. Isso pode indicar um tom afetivo ou evocativo, talvez uma homenagem à sua terra.
Contexto
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Holbrooke (1878–1958) é hoje um compositor de nicho, mas no seu tempo foi respeitado por suas obras ambiciosas — incluindo poemas sinfônicos, música de câmara e peças para piano.
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A Valse de Concert está entre as obras acessíveis ao público, tanto no conteúdo emocional quanto na forma.
domingo, 4 de julho de 2010
4 de Julho
- Em 1923 Vaughan Williams estreia no Kneller Hall a sua suite English Folk Song Suite para banda militar .
sábado, 3 de julho de 2010
Phiippe Gaubert-Nocturne et Allegro Scherzando
1879 nasceu em Cahors na França Philippe Gaubert um compositor e flautista e que viria a morrer em Paris a 8 de Julho de 1941 Foi um dos mais proeminentes músicos franceses entre as duas Guerras Mundiais.
De sua autoria a peça Nocturne et Allegro Scherzando cuja interpretação é de Adriana Ferreira na flauta e de Isolda Crespi Rubio no piano
Recital realizado no "Institut Franco-Portugais" em Lisboa.A "Nocturne et Allegro Scherzando" de Philippe Gaubert (1879–1941) é uma peça encantadora e exigente do repertório francês para flauta e piano. Composta em 1906, a obra é frequentemente escolhida por flautistas avançados e profissionais, tanto por sua beleza expressiva quanto pelo seu virtuosismo técnico.
Aqui está uma visão geral das duas partes:
Nocturne
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Caráter: Lírico, introspectivo, sonhador.
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Estilo: Fiel à tradição impressionista francesa (Debussy, Fauré, Ravel), com harmonias suaves e frases longas.
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Técnica: Requer controle de som e fraseado; uso do vibrato com expressividade refinada.
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Expressão: É onde a flauta "canta". Ideal para mostrar sensibilidade, legato e nuances dinâmicas.
🎵 Allegro Scherzando
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Caráter: Vivo, espirituoso e leve.
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Estilo: Brinca com o virtuosismo e o ritmo — o scherzando é literal: uma travessura sonora.
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Técnica: Desafia a articulação rápida, os saltos ágeis, e a clareza em passagens rápidas.
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Expressão: Requer precisão, leveza e brilho — sem perder o caráter lúdico.
✨ Considerações Musicais:
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É uma peça muito representativa do estilo francês de início do século XX, com foco na beleza tímbrica da flauta, nos contrastes de caráter e na elegância técnica.
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Embora seja uma peça de recital, também é usada em exames e concursos devido ao seu equilíbrio
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quinta-feira, 1 de julho de 2010
Bela Bartok-Piano concerto nº1 em mi menor
- Em 1927 a 1 de Julho, estreou-se no quinto Festival Internacional da International Society for Contemporary Music , em Frankfurt , com Bartók como solista e Wilhelm Furtwängler conductor o seu Piano concerto nº1 em mi menor.
O Concerto para Piano nº 1 em Mi menor, Sz. 83, BB 91, de Béla Bartók, é uma obra intensa, ousada e profundamente rítmica, composta em 1926, um ano que o próprio Bartók chamou de seu “ano pianístico”, quando voltou com força à composição para piano.
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É um concerto percussivo e vigoroso, onde o piano é quase tratado como um instrumento de percussão.
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O estilo é moderno, dissonante e rítmico, com forte influência da música folclórica da Europa Central e do Leste.
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O piano e a orquestra têm uma relação mais de combate do que de colaboração, contrastando com o modelo tradicional romântico de concerto.
O concerto tem três movimentos:
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Allegro moderato – Começa com um ataque quase primitivo, com destaque para o uso de instrumentos de percussão e a escrita percussiva do piano. As ideias musicais são motoras, ritmadas, e com nuances modernas e folclóricas ao mesmo tempo.
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Andante – Atmosférico, com uma orquestração mais rarefeita. Aqui, Bartók introduz uma sonoridade quase mística, com uso criativo das madeiras e percussão. O piano toca motivos fragmentados, distantes, em diálogo com as texturas.
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Allegro molto – Um final em estilo dançante, marcado por ritmos irregulares, mudanças de métrica e energia crescente. Lembra um pouco as danças camponesas húngaras estilizadas.
Orquestração
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Bartók usa um grupo orquestral relativamente pequeno, mas com uso proeminente e criativo da percussão, o que era incomum na época.
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A presença de duas baterias (instrumentos de percussão duplicados) é uma das marcas desse concerto, e reforça a ideia do piano como um instrumento rítmico.
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A estreia foi em Frankfurt, em 1927, com o próprio Bartók como solista.
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O concerto não teve uma recepção calorosa no início — muitos consideraram-no “áspero” e difícil de entender. Só com o tempo ganhou reconhecimento como uma obra-prima do século XX.
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A peça exige virtuosismo técnico e precisão rítmica tanto do pianista quanto da orquestra.
Em resumo
O Concerto nº 1 de Bartók é uma explosão de energia rítmica, com forte senso de modernidade e raízes profundas na tradição folclórica. Não é uma obra “agradável” no sentido romântico, mas sim desafiadora e visceral, feita para quem aprecia a ousadia da linguagem do século XX.
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