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domingo, 7 de setembro de 2025

Grieg-Piano concerto em lá menor op.16

O Concerto para piano em lá menor, Op. 16, de Edvard Grieg (1868) é uma das obras mais conhecidas do repertório romântico para piano e orquestra. Algumas notas importantes:
  • Primeira grande obra sinfónica de Grieg – Ele tinha apenas 24 anos quando a compôs, inspirado em parte pelo concerto de Schumann, também em lá menor. Grieg admirava Schumann e conhecia bem o estilo romântico alemão, mas já começa a imprimir sua própria identidade.

  • Virtuosismo e lirismo – O concerto equilibra trechos de brilhantismo pianístico (especialmente no primeiro movimento, com as cadências e acordes poderosos) com momentos de melodia delicada, típicos da tradição nórdica.

  • Temas nacionais – Embora não use citações folclóricas diretas, o concerto é permeado por ritmos e cores que evocam a música popular norueguesa, especialmente nas danças do último movimento. Essa fusão de tradição romântica europeia com identidade nacional foi marca do estilo de Grieg.

  • Estrutura:

    • I. Allegro molto moderato – abre com a célebre cascata de acordes do piano, seguida por um tema lírico e expansivo.

    • II. Adagio – lírico, em tom mais intimista, frequentemente descrito como uma canção da alma.

    • III. Allegro moderato molto e marcato – dançante e rítmico, com forte inspiração folclórica, concluindo em um clima de brilho e triunfo.

  • Recepção – Foi um sucesso desde a estreia e logo se tornou popular em toda a Europa. Pianistas como Liszt elogiaram a obra (Liszt chegou a ler a partitura e tocá-la à primeira vista, o que impressionou Grieg).

  • Legado – É o único concerto para piano que Grieg escreveu, mas permanece entre os mais executados até hoje, ao lado dos concertos de Tchaikovsky, Rachmaninov e Beethoven.

👉 Aqui interpretação é do grande Arthur Rubinstein     

sábado, 3 de abril de 2021

l,Mozart-Piano Concerto nº24 em dó menor K491

No ano de 1786 estreia-se no Burgtheater em Viena o Piano Concerto No. 24 em dó menor K. 491, de Mozart com o compositor como solista.

O Concerto para Piano nº 24 em dó menor, K. 491, de Mozart, é uma das suas obras mais dramáticas e inovadoras. Composto em 1786, durante o auge da sua produção operística, este concerto se destaca pelo seu tom sombrio e intensidade emocional, algo incomum para os concertos de piano da época.

Algumas características marcantes:

  • Uma das poucas obras em tom menor de Mozart, o que já sugere um caráter mais intenso e introspectivo.

  • Orquestração rica, incluindo clarinetes e fagotes, criando uma sonoridade mais profunda e densa.

  • Primeiro movimento (Allegro) começa com um tema sombrio e impetuoso, quase trágico, contrastando com a entrada mais delicada do piano.

  • Segundo movimento (Larghetto) oferece um respiro com uma melodia lírica e sublime, mas com uma beleza melancólica.

  • Terceiro movimento (Allegretto) é um tema e variações, onde a orquestra e o piano dialogam de forma quase teatral, reforçando a dramaticidade.

Este concerto foi uma das inspirações de Beethoven, que o admirava profundamente e pode ter influenciado o seu próprio Concerto para Piano nº 3

segunda-feira, 30 de maio de 2011

30 de Maio

  • Em 1912 nasceu a compositora e pianista Lydia AUSTER , que viria a morrer em Tallin a 3 de Abril de 1993.
Ouçamos o seu piano concerto op 18

Aqui a interpretação é de Arbo Valdma,  e Neeme Järvi, na direcção da Estonian State Symphony Orchestra

domingo, 3 de abril de 2011

3 de Abril

  • Em 1682 nasce Johann Valentin Rathgeber que foi um compositor alemão , organista e maestro da época barroca .

  • Seu pai, um organista, deu-lhe as primeiras aulas de musica . No início do século 18, começou a estudar na Universidade de Würzburg , inicialmente retórica, matemática e direito, mas depois emudou o rumo do estudo e continuou seus estudos em teologia.
    Seu primeiro cargo foi um educador no Hospital Júlio de Würzburg . Em 1707, ele assumiu o posto de músico de câmara e de abade da Abadia Banz, Kilian
  • Pouco tempo depois, juntou-se a Ordem Beneditina
Aqui o seu Concerto para Clarinete e cordas nº11 Op. 6

sábado, 3 de abril de 2010

3 de Abril

  • Em 1931 Paul Hindemith estreia o seu Concerto para metais e cordas.Aqui a interpretação é da Orchestra de Camera Radio si Romanian Brass
    dirijida por Adrian Petrescu

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Sibelius-Sinfonia nº4 em lá menor op.63


  • Em 1911 Jean Sibelius, estreia a sua Sinfonia nº 4 em lá menor op.63. Aqui a interpretação é da Swedisch Radio Symphony Orchestra sob a direcção de Esa-Pekka Salonen

A Sinfonia nº 4 em lá menor, op. 63, de Jean Sibelius, é uma das suas obras mais sombrias e introspectivas. Composta entre 1910 e 1911, reflete um período de grande turbulência na vida do compositor, tanto emocional quanto física—ele havia passado por uma cirurgia para remover um tumor na garganta, e essa experiência influenciou profundamente o caráter da obra.

  • Diferente das suas sinfonias anteriores, que possuíam um lirismo heróico e grandioso, a Quarta Sinfonia é austera, dissonante e melancólica. Ela evita os triunfos e as resoluções fáceis, explorando um mundo de incerteza e profundidade emocional.

    Algumas características marcantes:

    • Orquestração contida, sem o brilho típico de suas outras sinfonias.

    • Uso do trítono (conhecido como "o intervalo do diabo"), que confere um tom instável e inquietante.

    • Primeiro movimento ("Tempo molto moderato, quasi adagio") com uma atmosfera pesada e densa.

    • Segundo movimento ("Allegro molto vivace") mais irônico e sarcástico, mas sem aliviar a tensão.

    • Terceiro movimento ("Il tempo largo") de uma tristeza profunda, quase um lamento existencial.

    • Final ("Allegro") que não culmina num clímax triunfante, mas sim num desfecho incerto, praticamente um murmúrio resignado.

    Na época, a recepção da sinfonia foi dividida: alguns acharam a obra incompreensível, enquanto outros reconheceram sua genialidade. Hoje, é vista como uma das mais expressivas e honestas de Sibelius, um mergulho na alma do compositor e na fragilidade humana.