Melomanoteca

sexta-feira, 6 de agosto de 2021

Paganini-Violino concerto nº4

Ruggiero Ricci morreu em Palm Springs em 2012 foi um violinista ítalo-americano que se tornou famoso em especial por suas apresentações e gravações das obras de Niccolò Paganini. Ele nasceu em San Bruno, Califórnia. 

Morreu aos 94 anos de falência cardíaca

 Aqui interpreta de Paganini o Violin Concerto No 4 

O Concerto para Violino nº 4 em Ré menor, Op. 6 de Niccolò Paganini é uma obra menos conhecida que os seus concertos nº1 e nº2, mas não menos fascinante. Composto por volta de 1829–1830, já numa fase madura da sua carreira, este concerto combina a virtuosidade extrema característica de Paganini com uma musicalidade mais refinada e, em certo sentido, mais sombreada e dramática.

Como seria de esperar de Paganini, o concerto exige um domínio técnico assombroso:

  • uso intenso de harmônicos,

  • pizzicati da mão esquerda,

  • mudanças rápidas de posição,

  • saltos amplos,

  • passagens em terças, décimas e duplo staccato.
    É claramente escrito por um virtuose para si próprio – uma vitrine de gênio violinístico.

Estrutura

O concerto segue a forma tradicional em três movimentos:

  1. Allegro maestoso – de forte carácter dramático, com um diálogo intenso entre o solista e a orquestra. Começa com uma introdução orquestral poderosa, que abre caminho para uma parte solista cheia de contraste e cor.

  2. Adagio flebile con sentimento – o movimento lento é lírico, expressivo, quase vocal, com momentos que lembram árias italianas. O título "flebile" (lamentoso) sugere uma melancolia íntima.

  3. Rondo galante: Andantino gaio – de carácter mais leve e galante, quase dançante, oferece espaço para mais exibições técnicas, mas com espírito mais gracioso e elegante.

Estilo e Emoção

Comparado aos primeiros concertos, o nº 4 tem um tom mais sério e nobre, com maior sofisticação harmónica e orquestração mais rica. Há menos efeito gratuito e mais profundidade emocional – talvez um Paganini mais maduro, mais ciente da expressividade além da técnica.     

Luís Maia à(s) 17:45 Sem comentários:
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quinta-feira, 29 de julho de 2021

Dvorak-String quartet nº.10 em mi bemol maior op.51"Eslava

Em 1879 a 29 de Julho, Antonin Dvorák estreia em Berlim o seu String Quartet nº10 em mi bemol maior Op. 51, interpretado pelo STAMITZ QUARTET. Bohuslav Matousek, violin I. Josef Kekula, violin II. Jan Peruska, viola. Vladimir Leixner, cello.

O Quarteto de Cordas nº 10 em mi bemol maior, op. 51, conhecido como “Eslavo” (Slavonic), de Antonín Dvořák, é uma obra marcante por sua expressividade lírica e pelo colorido folclórico eslavo que permeia os seus movimentos. 

Foi composto em 1879, a pedido do violinista Jean Becker, do famoso Florentine Quartet, que solicitou a Dvořák um quarteto com um "caráter eslavo".

O que mais chama atenção nesta obra:

  • Identidade nacional:
    Dvořák integra com maestria elementos da música tradicional eslava — danças, modos, ritmos e melodias — sem recorrer diretamente a temas folclóricos. Ele os recria com originalidade dentro da estrutura clássica do quarteto.

  • Estrutura dos movimentos:

    1. Allegro ma non troppo:
      Um movimento inicial fluido e rítmico, com temas cantáveis e um caráter pastoral. O uso de síncopas e escalas modais reforça o espírito eslavo.

    2. Dumka: Andante con moto:
      Um dos pontos altos. A dumka é uma forma típica da música eslava que alterna trechos melancólicos com seções dançantes. Dvořák aqui mostra grande sensibilidade lírica e contrastes emocionais.

    3. Romanza: Andante con moto:
      Este movimento traz uma ternura íntima, quase uma canção de embalar. Há uma beleza serena, com momentos de suave tensão harmônica.

    4. Finale: Allegro assai:
      Uma dança cheia de energia, inspirada em formas como a skočná (dança saltitante tcheca). O movimento é virtuoso, leve, e cheio de vitalidade.

O Quarteto Eslavo op. 51 é uma das obras-primas do repertório de câmara do século XIX. Une técnica refinada, melodias inesquecíveis e uma profunda ligação à terra natal do compositor. É um exemplo brilhante de como Dvořák conseguiu fundir a tradição clássica vienense com a alma do povo eslavo..

Luís Maia à(s) 16:12 Sem comentários:
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domingo, 18 de julho de 2021

18 de Julho

Em 1920 Nikolai Miaskovsky estreia a sua Sinfonia nº5 em rá maior op.18
Luís Maia à(s) 13:30 Sem comentários:
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sexta-feira, 2 de julho de 2021

2 de Julho

Em 1900 estreia em Helsinquia da segunda versão do poema sinfónico Finlandia op.25 de Sibelius sob direcção de Robert Kajanus A primeira versão foi escrita em 1899 . A peça foi composta para as celebrações da imprensa de 1899, um protesto contra a crescente censura do Impéruo Russo como a última de sete peças, cada uma acompanhada de um folheto com episódios da história da Finlândia.
Luís Maia à(s) 16:54 Sem comentários:
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sábado, 26 de junho de 2021

Mozart-Sinfonia nº39 em mi bemol maior K543

Em 1788 Mozart termina em Viena a sua Sinfonia nº 39 em mi bemol maior K543. Sinfonia 39 é o primeiro de um conjunto de três que Mozart compôs em rápida sucessão durante o verão de 1788 pois a N º40 foi concluída 25 de Julho e n º41 de 10 de Agosto. 

a Sinfonia nº 39 em Mi bemol maior, K. 543, do Wolfgang Amadeus Mozart, é uma das grandes obras-primas do período clássico e faz parte da trilogia final que ele compôs no verão de 1788 (junto com a nº 40 e a nº 41 "Júpiter"). Eis alguns pontos que a tornam especial:

🎼 Data e contexto:
Mozart compôs a Sinfonia nº 39 em junho/julho de 1788, num momento difícil da sua vida pessoal e financeira — mas a música transborda luz, energia e sofisticação.

🎼 Orquestração inovadora:
Esta sinfonia é famosa por não ter oboés. Em vez disso, Mozart dá destaque às clarinetes, que trazem uma sonoridade mais suave e calorosa. Ele equilibra muito bem as madeiras, metais e cordas, criando um colorido único.

🎼 A tonalidade (Mi♭ maior):
A escolha de Mi bemol maior dá um caráter nobre, caloroso e até heroico, que lembra as grandes sinfonias que Beethoven escreveria depois.

🎼 Andamentos marcantes:

  1. Adagio — Allegro: uma introdução majestosa, seguida de um allegro animado e cheio de vivacidade.

  2. Andante con moto: um segundo movimento elegante e com passagens muito líricas.

  3. Menuetto (Allegretto): um minueto dançante, com um trio cheio de charme.

  4. Allegro: o final cheio de alegria e ritmo contagiante que fecha a sinfonia com energia.

🎼 O que a torna especial:
Esse equilíbrio entre força e doçura, entre passagens festivas e outras introspectivas, faz da Sinfonia nº 39 um exemplo da maturidade de Mozart como sinfonista. Ela soa moderna e cheia de contrastes, preparando o caminho para as sinfonias românticas que viriam a seguir.


Parece ser impossível determinar a data de estreia da Sinfonia 39, com base em evidências atualmente disponíveis, na verdade, não se pode determinar a data da estreia ou msmo se a sinfonia terá sido foi executada ao longo da vida do compositor.
Luís Maia à(s) 23:00 Sem comentários:
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terça-feira, 15 de junho de 2021

2 de Junho

A primeira apresentação em 2 de junho  de 1914, em Pavlovsk foi conduzida por AP Aslanov; o maestro ficou emocionado com a música e posteriormente pediu a partitura da terceira sinfonia .

Os primeiros esboços para esta sinfonia foram escritos na época dos estudos de Myaskovsky em São Petersburgo em fevereiro de 1908. 

No verão seguinte, ele escreveu a partitura para piano, e nos dias primeiro, nono e vinte e sete de julho, os movimentos foram finalizados

 Em setembro ele terminou a orquestração . Nesse período inicial de composição, Myaskovsky percebeu seu talento e entusiasmo pela sinfonia como gênero, mas não teve coragem de mostrar seu trabalho a seu professor de composição, Anatoly Lyadov.

mostrou, junto com seu amigo e colega estudante Sergei Prokofiev, a Alexander Glazunov, que lhe concedeu uma bolsa de estudos imediatamente.

 Em 1921, Myaskovsky revisou a sinfonia e publicou esta versão revisada em 1929.

 Em 1931, uma versão para piano a quatro mãos foi publicada.
Luís Maia à(s) 16:06 Sem comentários:
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sexta-feira, 11 de junho de 2021

Richard Strauss-Uma Sinfonia Alpina Op. 64

Richard Georg Strauss nasceu em Munique a 11 de Junho de 1864 e viria morrer em Garmisch-Partenkirchen a 8 de Setembro de 1949, foi um compositor e maestro alemão.

 É considerado um dos mais destacados representantes da música entre o final da Era Romântica e o início da Idade Moderna. 

 Uma Sinfonia Alpina, Op. 64, é um grande poema sinfónico composto por Richard Strauss entre 1911 e 1915. 

 O programa ilustra uma excursão de um dia subindo os Alpes Bávaros, recordando na magistral orquestração a experiência duma escalada realizada pelo próprio compositor quando ele tinha catorze anos.

  • Não é uma sinfonia tradicional em quatro movimentos. Em vez disso, trata-se de um único movimento dividido em 22 seções contínuas, cada uma com um título que narra uma jornada pela montanha: desde a partida antes do amanhecer, passando por florestas, pastagens, glaciares, o ápice da subida, a tempestade, e por fim, o retorno ao entardecer.

  • É escrita para uma orquestra colossal: inclui órgão, harpa dupla, percussão abundante (incluindo máquina de vento e trovão), instrumentos fora do palco e efeitos sonoros naturalistas.

  • Strauss explora todos os recursos da orquestra moderna, com combinações timbrísticas ricas e detalhadas

  • Embora seja literalmente uma jornada alpina, a obra também pode ser lida como uma metáfora filosófica para a ascensão, o desafio humano frente à natureza, e até mesmo um comentário sobre o ciclo da vida e da morte.

  • Influências de Nietzsche, especialmente do texto “Além do Bem e do Mal” e “Assim Falava Zaratustra”, são sugeridas, embora Strauss não tenha afirmado um programa metafísico explícito.

  • Musicalmente, está entre o tardo-romantismo e o modernismo: tonalidade expandida, cromatismo ousado, mas ainda sem abandonar completamente o sistema tonal


  • A obra foi composta durante os primeiros anos da Primeira Guerra Mundial, embora não trate diretamente do conflito.

 

Luís Maia à(s) 15:21 Sem comentários:
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quinta-feira, 10 de junho de 2021

Mahler-Sinfonia nº03 em ré menor

No ano de 1902 Gustav Mahler estreia no Festival de Allgemeiner Deutsche Musikverein na Alemanha a sua 3ª Sinfonia conduzindo ele a orquestra.

A Sinfonia nº 3 em ré menor de Gustav Mahler é uma das obras sinfónicas mais monumentais já compostas — em duração, ambição e profundidade filosófica. Composta entre 1893 e 1896, ela representa uma das fases mais visionárias de Mahler, onde ele tenta, literalmente, "conter o mundo inteiro numa sinfonia", como ele próprio disse.

A sinfonia é dividida em seis movimentos, embora Mahler originalmente planejasse sete. Cada movimento explora um aspecto da natureza ou da existência:

  1. Kräftig. Entschieden ("Vigoroso. Decidido")
    — Representa o despertar da natureza após o inverno. É colossal, com cerca de 30 a 35 minutos, e inicia com uma marcha que evoca algo arcaico e mitológico. Tem tons dionisíacos, quase primitivos.

  2. Tempo di Menuetto
    — Evoca o florescer da natureza, mais leve e gracioso, com forte influência do estilo ländler (dança popular austríaca).

  3. Comodo. Scherzando
    — Representa os animais da floresta, com uso inventivo da orquestra e até de um poste de vaca (cuco). Aqui, Mahler flerta com o humor e a sátira.

  4. Sehr langsam. Misterioso (mezzo-soprano solo, texto de Also sprach Zarathustra, de Nietzsche)
    — Um mergulho filosófico: a voz da humanidade, a consciência reflexiva.

  5. Lustig im Tempo und keck im Ausdruck
    — Coral de vozes femininas e infantis, com texto de Des Knaben Wunderhorn (O Menino Encantado). Representa os anjos e a alegria celestial.

  6. Langsam. Ruhevoll. Empfunden
    — Um dos adagios mais sublimes do repertório sinfônico. Trata-se do amor divino, ou do amor universal. Fecha a sinfonia com profunda espiritualidade e lirismo.

  • A sinfonia pode durar cerca de 1h40 a 1h50 em execução.

  • Mahler chegou a nomear cada movimento com títulos descritivos como “O que me dizem as flores do campo”, “O que me dizem os anjos” etc., mas depois retirou os títulos, achando-os limitadores.

  • É uma sinfonia existencial: Mahler tenta representar o universo, da matéria bruta até o amor divino.

.    

Luís Maia à(s) 16:01 Sem comentários:
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segunda-feira, 7 de junho de 2021

Mahler-Symphony No 10 (Mvt 1: Adagio)

Luís Maia à(s) 17:19 Sem comentários:
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domingo, 6 de junho de 2021

6 de Junho

Em 1943 Dimitri Shostakovich estreia em Moscovo o seu Piano Sonata No. 2 op.61

 A Sonata para Piano nº 2 em Si menor, op. 61 de Dmitri Shostakovich foi a última de suas sonatas para piano solo . Foi sua primeira composição para piano desde os 24 Prelúdios , op. 34 de 1933 e sua segunda tentativa de compor uma sonata para piano na tonalidade de si menor. John Jonas Gruen disse que não havia "nada obscuro ou tecnicamente impenetrável" na Sonata para Piano nº 2, mas que "algo inquietante - algo ligeiramente obsessivo - emerge de sua estrutura aparentemente simples".
Luís Maia à(s) 17:41 Sem comentários:
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sexta-feira, 28 de maio de 2021

28 de Maio

em 1966 Dmitri Shostakovich estreia em Leninegrado, interpretado pelo Bethoven Quartet a String Quartet No. 11 em fá menor.
Luís Maia à(s) 17:00 Sem comentários:
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segunda-feira, 24 de maio de 2021

24 de Maio

Sir Edward Elgar estreou em Londres no Festival Musical Londres, no Queen's Hall a a sua Sinfonia nº 2 em mi maior op.63. Conduzindo o próprio a orquestra
Luís Maia à(s) 16:50 Sem comentários:
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Beethoven Violin Sonata No 9 In A Major, Op 47 Kreutzer-Adagio Sostenuto...

Luís Maia à(s) 16:40 Sem comentários:
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Beethoven-Violino Sonata Nº 09 em lá menor op.47 Kreutze

Em 1893 a 24 de Maio, Beethoven estreia em Viena o seu Violino Sonata No. 9 em lá menor op.47 a Sonata Kreutzer, com o violinista George Bridgetower e Beethoven no piano como solistas

Aqui estão alguns pontos de destaque sobre a obra:

🎻 Dimensão e virtuosismo: Esta sonata é conhecida por sua grande escala e dificuldade técnica, tanto para o violino quanto para o piano. O primeiro movimento, por exemplo, apresenta uma introdução lenta e dramática, seguida de um Presto eletrizante, cheio de contrastes e tensões.

🎶 Três movimentos:

  1. Adagio sostenuto – Presto: Um dos movimentos mais famosos, com uma introdução lenta seguida por um Presto impetuoso e enérgico.

  2. Andante con variazioni: Um movimento lírico com um tema simples e belas variações, explorando a expressividade do violino e do piano.

  3. Finale (Presto): Um rondó enérgico e alegre que conclui a sonata com grande virtuosismo.

  4. A Sonata Kreutzer é admirada pela sua riqueza emocional e técnica, sendo frequentemente interpretada por grandes violinistas e pianistas em recitais. Tolstói inspirou-se nesta obra para escrever a sua novela “A Sonata a Kreutzer”, que explora temas de ciúme e paixão. 

Luís Maia à(s) 16:37 Sem comentários:
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sábado, 22 de maio de 2021

Mendelssohn-St Paul Oratório

São Paulo (em alemão Paulus ), op. 36, é um oratório de Felix Mendelssohn . O compositor supervisionou as versões e apresentações em alemão e inglês poucos meses após a conclusão da música no início de 1836.

  • O compositor supervisionou versões e apresentações em alemão e inglês meses após a conclusão da música no início de 1836.

  •  O libreto "após as palavras da sagrada escritura" foi iniciado em 1832. O compositor com o pastor Julius Schubring , amigo de infância, compilou passagens do Novo Testamento , principalmente os Atos dos Apóstolos , e do Antigo , bem como os textos dos corais e hinos, de forma poliglota segundo o modelo de Bach

  •  A composição da música começou em 1834 e foi concluída no início de 1836. A obra foi estreada em 22 de maio de 1836 (tendo sido concluída em abril daquele ano ) no Festival de Música do Baixo Reno em Düsseldorf .

  • A estréia em inglês foi

A obra foi estreada em 22 de maio de 1836 (tendo sido concluída em abril daquele ano  no Festival de Música do Baixo Reno em Düsseldorf . A estreia em inglês foi em Liverpool em 3 de outubro de 1836, numa tradução do amigo de Mendelssohn, Karl Klingermann. Contralto Mary Shaw foi uma das solistas da estreia na Inglaterra. 

Durante a vida de Mendelssohn, São Paulo foi uma obra popular e executada com frequência. Hoje é apresentado regularmente na Alemanha e bem divulgado em ambas as línguas originais por meio de uma série de gravações completa


Luís Maia à(s) 15:14 Sem comentários:
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quinta-feira, 13 de maio de 2021

Mendelssohn-Sinfonia nº4 em lá maior"Italiana"

Em 1833 a 13 de Maio,  Mendelssohn estreia em Londres a sua Sinfonia. Nº4 em lá maior op.90 ,com direcção do próprio compositor.

é uma das obras mais vibrantes e populares do compositor. É conhecida como a "Sinfonia Italiana", pois foi inspirada na viagem que Mendelssohn fez à Itália por volta de 1830. Ele próprio a descreveu como a sua "obra mais alegre".

  • Ele ficou encantado com a luz, a arte, o clima e a música popular italiana, especialmente com as danças folclóricas.

A obra segue o modelo clássico em quatro movimentos:

  1. Allegro vivace
    Um movimento cheio de energia e luminosidade, com temas que evocam o calor e a vitalidade do sul da Itália. É imediatamente cativante.

  2. Andante con moto
    Mais introspectivo, tem um caráter quase de procissão religiosa — acredita-se que Mendelssohn se inspirou em uma procissão napolitana.

  3. Con moto moderato
    Um elegante minueto com um trio mais dançante, lembrando os salões aristocráticos.

  4. Saltarello: Presto
    Inspirado na dança folclórica italiana chamada saltarello (semelhante à tarantela), esse movimento final é elétrico e frenético, terminando a sinfonia com brilho e movimento.

  • Embora tenha sido muito bem recebida, Mendelssohn nunca ficou totalmente satisfeito com a obra e nunca publicou a versão final durante sua vida.

  • O apelido “Italiana” não é oficial, mas é universalmente aceito e descritivo.

  • É frequentemente tocada ao lado da Sinfonia nº 3 “Escocesa”, outra obra de Mendelssohn baseada em uma viagem, neste caso à Escócia.

 

Luís Maia à(s) 15:40 Sem comentários:
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segunda-feira, 3 de maio de 2021

4 de Maio

A presidente do Conservatório Nacional de Música de Nova York, Jeannette Thurber , pediu a Dvorak que escrevesse uma cantata para marcar o 400º aniversário da descoberta da América por Colombo (outubro de 1892); 

Esse também seria o trabalho que apresentaria Dvorak ao público de Nova York. 

Antes da partida do compositor para a América, ela enviou-lhe um poema patriótico de Joseph Rodman Drake intitulado The American Flag , no qual o compositor deveria basear sua obra. No entanto, o texto chegou tarde demais (Dvorak já estava trabalhando em uma alternativa àquela altura, a cantata Te Deum), e ele teve que escrever The American Flag seis semanas antes de sua partida. 

Era óbvio que ele não terminaria a peça antes do início das comemorações. Começou a escrever o esboço da peça em casa e concluiu a partitura em Nova York, em janeiro do ano seguinte. A bandeira americana raramente é apresentada. O próprio compositor nunca ouviu sua obra; já estava de volta a Praga na época de sua estreia em Nova York, em 4 de maio de 1895. Teve a partitura publicada com a editora nova-iorquina Schirmer e, até onde sabemos, nunca procurou que a obra fosse executada em seu país . A primeira execução da peça em solo checo (e europeu) ocorreu muito depois da morte do compositor, em Praga, em 2 de maio de 1931.
Luís Maia à(s) 15:44 Sem comentários:
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sexta-feira, 30 de abril de 2021

Berlioz-Te Deum

O Te Deum de Berlioz foi originalmente concebido como o clímax de uma grande sinfonia comemorando Napoleão Bonaparte. 

O trabalho final foi dedicado a Albert, Principe Consorte, marido da rainha Victoria.

 Parte do material usado por Berlioz na obra foi originalmente escrito para Messe Solennelle de 1824, que foi destruído pelo compositor, mas redescoberto em 1991. 

O Te Deum de Hector Berlioz é uma obra monumental, impressionante tanto pela sua grandiosidade quanto pela sua intensidade emocional e espiritual. 

Esta peça é uma das maiores do repertório coral-orquestral do século XIX — um verdadeiro colosso romântico.

Aqui estão alguns pontos importantes sobre a obra:

1. Escala monumental

  • Berlioz escreveu o Te Deum para três coros, orquestra ampliada e órgão, além de um tenor solo.

  • Pode envolver mais de 400 músicos quando executada conforme sua visão original.

  • O efeito sonoro é grandioso, quase arquitetônico, e lembra o estilo de seu Requiem (Grande Messe des Morts), com o qual compartilha afinidade.

2. Estrutura

  • A obra é dividida em seis seções, cada uma correspondendo a partes do hino litúrgico Te Deum laudamus.

  • O movimento final, Judex crederis, é particularmente célebre por sua força quase apocalíptica.

  • O quarto movimento, Tibi omnes, é frequentemente apontado como um dos mais belos, com sua serena e majestosa construção harmônica.

  • Embora inspirado por motivos religiosos, o Te Deum de Berlioz foi também pensado como celebração de grandes eventos públicos e triunfos nacionais (Berlioz o dedicou ao príncipe Napoleão).

  • Ele une espiritualidade e espetáculo, o que o torna uma peça única no repertório sacro.

  • Orquestração riquíssima e inovadora.

  • Uso dramático do silêncio e dos contrastes dinâmicos.

  • Harmonia ousada e expressiva, servindo a uma visão quase cinematográfica da fé e do louvor.


 A primeira apresentação da obra foi em 30 de abril de 1855, no Igreja de Saint-Eustache, Paris
Luís Maia à(s) 12:28 Sem comentários:
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quinta-feira, 29 de abril de 2021

29 de Abril

Nikolai Myaskovsky escreveu sua Sinfonia No. 9 em Mi menor , op. 28, entre 1926 e 1927. Foi dedicado a Nikolai Malko . 

 A sinfonia está em quatro movimentos : 
 Andante sostenuto (mi menor)
Presto ( L ♯ menor ) 
Lento molto ( F ♯ menor ) 
Allegro con grazia ( mi maior ) 

 A nona e a décima sinfonias foram estreadas em 29 de abril de 1928, a nona estreou sob a direção de Konstantin Saradzhev . (A décima foi estreada pela orquestra sem maestro Persimfans .)

 A sinfonia foi um sucesso, esteja ou não entre as obras mais significativas do compositor. Myaskovsky o chamou desde o início de "Intermezzo sinfônico" e até a décima sinfonia começou a atribuir mais significado quase ao mesmo tempo. O compositor ficou, no entanto, muito contente com este trabalho, na sua opinião foi o seu primeiro trabalho "para orquestras facilmente executáveis ​​e praticáveis ​​

. Nikolai Malko, que havia estreado sua 5ª sinfonia , foi a quem o maestro  dedicou esta sinfonia
Luís Maia à(s) 17:36 Sem comentários:
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quarta-feira, 28 de abril de 2021

28 de Abril

Kullervo , op. 7, é uma suíte de movimentos sinfônicos do compositor finlandês Jean Sibelius . 

Muitas vezes é referido como uma sinfonia coral. O terceiro e o quinto movimentos fazem uso de um coro masculino. A terceira, autorizada pelo compositor para execução como obra independente, também convoca dois solistas, um barítono e um mezzo-soprano. 

Baseado no personagem de Kullervo no poema épico Kalevala de Elias Lönnrot e usando textos desse poema, a obra estreou com aclamação da crítica em 28 de abril de 1892 com Emmy Achté e o compositor Abraham Ojanperä como solistas e  compositor que regeu o coro e orquestra do Helsinki Orchestra Society , que foi fundada naquele ano.
Luís Maia à(s) 17:42 Sem comentários:
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segunda-feira, 26 de abril de 2021

26 de Abril

Em 1915 Paul Hindemith estreia no Hoch's Conservatory in Frankfurt. o seu String Quartet No. 1 in C, Op. 2,
Luís Maia à(s) 16:13 Sem comentários:
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sábado, 24 de abril de 2021

Beethoven-Sinfonia Nº2 em ré maior op.36,-1 mov-Adagio molto - Allegro con brio

Luís Maia à(s) 14:59 Sem comentários:
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quinta-feira, 22 de abril de 2021

22 de Abril

Em 1961 Alberto Ginastera estreia o seu Piano Concerto op 28 em n Washington, D.C.
Luís Maia à(s) 17:55 Sem comentários:
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terça-feira, 20 de abril de 2021

Miaskovsky-Violino Concerto em ré menor op.44

Em 1881 nasceu em Novogeorgievsk o compositor russo Nikolai MIASKOVSKY que viria a ser professor de Rimsky-Korsakov. morreu em de 8 de Agosto de 1950.

 o Concerto para Violino em Ré menor, Op. 44, de Nikolai Miaskovsky (1881–1950) — uma obra menos conhecida, mas absolutamente encantadora do repertório do século XX.

  • Composto: 1944

  • Estilo: Romântico tardio / início do moderno soviético

  • Duração: Cerca de 28–30 minutos

  • Movimentos:

    1. Andante – Allegro energico

    2. Andante con moto

    3. Allegro giocoso

Miaskovsky compôs este concerto durante a Segunda Guerra Mundial, numa altura de grande tensão, mas a obra revela uma leveza melódica e uma nostalgia lírica surpreendentes. Foi escrita para o famoso violinista soviético David Oistrakh, que a estreou em 1945.

Apesar de Miaskovsky ser conhecido mais pelas suas sinfonias (escreveu 27!), o Concerto para Violino destaca-se pelo seu lirismo caloroso, até pastoral por momentos, e por não seguir uma linha de virtuosismo brilhante como outros concertos do género — é mais introspectivo e expressivo.

  • 1.º movimento: Começa de forma lenta e contemplativa, mas logo ganha impulso com um allegro enérgico. A escrita para violino é cantabile, quase vocal, com frases longas e emotivas.

  • 2.º movimento: Um andante comovente, profundo, quase como uma canção russa cheia de saudade. É o coração emocional da obra.

  • 3.º movimento: Surge como um final alegre, dançante, com ritmos vivos, referências ao folclore e um espírito otimista — bastante contrastante com o segundo.

 

Luís Maia à(s) 15:53 Sem comentários:
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segunda-feira, 19 de abril de 2021

Alban Berg-Violin concerto

O Concerto para Violino de Alban Berg foi escrito em 1935 (a partitura é datada de 11 de agosto de 1935). 
Berg compô-lo  por encomenda de Louis Krasner , e se tornou o último trabalho que ele concluiu. 
Krasner interpretou a parte solo em estreia no Palau de la Música Catalana , Barcelona , a 19 de abril de 1936, após a morte do compositor.

O título é "Concerto para Violino: À memória de um anjo",
É dedicado à memória de Manon Gropius, filha de Alma Mahler (viúva de Gustav Mahler) e do arquiteto Walter Gropius. Manon morreu aos 18 anos de poliomielite, e Berg ficou profundamente tocado pela sua morte.

Berg pertence à Segunda Escola de Viena, e o concerto combina:

  • atonalidade e dodecafonismo (como era típico da escola de Schoenberg),

  • com elementos tonais, especialmente no final.

Apesar de usar a técnica dodecafónica (com série de 12 sons), ele consegue preservar uma grande expressividade lírica — quase romântica.

A peça tem dois andamentos, mas cada um com subdivisões internas:

  1. Primeira parte: vida de Manon — um retrato do mundo juvenil, com danças folclóricas e uma escrita luminosa.

  2. Segunda parte: morte e transfiguração — começa com tons sombrios, culmina numa citação do coral de Bach “Es ist genug” (É suficiente), um momento de profunda espiritualidade.

O concerto é uma meditação sobre a vida e a morte, não só de Manon, mas talvez também de Berg — ele morreria pouco depois, em 1935, sem ouvir a estreia da obra.

Luís Maia à(s) 15:29 Sem comentários:
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19 de Abril

O Quarteto de Cordas foi o primeiro sucesso público de Franck durante sua vida. Franck, conhecido como um compositor de florescimento tardio, atraiu pouca atenção do público. 

Até mesmo a Sinfonia Ré menor e o Prélude, Aria et Final , cuja reputação está bem estabelecida hoje, foram desastrosamente estreados. 

 No entanto, ele nunca cedeu ao gosto do público francês da época e nunca deixou de perseguir seu ideal de música, gradualmente atraindo o interesse do público e também de profissionais por meio de obras-primas como sua sonata para violino. Finalmente, em 19 de abril de 1890, no concerto da Société Nationale de Musique na Salle Pleyel, a estreia desta obra foi recebida com aplausos estrondosos.
Luís Maia à(s) 15:19 Sem comentários:
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domingo, 18 de abril de 2021

Rachmaninov-The isle ot the dead

No ano de 1909 a 18 de Abril,  Rachmaninoff estreia The Isle of the Dead 


he Isle of the Dead, Op. 29 é uma obra orquestral poderosa, sombria e profundamente evocativa — composta em 1908, depois de o compositor ter visto uma reprodução da pintura homônima de Arnold Böcklin.

Logo de início, o compasso 5/8 dá uma sensação de balanço irregular, como se fosse o movimento de um barco a remar silenciosamente em direção à ilha — uma travessia fúnebre, inevitável. A peça inteira tem esse ar de mistério pesado, quase hipnótico. E o modo como Rachmaninoff insere o Dies Irae (o tema medieval da morte) em meio ao tecido orquestral... é simplesmente genial.

Dá para sentir o peso existencial da música — uma meditação sobre a morte, sim, mas também sobre o destino, o tempo e o silêncio do fim. Há momentos em que a música cresce numa angústia quase insuportável, mas nunca se entrega ao desespero — é como se resignasse, com um tipo de beleza trágica. 

Estrutura geral da obra:

A peça dura cerca de 20 minutos e pode ser dividida em três grandes seções (alguns estudiosos propõem cinco, dependendo do nível de detalhe), com um crescendo dramático no meio e um retorno à quietude no fim.

I. Introdução – a travessia (Adagio, 5/8)

  • A música começa quase como se viesse de muito longe, com um ostinato em 5/8 que imita o som dos remos na água.

  • A ambiência é enevoada, espectral, lenta.

  • Essa seção estabelece o clima da travessia, o som do rio Estige, talvez — como se a alma fosse conduzida à ilha dos mortos.

II. Desenvolvimento – conflito e clímax (Allegro molto, 4/4)

  • A tensão cresce aos poucos.

  • O tema do Dies Irae aparece e começa a dominar — primeiro de forma sutil, depois mais clara.

  • É como se estivéssemos testemunhando uma batalha interna da alma, uma resistência à morte, um confronto entre forças de vida e morte.

  • O clímax é poderoso, denso e sombrio — com todos os metais em peso e as cordas agitadas.

III. Conclusão – resignação e silêncio (Adagio, 5/8)

  • A música retorna ao ritmo inicial dos remos.

  • Mas agora o ambiente é mais calmo, resignado.

  • O Dies Irae retorna mais suavemente, quase como uma lembrança.

  • Aos poucos, a música se desfaz em silêncio — como se a barca tivesse chegado à ilha, e tudo terminasse numa aceitação do destino.

   

Luís Maia à(s) 17:09 Sem comentários:
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quarta-feira, 14 de abril de 2021

Handel-Messias

Em 1759 a 14 de Abrik morre em Londres Handel compositor barroco alemão 

 Aqui pode ouvir-se o Messias

O Messias" de George Frideric Handel é uma das obras mais célebres da música clássica ocidental — um oratório monumental que mistura música e fé de forma sublime.

O que é o Messias?

É um oratório sacro composto por Handel em 1741, com libreto (texto) de Charles Jennens, retirado de trechos da Bíblia King James. A obra foi composta em apenas 24 dias — um feito notável, dado seu tamanho e complexidade. Foi estreada em 1742, em Dublin, como um concerto beneficente.


Estrutura da Obra

O oratório é dividido em três partes, como se fosse uma narrativa musical da vida de Cristo:

  1. Parte I – Profecias do Antigo Testamento e o nascimento de Jesus.

    • Contém o famoso “For unto us a child is born”.

  2. Parte II – Paixão, morte, ressurreição e ascensão.

    • Inclui o icônico “Hallelujah”, o coro mais famoso da obra.

  3. Parte III – Vitória sobre a morte, juízo final e redenção eterna.

    • Destaque para o belíssimo “I know that my Redeemer liveth”.


Por que é tão importante?

  • É universal: embora seja cristã, toca temas como esperança, sofrimento e redenção — que falam à alma humana.

  • A música é dramaticamente expressiva: Handel usa recursos como recitativos, árias e coros para intensificar a emoção.

  • O coro “Hallelujah” é tão poderoso que, reza a lenda, o Rei George II ficou de pé ao ouvi-lo pela primeira vez — e por tradição, o público ainda hoje se levanta nessa parte.


Curiosidades

  • Handel era alemão, naturalizado britânico.

  • Ele escreveu Messias num momento de crise pessoal e artística, e a obra marcou uma virada em sua vida.

  • Embora seja hoje ligada ao Natal, Messias foi inicialmente pensado para o período da Páscoa.

 

Luís Maia à(s) 15:43 Sem comentários:
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domingo, 11 de abril de 2021

11 de Abril

A Paixão segundo Mateus BWV 244 (em latim: Passio Domini nostri Jesu Christi secundum Evangelistam Matthaeum; em alemão: Matthäus-Passion), mais conhecida em países católicos como Paixão segundo São Mateus, é um oratório de Johann Sebastian Bach, que representa o sofrimento e a morte de Cristo segundo o Evangelho de Mateus, com libreto de Picander (Christian Friedrich Henrici). Com uma duração de mais de duas horas e meia (em algumas interpretações, mais de três horas) é a obra mais extensa do compositor. Trata-se, sem dúvida alguma, de uma das obras mais importantes de Bach e uma das obras-primas da música ocidental. Esta e a Paixão segundo São João são as únicas Paixões autênticas do compositor conservadas em sua totalidade. A Paixão segundo Mateus consta de duas grandes partes constituídas de 68 números, em que se alternam coros, corais, recitativos, ariosos e árias. A obra foi apresentada pela primeira vez na Sexta-feira da Paixão de 1727 ou na Sexta-feira da Paixão de 1729 na Thomaskirche (Igreja de São Tomás) em Leipzig, onde Bach era o Kantor.
Luís Maia à(s) 15:40 Sem comentários:
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11 de Abril

Em 1814 Beethoven estreou em Viena o sei Piano trio nº7 em sibemol maior op.97 "Arquiduque". A primeira apresentação pública foi feita pelo próprio Beethoven, Schuppanzigh Ignaz (violinista) e Josef Linke (violoncelista), no hotel vienense "Römischen Zum Kaiser" É comumente referido como o Trio Arquiduque, porque foi dedicado ao pianista amador e estudante de composição de Beethoven, o arquiduque Rodolfo da Áustria
Luís Maia à(s) 15:26 Sem comentários:
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sexta-feira, 9 de abril de 2021

9 de Abril

1948 Samuel Barber estreia em Boston a sua Knoxville: Summer of 1915 com a soprano Elenor Steber e Serge Koussevitzky conduzindo a Boston Symphony Orchestra. Aqui a voz é de Russell Thoma
Luís Maia à(s) 18:18 Sem comentários:
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quinta-feira, 8 de abril de 2021

Bruckner-Sinfonia nº 5 em si maior.II-Adagio

Luís Maia à(s) 14:58 Sem comentários:
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Bruckner-Sinfonia nº 5 em si bemol maio

No ano de 1894 a 8 de Abril, estreia em Graz a Sinfonia Nº. 5  em si bemol maior de Anton Bruckner . É uma verdadeira catedral sonora, talvez uma das obras mais complexas e arquitetonicamente grandiosas do repertório bruckneriano.


✨ O que torna essa sinfonia especial?

  • Monumentalidade: É uma das mais longas e densas sinfonias de Bruckner. Ele mesmo nunca a ouviu orquestrada em vida. O apelido de "sinfonia da fé" vem da sua construção quase litúrgica.

  • Contraponto magistral: Bruckner mergulha fundo no uso do contraponto aqui — especialmente no último movimento, onde realiza uma fuga impressionante, em um clímax que parece erguer uma catedral sonora tijolo por tijolo.

  • Equilíbrio entre razão e emoção: A sinfonia é cerebral e apaixonada ao mesmo tempo. Tem a solenidade de um hino e a densidade de um tratado filosófico.


🧱 Estrutura (em 4 movimentos):

  1. Introduktion (Adagio) – Allegro
    Um início misterioso e solene, com tensão crescente e temas que se anunciam como vozes ao longe. Depois, o Allegro toma forma numa espécie de marcha austera e grandiosa.

  2. Adagio: Sehr langsam
    Uma meditação lírica e espiritual, como uma oração em forma musical. Um dos mais belos movimentos lentos de Bruckner.

  3. Scherzo: Molto vivace – Trio
    Dançante, quase rude, como um ländler alpino distorcido por um sonho litúrgico. O trio é mais calmo e pastoral.

  4. Finale: Adagio – Allegro moderato
    Aqui Bruckner mostra todo seu domínio do contraponto. Temas do primeiro movimento reaparecem. Tudo culmina num coro de metais glorioso, como se o céu se abrisse.

 

Luís Maia à(s) 14:17 Sem comentários:
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terça-feira, 6 de abril de 2021

6 de Abril

O Concerto para Piano em dó sustenido menor , op. 45, é uma composição para piano solo e orquestra em quatro movimentos da compositora americana Amy Beach . 

A obra foi composta entre setembro de 1898 e setembro de 1899. Foi apresentada pela primeira vez em Boston em 7 de abril de 1900, com o compositor como solista e a Orquestra Sinfônica de Boston atuando sob o comando do maestro Wilhelm Gericke . 

 A composição é dedicada à musicista Teresa Carreño e foi o primeiro concerto para piano de uma compositora americana 

 O primeiro movimento "Allegro moderato" é composto em forma de sonata e é o mais longo dos quatro movimentos

 O segundo tema desse movimento é baseado na canção de Beach "Jeune fille et jeune fleur", Op. 1,

 No. 3. O "Scherzo" é baseado na canção "Empress of Night" de Beach, op. 2, nº 3, originalmente definido para um poema de seu marido Henry Beach e dedicado a sua mãe Clara Cheney, nascida Marcy. 

 Da mesma forma, o terceiro movimento sombrio "Largo" é baseado na canção "Twilight" de Beach, Op. 2, nº 1, e é dedicado ao marido, cuja poesia mais uma vez serviu de texto original.

 O quarto movimento, "Allegro con scioltezza", lembra o tema do terceiro movimento, dando início a um final exuberante
Luís Maia à(s) 15:42 Sem comentários:
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6 de Abril

Em 1892 Antonin Dvorak estreia em Praga a sua Sinfonia Nº4 em ré menor op.13 

 O final de 1873 e o início de 1874 viram uma virada no desenvolvimento da expressão musical de Dvorak. Depois de um período de grande influência dos neo-românticos alemães, o estilo de composição distinto de Dvorak consolidou-se , caracterizado por um afastamento de suas melodias "intermináveis" em favor de um tratamento temático mais acentuado    A instrumentação do compositor também não era mais a partitura wagneriana densa, adotando uma expressão mais simples, porém mais vibrante e um som mais claro.

 O primeiro representante deste período é a sinfonia nº 4 em ré menor. Tendo em vista que é atribuída à obra a mesma tonalidade da sétima sinfonia, a Quarta às vezes recebe o subtítulo “Pequeno”, para a distinguir  da heroica “Grande” sétima sinfonia.
Luís Maia à(s) 15:27 Sem comentários:
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domingo, 4 de abril de 2021

Saint-Saenz-Violino Concerto nº1 em lá maior op20

No ano de 1867, a 4 de Abril, Saint-Saens estreia em Paris na Sala Pleyel o seu Violino concerto nº1 em lá maior op.20, sendo Sarasate como solista.

 o Concerto para Violino nº 1 em Lá Maior, Op. 20, de Camille Saint-Saëns — uma joia muitas vezes ofuscada pelo mais conhecido Concerto nº 3, mas que guarda um charme próprio e exuberante!


🌟 Contexto histórico e geral

  • Composto em 1859, quando Saint-Saëns tinha apenas 24 anos.

  • Dedicado ao violinista Jean-Pierre Maurin.

  • Apesar de sua juventude ao compor, já mostra domínio técnico e um brilho orquestral bem característico do romantismo francês.

🎻 Características musicais

  • Diferente dos concertos românticos "de peso", esse tem um ar mais leve, lírico e elegante, lembrando até o estilo de Mendelssohn em certos momentos.

  • A obra tem três movimentos, mas os dois primeiros são unidos de forma contínua:

    1. Allegro agitato – começa direto, sem introdução orquestral. O violino já entra com força e emoção.

    2. Andante – uma transição quase sonhadora, doce e melancólica. Um momento de introspecção.

    3. Allegro molto – vibrante, saltitante, dançante. Fecha o concerto com um espírito quase festivo.

✨ O que encanta nessa peça?

  • A forma como o violino dialoga com a orquestra, não só como um "virtuose", mas como personagem expressivo.

  • Momentos de beleza melódica lírica, contrastando com passagens técnicas rápidas.

  • A leveza e frescor que tornam esse concerto uma obra encantadora, embora nem sempre lembrada entre os grandes concertos do repertório.

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Luís Maia à(s) 16:20 Sem comentários:
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Smetana-Vitava em mi menor

Em 1875 Smetana estreou a sua composição Vltava em mi menor, também conhecido pelo seu nome alemão Die Moldau , foi composta entre 20 de Novembro e 8 de dezembro de 1874 . A peça contém a mais famosa melodia de Smetana. Fuggi, fuggi, fuggi da questo cielo . É uma adaptação duma canção italiana renascentista que também é a base para o hino nacional de Israel. Bedřich, devido à tensão nervosa e à sífilis, começou a ficar surdo em Março de 1874, aos 50 anos, aquando da estreia da sua ópera «As Duas Viúvas». Alguns meses depois, a 20 de Outubro de 1874,[1] ficou afectado por surdez total. Ainda viveu 10 anos na mais completa surdez, compondo ainda muita música, tal como o poema sinfónico «Minha Pátria» («Má Vlast»), com a parte musical mundialmente conhecida «O Moldava» («Vltava»), em sol maior, de 1874, evocando o rio Moldava ou Vltava – afluente do rio Elba –, bem como as óperas «O Beijo» (1876), «O Segredo» (1878) e «A Parede do Diabo» (1882). Smetana é considerado como o pai da escola musical checa. Antonín Dvořák será o seu seguidor.
Luís Maia à(s) 16:13 Sem comentários:
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sábado, 3 de abril de 2021

l,Mozart-Piano Concerto nº24 em dó menor K491

No ano de 1786 estreia-se no Burgtheater em Viena o Piano Concerto No. 24 em dó menor K. 491, de Mozart com o compositor como solista.

O Concerto para Piano nº 24 em dó menor, K. 491, de Mozart, é uma das suas obras mais dramáticas e inovadoras. Composto em 1786, durante o auge da sua produção operística, este concerto se destaca pelo seu tom sombrio e intensidade emocional, algo incomum para os concertos de piano da época.

Algumas características marcantes:

  • Uma das poucas obras em tom menor de Mozart, o que já sugere um caráter mais intenso e introspectivo.

  • Orquestração rica, incluindo clarinetes e fagotes, criando uma sonoridade mais profunda e densa.

  • Primeiro movimento (Allegro) começa com um tema sombrio e impetuoso, quase trágico, contrastando com a entrada mais delicada do piano.

  • Segundo movimento (Larghetto) oferece um respiro com uma melodia lírica e sublime, mas com uma beleza melancólica.

  • Terceiro movimento (Allegretto) é um tema e variações, onde a orquestra e o piano dialogam de forma quase teatral, reforçando a dramaticidade.

Este concerto foi uma das inspirações de Beethoven, que o admirava profundamente e pode ter influenciado o seu próprio Concerto para Piano nº 3. 

Luís Maia à(s) 17:18 1 comentário:
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sexta-feira, 2 de abril de 2021

2 de Abril

No ano de 1800, Beethoven estreia no Hofburgtheater em Viena a Sinfonia No. 1 dó maior op.21,num concerto com o maestro na condução da orquestra. 

 A sinfonia é composta por 4 andamentos. 

O primeiro andamento (Adagio molto—Allegro con brio) começa por uma espécie de introdução muito calma e uma dissonância que se pensa ter sido uma experimentação de Beethoven dado que o voltou a utilizar logo no ano seguinte. 

Alias esta dissonância que hoje não nos parece nada de transcendente foi suficientemente inovadora para valer a Beethoven uma polémica pessoal com os críticos da época nomeadamente Preindl, Stadler e Weber. 

 O segundo andamento (Andante cantabile con moto) é um dos andamentos onde se nota em simultâneo a escola de contraponto do seu mestre Albrechtsberger mas em simultâneo uma elegância e uma beleza acima de qualquer escola. 

Em termos de inovação é também neste andamento que Beethoven nos reserva uma utilização da precursão inovadora e que anuncia a verdadeira revolução que acabou por ocorrer mais tarde. 

 O terceiro andamento (Menuetto: Allegro molto e vivace) é dos quatro o que mais trouxe em termos de inovação. Na verdade embora guarde a forma do minueto Beethoven faz explodir completamente a forma tradicional desta antiga dança de salão para a transformar em algo completamente novo. Nas palavras de J. W Davison´s Beethoven terá aqui dado "Um Salto para um mundo novo". 

 Finalmente o quarto andamento (Adagio—Allegro molto e vivace) foi caracterizado por Berlioz na sua análise das nove sinfonias de Beethoven como "Uma brincadeira infantil e nada beethoviana". 

 Créditos : Comentário extraído dum dos melhores blogs de música escritos em português, chamado Diz que não gosta de música clássica ?.
Luís Maia à(s) 16:21 Sem comentários:
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quinta-feira, 1 de abril de 2021

Handel-Judas Maccabeus

Em 1 de abril de 1747 no London Royal Opera House o ratório Judas Maccabaeus ( HWV 63) é um oratório em três atos composto em 1746 por George Frideric Handel com base em um libreto escrito por Thomas Morell . 

 O oratório foi concebido como um elogio ao vitorioso Príncipe William Augusto, Duque de Cumberland, após seu retorno da Batalha de Culloden (16 de abril de 1746).
Luís Maia à(s) 17:45 Sem comentários:
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quarta-feira, 31 de março de 2021

Haydn-Sinfonia nº100 em sol maior "Sinfonia Militar"

Em 1794 a 31 de Março, Haydn estreia no Queen’s Concert Rooms em Londres a Sinfonia nº100 em sol maior "Sinfonia Militar", conduzido pelo compositor no dia do seu 62º aniversário. 

 A “Sinfonia Militar” foi composta, parcialmente, na Inglaterra, em 1793 ou 1794. O segundo e terceiro andamentos já tinham sido escritos anteriormente, na Áustria. 
 é uma das obras mais famosas de Joseph Haydn — e tem esse nome por causa dos efeitos sonoros “de guerra” que aparecem ao longo da peça.

  • Faz parte das chamadas “Sinfonias de Londres” (as últimas 12 que ele escreveu).
  • Era música feita para impressionar — e conseguiu mesmo 😄

Por que “Militar”?

O nome vem sobretudo do 2º andamento, onde Haydn usa instrumentos incomuns na orquestra clássica:

  • Triângulo
  • Pratos (címbalos)
  • Bombo

Esses sons criam um ambiente que lembra marchas, batalhas e fanfarras militares.

Estrutura (os 4 andamentos)

  1. Adagio – Allegro
    Começa solene e depois ganha energia. É elegante, mas já cheio de vida.
  2. Allegretto (o mais famoso) ⭐
    • Tema simples e cativante
    • Depois… entra a “banda militar”!
    • Efeito dramático, quase teatral
  3. Menuetto
    • Ritmo de dança (como era típico)
    • Forte, decidido, com caráter marcante
  4. Finale: Presto
    • Muito rápido e vibrante
    • Cheio de energia e brilho
    • Fecha a obra com entusiasmo

O que torna essa sinfonia especial?

  • Mistura de elegância clássica com efeitos inesperados
  • Uso criativo de dinâmica e surpresa
  • Humor subtil — típico de Haydn
  • Um dos melhores exemplos do estilo dele no auge

A Sinfonia n° 100 é o monumento da expressão musical de Joseph Haydn.
Luís Maia à(s) 15:27 Sem comentários:
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terça-feira, 30 de março de 2021

Pietro Locatelli-Violino concerto nº8

Em 1695 a 30 de Marco,  nasce em Bergamo na Italia Pietro Locatelli que viria a morrer em Amesterdão em 30 de Março de 1764 Aqui a interpretação do seu Concerto nº8 é de Keshav Prabhu-Schlosser

O Concerto para Violino nº 8 de Pietro Locatelli faz parte da sua coleção L'Arte del Violino, Op. 3, publicada em 1733. Locatelli, um violinista virtuoso e compositor do período barroco, era conhecido por suas composições altamente ornamentadas e tecnicamente desafiadoras.

Este concerto segue a estrutura típica do Barroco, com três movimentos (rápido-lento-rápido), e contém um dos famosos capricci de Locatelli, que são passagens solo extremamente difíceis, precursoras do virtuosismo de Paganini. 

O Concerto nº 8 é menos famoso que o Concerto nº 11, mas ainda assim mostra a ousadia técnica e a expressividade do compositor. 

Luís Maia à(s) 14:08 Sem comentários:
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sexta-feira, 26 de março de 2021

,Lutoslawski-Musica fúnebre em memória de Bela Bartok

Lutosławski começou a compor a Musique funèbre no final de 1954 e a completou em 1958. 

A peça é composta por uma pequena orquestra de cordas de quatro violinos, duas violas, dois violoncelos e dois baixos. 

Sua primeira apresentação ocorreu em 26 de março de 1958 em Katowice pela National Polish Radio Orchestra sob a direção de Jan Krenz, que encomendou a peça para homenagear sua dedicada, Béla Bartók ( Harley 1998-2003 ). 

Ele recebeu um desempenho notável no final daquele ano no Festival de Outono de Varsóvia ( Thomas 2005 , 90). Em 1959, ganhou o Prêmio da União de Compositores Poloneses, bem como o primeiro prêmio do Conselho Internacional de Compositores da UNESCO.


A peça tem uma estrutura clara e rigorosa, dividida em quatro seções interligadas: Prolog, Metamorfoses, Apogeu e Epilog. Ela explora um tecido contrapontístico denso, reminiscente do estilo tardio de Bartók, especialmente do seu Música para Cordas, Percussão e Celesta. O uso de um cânone rigoroso e de transformações temáticas progressivas dá à obra um caráter inevitável e fatalista, evocando a sensação de um lamento contido, mas profundamente emocional.

O que impressiona é como Lutosławski usa uma escrita quase atonal, mas com grande sensibilidade expressiva, criando um ambiente de tensão e melancolia. A orquestração apenas com cordas contribui para um som denso e introspectivo, tornando-se um verdadeiro requiem instrumental para Bartók.   

Luís Maia à(s) 13:52 Sem comentários:
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